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ONTGB - OBSERVATÓRIO NACIONAL DO TRADICIONALISMO GAÚCHO BRASILEIRO!

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INTRODUÇÃO

O porquê de o Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria não ser nem tradicional nem tradicionalista é de fácil compreensão. Primeiro porque deixa de ser cultural regionalista-tradicional. Segundo porque deixa de cumprir os Fins Culturais e as próprias Diretrizes do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, ao qual diz pertencer.

DESENVOLVIMENTO 

Se fosse Evento Cultural Regionalista-tradicional o Rodeio Crioulo de Vacaria não seria internacional, mas um espaço de culto, zelo, defesa, preservação, retransmissão e correta divulgação das antigas, regionais e campeiras Tradições dos Antepassados Gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul.

Se fosse Evento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro cumpriria a Filosofia de Atuação do MTG do Brasil, contida na Doutrina Institucional-estatutária da Carta de Princípios do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, sem a exploração político-religiosa e comercial evidenciada em seu rodeio sem fronteiras, o qual jamais poderá ser rotulado de crioulo da antiga e campeira Tradição do Rio Grande do Sul, forjada no Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense: o Pampa Sul-brasileiro. Vejas, também...

Se fosse um Rodeio Crioulo da antiga e campeira Tradição dos Gaúchos Pampeanos do Rio Grande, certamente que no Rodeio Internacional da cidade de Vacaria – mas não crioulo ou tradicional do RS nem tradicionalista gaúcho brasileiro – não se veria calças justas, cintas, “rastras” platinas, boinas coloridas importadas, chapéus de caubói, botas de cano curto, lencitos virados e de tamanho e cores não tradicionais, camisas vermelhas, pretas e de outras cores fortes, coletes texanos.

Vejas as Diretrizes do MTG para o correto uso da Pilcha Gaúcha Tradicional Oficial do Rio Grande do Sul

Vejas, também...

Se fosse um Rodeio Tradicionalista cumpriria seus altos Fins Culturais, com independência frente à política partidária e aos interesses econômico-financeiros, sem permitir ou compactuar com as ingerências dos poderes públicos, locais e estaduais, dos mercados musical e de cavalos e seus modismos comerciais, urbanos, atuais e sem fronteiras.

Se fosse Tradicionalista o referido rodeio seus participantes gaúchos brasileiros, incluídos os artistas do mercado musical, todos respeitariam a Lei do Estado do Rio Grande do Sul n. 8.813, de 20.01.1989, e, por conseguinte, as Diretrizes Tradicionalistas para o correto uso da Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul, ao invés de portarem as indumentárias das modas promovidas pelos mercados, colocando suas preferências pessoais à frente de um Bem Público do Estado do RS, dos Sul-rio-grandenses, do Brasil e do Povo Brasileiro, configurado pela antiga Tradição dos Pampeanos do Rio Grande do Sul.

Vejas o vídeo do Tema Oficial do 29. Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria, gravado pela gravadora ACIT e postado no YouTube

Vejas o vídeo do Lançamento do Rodeio Internacional de Vacaria no Portal MISTER KANÚ

Vejas o vídeo de apresentação do 29. Rodeio Internacional de Vacaria, postado no sítio ctgporteiradoriogrande.com.br e no YouTube

Vejas os artistas "tradicionalistas gaúchos" da ACIT, que estarão nos Bailões do Circão de Lona do 29. Rodeio de Vacaria, alguns deles lançando novos CDs:

- Grupo Chiquito e Bordoneio;

- Grupo Minuano;

- Grupo Rodeio;

- Grupo Sorriso Lindo;

- Os Tiranos;

- Os Monarcas e os 4 Gaudérios;

- João Luiz Corrêa e o Grupo Campeirismo;

- Volmir Dutra e Criado em Galpão;

- Os Seranos;

- César Oliveira e Rogério Melo;

CONCLUSÃO

Assim, percebe-se claramente que o Rodeio de Vacaria, diante dos interesses políticos e comerciais nele presentes, não deve ser considerado como um Rodeio Crioulo da antiga e campeira Tradição do Rio Grande do Sul nem como Tradicionalista Gaúcho Brasileiro.

Portanto, o Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria, integrante do Patrimônio Cultural do Estado do Rio Grande do Sul (Lei nº 12.571 de 13 de julho de 2006), por não respeitar o antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul, jamais deveria ser considerado "A maior festa tradicionalista da América Latina", conforme faz crer o sítio do referido evento regionalista da cidade Porteira do Rio Grande: Vacaria.

 


O EVENTO  

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O CONVITE

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A PROGRAMAÇÃO

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* Inscrições até 6 de novembro. Regulamento e maiores informações no sitio www.ftgpc.com.br


Blog EntrySep 6, '11 5:02 PM
by José Itajaú for everyone

    

PROTESTO GAÚCHO

 

Caros Irmãos Gaúchos.

 

Há muito venho pensando no que se faz da nossa cultura... Temos tradição, temos história, temos costumes próprios e os valorizamos. Entretanto, parece que a todo momento tentam-nos aculturar...  Qual o espaço que o nosso modo de ser ocupa na mídia hoje em dia?

 

Será que é certo aturarmos a Regina Casé (e seus sambabacas) no domingo ao meio-dia, enquanto o nosso Galpão Crioulo foi literalmente “chutado” para um horário que ninguém praticamente assiste, já que domingo é dia de descanso e a maioria aproveita pra dormir um pouco mais?

 

Não precisa ser um gênio pra perceber que recentemente no programa da Regina Casé levaram um grupinho sofrível de dança gaúcha pra dançar pro Brasil inteiro o quê?  O pezinho, uma dança folclórica com significado pra nós, mas que pro resto do Brasil não tem sentido algum, a não ser “queimar o filme dos gaúchos”. Se querem mostrar nossa dança, por que não convidam os vencedores do último ENARTE? Ou será que o objetivo era ridicularizar o gaúcho, “será”?

 

Não sou contra o samba, mas sou contra nos fazerem de palhaços. Pra completar a referida apresentadora entabulou um assunto com nossos representantes que em nada acrescenta às famílias brasileiras, principalmente no horário de almoço de domingo, quando nossas crianças estão assistindo TV – Tem sex-shop no Sul? Você já foi em (a) Sex shop? Tinha calcinha de chocolate? – e o que nos resta é aturar algumas das prendas e peões respondendo, timidamente, a esse rol de asneiras.

Cadê nossos festivais? Quando aparecem é na RBS local, não em nível estadual. Como é que nossos jovens conhecerão nossa música, nossa cultura, se nossa principal emissora de TV não dá espaço pros nossos novos músicos e vencedores de festivais atuais? 

Excetuando-se as honrosas exceções de Luiz Marenco e César Oliveira e Rogério Melo que, de tão bons, conseguem vencer remando contra a maré, vivemos do passado...  de Tropa de Osso,  Esquilador, Veterano e etc., os novos nomes da música gaúcha ninguém conhece. E por quê? Porque pra isso não tem espaço... Será que tudo isso não se trata de uma estratégia para “aculturar nosso povo”... “será”? Quando as gerações mais antigas se forem e nossas músicas ficarem esquecidas eles terão conseguido finalmente sepultar nossa cultura.

 

Por que será que pra promover o Planeta Atlântida com  seus frequentadores maconheiros, bêbados e viciados de todo tipo, tem espaço? Seria essa uma tentativa de emburrecer e viciar nossos jovens....”será”? Pra isso a RBS tem espaço. Pra gaúchos "heróicos" que  participaram do Big Brother (o supra-sumo do lixo cultural), tem espaço.

 

Ah... ASSIM NÃO DÁ!!!

Cadê o Luiz Carlos Borges? Cadê o João de Almeida Neto? Cadê o Renato Borghetti , o Elton Saldanha, o Marcelo Caminha, o Miguel Marques? ...Ninguém sabe. Mas a Alcione, a Cláudia Leite, a Ivete Sangalo, o “Belo”, o Bruno e Marrone,  o “sertanejo universitário” (que tá mais pra supletivo) ... esses  estão todo o dia enchendo o nosso saco. Bah, não vou nem citar aquele\"rapaizote", o Luan Santana, senão vou ter um ataque cardíaco!!!!

Tchê, esse é o lixo cultural que nós temos recebido como ração, mas por sermos o Estado mais politizado e educado da união, devemos recusar-nos a engolir.

 

Mesmo o pessoal dos CTGs, nosso último reduto cultural hoje em dia, só ouve atualmente música gaúcha de baile e que... convenhamos,  é péssima, algumas até parecem um forró sertanejo, nesse tal tchê music (com honrosas exceções, como os Serranos e outros). É melhor investir nas músicas de festivais, urgentemente, nos CTGs...  ...a exemplo disso, um grande festival é o Carijo da Canção Gaúcha, de Palmeira das Missões, no interior do RS, que acontece há 26 anos e mal sequer na mídia local aparece. O descaso é impressionante...

Enojam-me aquelas materiazinhas da RBS na Semana  Farroupilha (daí eles lembram e fazem um circo!!!), mandam aqueles apresentadores bunda mole para fazerem reportagens no Acampamento Farroupilha  como se aquilo fosse algo do exterior... parece um programa do National  Geographic com os aborígenes, de tão estranho. Não conhecem nada, não entendem porcaria nenhuma e não ficam nem envergonhados de se dizerem gaúchos.

 

Perdoem-me, queridos conterrâneos, esse desabafo.

 

Que essa mensagem ecoe nos confins do Rio Grande e desperte o povo gaúcho da letargia, antes que seja tarde. Nossos antepassados delimitaram nossas fronteiras à ponta de lança e à pata de cavalo... hoje, pisam no nosso pala e... tudo bem?  Recuso–me a acreditar nisso. Recuso-me a permitir isso.

 

Atenciosamente,

Um Gaúcho, cuja paciência acabou faz tempo!

 

* Artigo enviado ao sítio Bombacha Larga, via correio eletrônico, aos 05.09.2011, por uma prezada visitante de Novo Hamburgo, RS.

     

Que o Divino Tropeiro Jesus,
Posteiro da Humanidade,
Te concedas uma ponchada
de Paz, Amor e Amizade!


Um
FELIZ NATAL GAÚCHO
e um
ANO NOVO
com muita saúde, paz e alegrias!
 
São os votos do Bombacha Larga e do ONTGB
aos prezados amigos visitantes e suas digníssimas famílias!

 

NATAL GAÚCHO
                                       José Itajaú Oleques Teixeira

No meu Natal de gaúcho
evitarei imposições
que contrariam tradições
de um nascimento sem luxo,
de Quem aguentou o repuxo
pra salvar a Humanidade;
não festejarei com a vaidade
mais um Seu aniversário;
se a neve lá é ordinário,
aqui soa falsidade!
 
Vou me apartar da pujança
e não vou trocar presentes,
mas ajudar aos carentes
com um pouco de esperança;
ao Menino Jesus criança
presentearei nesse intento
 com o sagrado mandamento,
pois só a materialidade,
sem espiritualidade,
é negar Seu ensinamento!
 
No meu preito musical
não quero a melancolia
das músicas próprias do Dia;
no meu clima de Natal
vou preferir o regional
a qualquer ritmo estrangeiro;
vou festejar bem faceiro
o Aniversário de Cristo.
Por isso, nisto eu insisto:
o meu será o som campeiro!
 
Obrigado é pau de arrasto,
já diz o velho ditado;
no Seu dia abençoado
das incoerências me afasto;
não seguirei o nefasto,
pois sou gaúcho e existo.
Por isso, também insisto:
no meu Natal de Gaúcho
a mesa campeira sem luxo
é o meu presente pra Cristo!
 
Na minha ceia campeira
o arroz e o feijão preto,
a carne gorda no espeto,
na vaza da carneadeira;
frango caipira na assadeira,
peixe assado com pirão;
na volta um bom chimarrão,
para aliviar a fastia,
porque não interessa a iguaria,
o que vale é a intenção!
 
Por isso eu me liberto
desses costumes impostos;
e os procedimentos propostos
são pendentes para o certo.
É com o coração aberto
que este "boi de tropa" berra;
e o seu mugido encerra
um grito de liberdade,
pra que tenhamos, campo e cidade,
um Natal da Nossa Terra!

José Itajaú Oleques Teixeira
Sítio Bombacha Larga e ONTGB
Brasília/DF, Natal /2011




Amor, fé, tradicionalismo, solidariedade,  lições e prática do Evangelho. Estas foram algumas das marcas do 17º Chimarreando com Deus, evento da Rádio Aliança, realizado na Paróquia São Sebastião, em Porto Alegre, nos dias 19, 20 e 21 de agosto de 2010. Um dos pontos altos foi o show da Academia Gaúcha de Música Silvio Costa, com crianças e jovens levando grande parte da platéia a boas risadas e às lágrimas. Foi emoção e bom humor para ficarem na história do festival.
 

Zélia Caetano Braun e Jurados

Segundo a coordenadora Zélia Caetano Braun, “o que mais nos emociona é apresentar, testemunhar a tradição, a fé e a oração junto. Temos jovens que nunca iam à missa e hoje são líderes das paróquias, participam ativamente, fazem movimentos, grupos de oração, grupos de música, liturgia. Ficamos louvando e agradecendo ao Patrão Celeste
por este toque da graça de Deus através da enculturação do Evangelho. Falamos na linguagem gauchesca e cristã para que o jovem goste de tradição. Um povo sem tradição é um povo sem raiz que não tem força, não tem garra. E o RS. sabemos, tem força, garra, tradição e amor.”

Pe. Eduardo de Lazari

A Paróquia Imaculada Conceição, de Canoas tem o Departamento de Tradições Gaúchas Negrinho do Pastoreio, que evangeliza através da cultura e tradição gaúchas. O pároco Eduardo de Lazari diz que um dos poucos lugares onde a família se reúne é no salão da igreja e do CTG. “Nestes lugares podemos ver o pai dançando com a filha, o neto dançando com a avó. Podendo unir os dois salões é melhor ainda. Esta união pode ser vivida no

Chimarreando com Deus.”

Partilha

Para as irmãs Nilva Dalbello e Laura, da Congregação de São José, “o Chimarreando fala de chimarrão, que entre nós é um ato de solidariedade, já que ninguém toma chimarrão sozinho. Imaginem então chimarrear com Deus... O chimarrão cria laços. É partilha. Poderíamos até compará-lo com a palavra de Deus, que passa de boca em boca e causa a transformação. O Chimarreando é a partilha da solidariedade e da inclusão social.” Álvaro do Vale Júnior, do EJU da Paróquia Santa Catarina e jurado do Chimarreando pelo 5º ano consecutivo, destaca a participação da juventude e diz que esta foi uma edição diferenciada  com muita qualidade e inspiração de Deus e dos compositores destas 20 músicas. “Com certeza a união da tradição, que sabemos os valores que tem e da fé,  é o que o nosso mundo precisa e aqui no RS, do nosso jeito, do jeito de fazer as coisas”.


O campeão compositor e intérprete Leandro Lopes Ávila, do Santuário Nossa Senhora de Caravaggio, de Farroupilha. vivenciou o espírito de solidariedade do Chimarreando, já que os músicos do seu grupo não puderam acompanhá-lo na noite da final. Quem subiu ao palco com ele foram seus concorrentes Jean Allama e Eron Rufino, que se tornaram parceiros e ganharam junto com ele três troféus: 1º e 3º lugares e Melhor Mensagem.  Emocionado, disse que está sentindo a graça da evangelização. “Não vou menosprezar os outros dois troféus, mas o que mais toca o meu coração é A Melhor Mensagem. Foi para isso que eu vim. Falar de Cristo. Se isto aconteceu, perfeito!”

Academia Gaúcha de Música Silvio Costa

Premiação

1.    Ave Maria de Galpão – Compositor e intérprete: Leandro Lopes Ávila
2.    A Certeza do Invisível – Compositor: Jean Allama  Intérprete: Allan Laroca
3.    Entre Céu e Bastos -  Compositor e intérprete: Leandro Lopes Ávila
4.    Por Intercessão de Maria -  Compositor e intérprete: Ricardo Rodrigues Corrêa
5.    Te Louvar por Toda Vida – Compositor e intérprete: Marcos Pehl

Texto e fotos: Véra Regina Friederichs
Jornalista profissional pós-graduada - DRT/SC 0777

ANO 82 - Nº 59 - Edição de sábado e domingo, 04 e 05 de setembro de 2010
 
47ª SEMANA FARROUPILHA
Pouca cultura na festa dos gaúchos
PATRÍCIA MIRANDA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Luis Oliveira: presidente
 
Considerada uma das mais ricas de todo o Brasil, a cultura do Rio Grande do Sul será pouco valorizada na 47ª Semana Farroupilha de Cachoeira do Sul. Neste ano a principal atração dos festejos farrapos serão os fandangos. Como em 2009, este ano sequer haverá a tradicional reculuta artística e cultural, o que em anos anteriores incentivava crianças, jovens e adultos a pesquisarem sobre a história da Revolução Farroupilha, origens do povo gaúcho e seus costumes para as apresentações nos concursos. Por enquanto, as atividades culturais da Semana Farroupilha estão limitadas ao concurso de tiro de laço em vaca parada no CTG Estância do Chimarrão, no Passo do Moura, e a oficina de danças e palestra do PL Delfino Carvalho.
 
O professor de dança Itamar Fontoura, que por 14 anos atuou como instrutor de grupos tradicionalistas, acredita que o fim das reculutas interfere na parte cultural da Semana Farroupilha, “que não se restringe apenas aos fandangos e ao desfile”. Ele acredita que há muito mais a ser trabalhado e que esta é uma boa oportunidade para resgatar a história farroupilha, tanto pela dança e música quanto por pesquisas sobre os costumes. O clima de disputa - que levou a Associação Tradicionalista e Cultural a cancelar a reculuta - é visto por Fontoura como algo normal. “Não se leva inimizade destes encontros. Até mesmo quando havia discordância de opinião era algo do momento, passageiro. A disputa ajuda a crescer, tanto para quem ganha quanto para quem perde”, observa Fontoura.
 
GERAÇÕES - A coordenadora do Festival Gaúcho Estadual Estudantil e ex-diretora do departamento artístico e cultural da ATC, professora Vera Balardin, considera importante as reculutas artísticas e culturais. “Não podemos julgar as decisões da atual diretoria da ATC sem conhecer as razões. Há bastante tempo não integro a diretoria, mas sempre notei que estas atividades traziam crescimento aos participantes. Todo conhecimento adquirido é um crescimento e para participar destas competições é preciso se preparar, estudar”, justifica Vera. Ela destaca também que as reculutas acabam levando a um encontro de gerações, pois durante o período de preparação os pais ajudam os filhos e os acompanham aos ensaios, incentivando a convivência entre a família.
 
PARA SABER MAIS  
Os fandangos e os valores
Data Promotor Local Conjunto Valor
Sábado, dia 11 Estância do Chimarrão Os Gaudérios Os Buenachos R$ 10,00
Sábado, dia 11 Lanceiros do Sul Tropeiros da Lealdade Toque de Vanera R$ 12,00
Quarta-feira, dia 15 Os Gaudérios Os Gaudérios Candieiro R$ 12,00 
Sexta-feira, dia 17 Delfino Carvalho Tropeiros da Lealdade Garotos do Fandango indefinido
Sábado, dia 18 Os Gaudérios Os Gaudérios Grupo Galpão R$ 10,00 
Sábado, dia 18 José Bonifácio Ginásio da Fenarroz César Oliveira e Rogério Melo indefinido
Domingo, dia 19 Tropeiros da Lealdade Tropeiros da Lealdade Fandangueiro R$ 12,00
Fonte: patronagem dos CTGs e PL      
 
Importante  
 
O presidente da Associação Tradicionalista e Cultural de Cachoeira do Sul, Luis Carlos Cantes de Oliveira, afirma que cada entidade tem liberdade e condições de preparar suas próprias atividades artísticas e culturais. “Não vamos fazer reculuta para evitar o clima de rivalidade que existia em torno dela”, justifica Oliveira. Até quinta-feira, pouca coisa havia sido programada pela patronagem dos CTGs, que devem focar sua programação nos cafés, almoços, fandangos para piás e bailes.

ATENÇÃO
Todos os fandangos da 47ª Semana Farroupilha já tem os conjuntos definidos. Os valores dos ingressos nos fandangos também estão quase todos acertados. Apenas o CTG José Bonifácio Gomes e o PL Delfino Carvalho devem definir neste final de semana os seus preços. Dos sete bailes, apenas o do CTG Lanceiros do Sul não é oficial, pois a entidade não é mais filiada à ATC.

AGENDA  
Neste sábado
 
Jantar-baile de lançamento oficial da 47ª Semana Farroupilha, no CTG Tropeiros da Lealdade, com concurso de arroz carreteiro. O jantar, com churrasco, é R$ 12,00. O ingresso apenas para o baile, com o grupo Rastros Y Milongas, será R$ 10,00.

Fórum do Leitor
2 Comentários em 04.09.10-1521h:
 
04/09/10 12:04
Cultivando as Tradições do RGS!
Venho mais uma vez registrar aqui a minha tristeza, cada vez que leio aqui no jornal do povo que nossa cultura esta sendo deixada de lado pelas pessoas que são as responsáveis por fazer acontecer. Participei muito tempo destas reculutas, a rivalidade existia mas nada parar ter que deixar de realizar a integração entre as entidades. Acho que isso é a falta de vontade da ATC junto com a falta de apoio das entidades aliada com a grande falta de interesse da prefeitura pelas coisas de nossa terra, pela nossa cultura, como já escrevi aqui este prefeito é muito ruim para nossa cidade e ainda espero que o pessoal das antigas lutem para isso não acabar. Moro muito longe para ajudar nesta luta o que posso fazer é registra minha indignação.
Igor da Silva Freitas.
Caicó-RN

igor silva freitas - Dom Pedrito/RS (Brasil)
 
04/09/10 13:28
TRADICIONALISMO? OU COMERCIALISMO, POLITICALISMO E MERCADO PARA O CRIOULISMO?
Todos sabemos quais os motivos de a Filosofia da Carta de Princípios do MTG Brasileiro vedar a política partidária no Tradicionalismo organizado. Aí os políticos locais, burlando esse princípio básico, criaram as tais Associações Tradicionalistas Municipais, como uma forma de fazer política e atender aos interesses de seus financiadores eleitorais: o mercado musical e as suas empresas, como bandas, duplas e artistas "gaúchos"; os “nativistas de outros pagos” e “mercadistas de cavalos”, com as suas grifes, seus modismos, estilos e modalidades esportivas importados. O objetivo é esse mesmo: acabar com o Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro e a sua Filosofia de Atuação Cultural, sem fins lucrativos, familiar, efetivamente regionalista-tradicional, com o Regionalismo Gaúcho Sul-rio-grandense, a História e a Tradição Regional do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul, em nome dos mercados “mercosuristas” e “country-texa-sertanejo”. E tudo isso com a notória Corrupção dessas Máfias que se utilizam do erário, dos recursos do próprio povo culturalmente espoliado, para encherem os bolsos de suas calças justas com o dinheiro que, em nome da "Cultura Gaúcha do Rio Grande", serve apenas para enriquecer ainda mais esses Calaveiras da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro!
BOMBACHA LARGA: na luta pela preservação das autênticas Tradições do Povo Gaúcho Sul-brasileiro!
bombachalarga.org

José Itajaú Oleques Teixeira - Brasília/DF (Brasil)
 
Fonte: http://www.jornaldopovo.com.br
Todos os direitos reservados - Copyright 1999- 2010, Jornal do Povo
Desenvolvido por Brivia Gestão Digital e TI

AO PORTEIRO DO CÉU!

São Pedro, que estais no céu,
santificado seja o seu nome!

Venha ao nosso Acampamento Farroupilha,
nos salvar dos alagamentos
e nos perdoar por não drenarmos o Parque!

Nos dai, hoje e sempre, responsabilidade
e civilidade com a nossa tradição!

Que seja feita a vossa vontade,
no Acampamento e no céu!

Perdoai nossas ofensas,
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
Não nos deixeis cair em tentações, na prestação de contas, e livrai-nos dos atoleiros e más companhias!

AMÉM!

Bernardino Vendruscolo
Vereador de POA-RS (PMDB)

Fonte: http://www.vereadorbernardino.com.br/website
Referência: http://www.vereadorbernardino.com.br/website/pages/regionalismo-gaucho/--noticias/drenagem-no-parque-da-harmonia.php


CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988
Seção II
DA CULTURA

Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.
§ 1º - O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.
§ 2º - A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para os diferentes segmentos étnicos nacionais.
§ 3º A lei estabelecerá o Plano Nacional de Cultura, de duração plurianual, visando ao desenvolvimento cultural do País e à integração das ações do poder público que conduzem à: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005)
I- defesa e valorização do patrimônio cultural brasileiro; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005) (...)
IV- democratização do acesso aos bens de cultura; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005)
V- valorização da diversidade étnica e regional. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005)

CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
CAPÍTULO II
Da Educação, da Cultura, do Desporto, da Ciência e Tecnologia,
da Comunicação Social e do Turismo
Seção II
Da Cultura

● Art. 220 - O Estado estimulará a cultura em suas múltiplas manifestações, garantindo o pleno e efetivo exercício dos respectivos direitos bem como o acesso a suas fontes em nível nacional e regional, apoiando e incentivando a produção, a valorização e a difusão das manifestações culturais.
Vide o art. 1. da Lei/RS nº 9.117, de 20/07/90.
Art. 1. - parágrafo único - (...) É dever do Estado proteger e estimular as manifestações culturais dos diferentes grupos étnicos formadores da sociedade rio-grandense.

É importante ressaltar que promover o salutar intercâmbio cultural entre os países do Mercosul, de outros mercados comuns ou outras culturas, nos termos da lei estadual/RS n. 9.117, de 20.07.90, jamais deve - ou deveria - resultar na incentivada e aética "integração cultural", na "fusão regionalista-tradicional sul-americana", infelizmente há muito praticada por entes e instituições do Brasil, públicas e privadas, sob o forte cabre$to dos mercados envolvidos nessa hedionda Corrupção Cultural...

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DA TRADIÇÃO GAÚCHA
ESTATUTO SOCIAL

CAPÍTULO I
Da Denominação, Foro, Sede, Duração e Finalidade

Art. 3º. A CBTG tem por fim:
I. representar, em todo o território nacional e no exterior, a cultura gaúcha (acrescentamos: a originada do Pampa Sul-rio-grandense), na condição de entidade maior do movimento tradicionalista gaúcho brasileiro;
II. desenvolver, a nível nacional, o Sistema Confederativo do Movimento Tradicionalista Gaúcho, para uma atuação integrada, fidedigna e próspera;
III. definir políticas e diretrizes de atuação do Sistema, que valorizem as manifestações culturais regionais de convívio comum;
IV. organizar e realizar eventos pela valorização da cultura, das tradições e do folclore gaúcho (acrescentamos: do Pampa do Rio Grande do Sul) a nível nacional.
V. cumprir e fazer cumprir a “Função Social”, em todos os níveis do sistema confederativo;
VI. difundir e incentivar, em todo o território nacional, a preservação das tradições gaúchas (acrescentamos: do Pampa Sul-brasileiro), bem como as expressões “Movimento Tradicionalista Gaúcho” e “Centro de Tradições Gaúchas” e as siglas MTG e CTG, evitando o uso inadequado das mesmas e sua utilização na denominação de entidades não identificadas com o tradicionalismo gaúcho;
VII. incentivar as tradições gaúchas (acrescentamos: do Estado do Rio Grande do Sul), traçando diretrizes, rumos e princípios cívico-culturais, artísticos e esportivos (acrescentamos: da antiga, campeira e regional Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense) ao tradicionalismo gaúcho brasileiro;
VIII. orientar as entidades confederadas no sentido de manterem a autenticidade das manifestações gauchescas e a fidelidade às suas origens;
IX. a CBTG, pelo interesse público colaborará com os poderes públicos constituídos e com as entidades sociais organizadas (acrescentamos: sem vinculação partidária ou eleitoreira, em cumprimento à sua Carta de Princípios).
§ 1º. Define-se por “Função Social” do Movimento Tradicionalista Gaúcho, em todos os níveis de organização, o cumprimento Doutrinário dos ditames das tradições e do folclore gaúcho (acrescentamos: oriundos do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense, fundado no Pampa do RS), da prioridade para com a juventude e da promoção social, pela valorização do homem e de sua família.
§ 2º. Os objetivos da CBTG serão cumpridos em observância dos princípios filosóficos definidos na Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul, aprovado no VIII Congresso Tradicionalidta Gaúcho, realizado de 17 a 20 de julho de 1961 em Taquara-RS.
Art. 6º. É vedado à CBTG e aos MTGs e Entidades Filiadas exercer qualquer atividade político-partidária ou religiosa, assim como estabelecer distinção ou privilégios entre seus membros por questão de raça, credo ou posição social.

ESTATUTO DO MTG
TITULO I
DA ENTIDADE, SUA CONSTITUIÇÃO E SEUS FINS

CAPÍTULO I
DA DENOMINAÇÃO, FINS, SEDE, FORO E DURAÇÃO

Art. 2°. - O MTG tem por objetivo congregar os Centros de Tradições Gaúchas e entidades afins e preservar o núcleo da formação gaúcha (acrescentamos: e seu ambiente antigo e campeiro, forjado na região do Pampa do Rio Grande do Sul) e a filosofia do movimento tradicionalista, decorrente da sua Carta de Princípios e expressa nas decisões dos Congressos Tradicionalistas.
Parágrafo único - A “Carta de Princípios”, aprovada no VIII Congresso Tradicionalista Gaúcho, é cláusula pétrea deste Estatuto e fixa os seguintes objetivos:
I - Auxiliar o Estado na solução dos seus problemas fundamentais e na conquista do bem coletivo (acrescentamos: auxiliar na esfera cultural não representa estar a serviço eleitoreiro ou promover protestos políticos, como se fosse fosse uma sigla partidária ou um sindicato de ruralistas)
II - Cultuar e difundir nossa História, nossa formação social, nosso folclore, enfim, nossa Tradição, como substância basilar da nacionalidade (acrescentamos: o que impede - ou deveria impedir - de o MTG Brasileiro fazer o jogo dos mercados crioulista-mercosurista, country-texa-sertanejo, comercial-nativista, tchesista-urbano e outros sem fronteiras, sem pátria, sem pago e sem querência)
III - Promover, no meio do nosso povo, uma retomada de consciência dos valores morais do gaúcho (acrescentamos: o que longe está dos ambientes promíscuos desses Bailões Comerciais e em nada gaúchos tradicionais do Rio Grande, promovidos no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro).  
IV - Facilitar e cooperar com a evolução e o progresso, buscando a harmonia social, criando a consciência do valor coletivo, combatendo o enfraquecimento da cultura comum e a desagregação que daí resulta.
V - Criar barreiras aos fatores e idéias que nos vem pelos veículos normais de propaganda e que sejam diametralmente opostos ou antagônicos aos costumes e pendores naturais do nosso povo.
VI - Preservar o nosso patrimônio sociológico representado, principalmente, pelo linguajar, vestimenta, arte culinária, forma de lides e artes populares.
VII - Fazer de cada CTG um núcleo transmissor da herança social e através da prática e divulgação dos hábitos locais, noção de valores, princípios morais, reações emocionais, etc., criar em nossos grupos sociais uma unidade psicológica, com modos de agir e pensar coletivamente, valorizando e ajustando o homem ao meio, para a reação em conjunto frente aos problemas comuns. (acrescentamos: o que jamais deve justificar a afronta ao inciso X desta Carta de Princípios, especialmente quando interesses politiqueiros estão a explorar os Quadros Sociais de um Movimento essencialmente Cultural, como é e deve continuar sendo o MTG do Brasil)
VIII - Estimular e incentivar o processo aculturativo do elemento imigrante e seus descendentes.
IX - Lutar pelos direitos humanos de Liberdade, Igualdade e Humanidade.
X - Respeitar e fazer respeitar seus postulados iniciais, que têm como característica essencial a absoluta independência de sectarismos político, religioso e racial.
XI - Acatar e respeitar as leis e os poderes públicos legalmente constituídos, enquanto se mantiverem dentro dos princípios do regime democrático vigente.
XII - Evitar todas as formas de vaidade e personalismo que buscam no Movimento Tradicionalista veículo para projeção em proveito próprio.
XIII - Evitar toda e qualquer manifestação individual ou coletiva, movida por interesses subterrâneos de natureza política, religiosa ou financeira.
XIV - Evitar atitudes pessoais ou coletivas que deslustrem e venham em detrimento dos princípios da formação moral do gaúcho.
XV - Evitar que núcleos tradicionalistas adotem nomes de pessoas vivas.
XVI - Repudiar todas as manifestações e formas negativas de exploração direta ou indireta do Movimento Tradicionalista.
XVII - Prestigiar e estimular quaisquer iniciativas que, sincera e honestamente, queiram perseguir objetivos correlatos com os do tradicionalismo.
XVIII - Incentivar, em todas as formas de divulgação e propaganda, o uso sadio dos autênticos motivos regionais.
XIX - Influir na literatura, artes clássicas e populares e outras formas de expressão espiritual de nossa gente, no sentido de que se voltem, para os temas nativistas (acrescentamos: da antiga Tradição da Terra Gaúcha Sul-brasileira).
XX - Zelar pela pureza e fidelidade dos nossos costumes autênticos, combatendo todas as manifestações individuais ou coletivas que artificializem ou descaracterizem as nossas coisas tradicionais.
XXI - Estimular e amparar as células que fazem parte de seu organismo social.
XXII - Procurar penetrar e atuar nas instituições públicas e privadas, principalmente nos colégios e no seio do povo, buscando conquistar para o Movimento Tradicionalista Gaúcho a boa vontade e a participação dos representantes de todas as classes e profissões dignas.
XXIII - Comemorar e respeitar as datas, efemérides e vultos nacionais e, particularmente o dia 20 de setembro, como data máxima do Rio Grande do Sul.
XXIV - Lutar para que seja instituído, oficialmente, o Dia do Gaúcho, em paridade de condições com o Dia do Colono e outros “Dias” respeitados publicamente.
XXV - Pugnar pela independência psicológica e ideológica do nosso povo.
XXVI - Revalidar e reafirmar os valores fundamentais da nossa formação, apontando às novas gerações rumos definidos de cultura, civismo e nacionalidade.
XXVII - Procurar o despertamento da consciência para o espírito cívico de unidade e amor à Pátria.
XXVIII - Pugnar pela fraternidade e maior aproximação dos povos americanos.
XXIX - Buscar, finalmente, a conquista de um estágio de força social que lhe dê ressonância nos Poderes Públicos e nas Classes Rio-grandenses para atuar real, poderosa e eficientemente, no levantamento dos padrões de moral e de vida do nosso Estado, rumando, fortalecido, para o campo e homem rural, suas raízes primordiais, cumprindo, assim, sua alta destinação histórica em nossa Pátria.

1ª Ronda Crioula da Tradição
dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul

Porto Alegre - 1948

 

LEI DO ENSINO DO FOLCLORE NAS ESCOLAS DO RIO GRANDE DO SUL - Nº 8.734, de 4 de novembro de 1988

Institui, na disciplina de Estudos Sociais, o ensino de folclore (acrescentamos: dentre o Folclore Sul-rio-grandense, amplo, geral, o Folclore Gaúcho forjado na região do Pampa do Rio Grande do Sul) nas Escolas Estaduais de 1º e 2º graus e dá outras providências.

PEDRO SIMON, Governador do Estado do Rio Grande do Sul.

Faço saber, em cumprimento ao disposto no artigo 66, item IV, da Constituição do Estado, que a Assembléia Legislativa decretou e eu sanciono e promulgo a Lei seguinte:
Art. 1º - Fica instituído, na disciplina de Estudos Sociais, o ensino de folclore em todas as Escolas Estaduais de 1º e 2º graus.
Parágrafo único - O programa de folclore será elaborado pela Secretaria de Educação.
Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º - Revogam-se as disposições em contrário.

PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 4 de novembro de 1988.

Organização: José Itajaú Oleques Teixeira

 

 


... na luta pela preservação das autênticas, antigas e campeiras Tradições dos Gaúchos Sul-brasileiros!

ONTGB - OBSERVATÓRIO NACIONAL DO TRADICIONALISMO GAÚCHO BRASILEIRO: o Mangrulho da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!


1. INTRODUÇÃO

1.1 Histórico das Festas Juninas
As Festas Juninas são eventos muito antigos, organizados pelos europeus há mais de dois mil anos, para comemorar o início das colheitas. Na Europa a Festa era Joanina, em homenagem ao nascimento de São João Batista. Os portugueses é que mais tarde incluíram São Pedro e Santo Antônio nas festanças, além de outros elementos, como, por exemplo, as grandes fogueiras - cujo fim simbólico é o de afastar as pragas agrícolas, propiciando boas colheitas -, os fogos de artifício e as bombinhas, para espantar o mau olhado, e os balões coloridos, com pedidos para os santos.

Os portugueses trouxeram para o Brasil essas Festas Juninas, a partir do ano de 1583. E além das colheitas eles comemoravam também o Dia de Santo Antônio, no dia 13 de junho, data em que começavam as festanças. No dia 24 as comemorações eram para São João; e para São Pedro, no dia 29.

No início dos festejos havia fogueiras, danças e comidas. Com o tempo outras modalidades foram sendo acrescentadas. A quadrilha, por exemplo, foi chegar ao Brasil no século XIX trazida pela Corte Portuguesa.

Esta imagem apresenta o símbolo do atraso e da miséria do caboclo brasileiro,
Jeca Tatu, traço importante da ficção lobatiana, faz uma descrição e análise do
tipo humano característico da gente do Vale do Paraíba.

Fonte: diaadia.pr.gov.br

Essas festas juninas foram sendo adaptadas conforme os usos e os costumes das diversas regiões brasileiras. Entretanto, no período do Estado Novo, o presidente do Brasil, Getúlio Vargas, proibiu os regionalismos brasileiros.

Para maiores informações, acesses: http://educaterra.terra.com.br/voltaire/500br/rs.htm

Por consequência, foi imposto ao país o modelo paulista interiorano do personagem Jeca Tatu, de Monteiro Lobato, um caipira preguiçoso e infestado de vermes.

Para maiores informações, acesses: http://www.revelacaoonline.uniube.br/a2002/cultura/jeca.html

Hoje, porém, motivo algum há para que nordestinos, nortistas ou sulistas vistam-se como se caipiras inventados fossem, com roupas remendadas, chapéus de palha esfiapados, botinas, garrafa de cachaça no bolso, camisa xadrez, calça pega-pinto e puxada acima da cintura, bigode, cavanhaque e falhas de dentes pintadas, etc, conforme o modelo comercial utilizado na antiga propaganda de um biotônico. Nem se sustentam a promoção de Arraiás Gaúchos ou as indumentárias vultuosas, luxuosas, estilizadas, das danças organizadas em competições, com velocidades incompatíveis com o jeito pacato do povo do interior; e os importados desfiles temáticos, de fins turísticos, copiados das paradas norte-americanas, que ferem a autenticidade original das festas populares, originariamente interioranas e simples, como devem ser todos os eventos representativos das culturas regionalistas baseadas na vida campesina, a exemplo da gaúcha sul-rio-grandense.

1.2 Finalidade das Festas Juninas dos Gaúchos Brasileiros
As atuais Festas Juninas são chamadas, também, de Caipiras, cujo termo correspondente está a designar os moradores da roça ou do mato – que para os gaúchos brasileiros equipara-se à expressão lá de fora ou da campanha -, isto é, os caboclos, capiaus, jecas, mambiras, matutos, sertanejos, todos estes sinônimos, no Sul do Brasil, da palavra campeiro, própria do Regionalismo Gaúcho Brasileiro.

As Festas Juninas dos Gaúchos Brasileiros devem ser organizadas da mesma forma como o faziam os antepassados gaúchos da Campanha do Estado do Rio Grande do Sul, em épocas anteriores àquela da queima das bandeiras dos Estados, em plena praça pública, no Rio de Janeiro, em 1937, quando ficou proibido o canto do Hino Sul-rio-grandense, o uso do Pavilhão do Estado do RS, das indumentárias, do chimarrão e outros usos e costumes regionalista-tradicionais gaúchos sul-rio-grandenses.

Para maiores informações, acesses: http://histoblogsu.blogspot.com/2009/08/o-plano-cohen-e-queima-de-bandeiras-no.html

A finalidade dos Festejos Juninos Gaúchos Brasileiros é a valorização do Folclore e da Tradição Regional dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, suas pilchas, comidas, danças, músicas, brincadeiras e outros aspectos típicos e tradicionais da Terra Sulina, cultuando-os nos atos de comemoração dos Dias dos Santos e das colheitas vindouras, materiais e espirituais.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 Requisitos Regionais Sul-rio-grandenses e Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros
No desenvolvimento das Festas Juninas dos Gaúchos Brasileiros algumas condições mínimas devem ser consideradas, relacionadas à devida coerência regionalista-tradicional sul-rio-grandense e à necessária propriedade tradicionalista gaúcha brasileira.

Assim, como requisitos mínimos dessas festas juninas gauchescas, é de observar-se:

Festa Junina Gaúcha do Colégio Marista Rosário,
de Porto Alegre-RS, em 29 de junho de 2009

2.1.1   o uso, por todos os participantes, da Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense típica, tradicional e oriunda dos gaúchos campeiros do Pampa Sul-brasileiro - jamais aquela dos comerciantes de cavalos - os crioulistas - ou dos integrantes do mercado musical, com suas grifes urbanas, mercosuristas, importadas, não tradicionais do Rio Grande do Sul -, sem as cores fortes, contrastantes, berrantes, como a vermelha, a azulão, a verdão, a amarelão, a preta (só para o luto); sem as calças jeans, as camisas quadriculadas, xadrez, os chapéus brancos, chaparral, de palha; sem as boinas coloridas, importadas, as calças justas com alças no cós e cintas urbanas, as rastras platinas, os lenços estampados, virados, escondidos, os coletes texanos, as botas à meia-canela; sem a indumentária conhecida como country, própria dos texanos norte-americanos, tudo de acordo com as previsões contidas nas Diretrizes do MTG/RS, baseadas no Patrimônio Sociológico-tradicional dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul;
2.1.2   a decoração ambiente, as apresentações artísticas, da quadrilha e das danças gaúchas sul-rio-grandenses, as comidas regionais, as brincadeiras, com a melhor adequação possível aos usos e costumes tradicionais dos gaúchos da região pampeira sul-rio-grandense;
2.1.3   a narração da quadrilha e de outros eventos juninos com o sotaque e o vocabulário gauchesco, possibilitando aos presentes a vivência de uma autêntica festa comemorativa e tradicionalista gaúcha brasileira;
2.1.4   que ações não venham a desnaturar as Festas Juninas dos Gaúchos Brasileiros, como, p. ex, o uso de linguagem, expressões, termos, gírias, pronúncias e sotaques dissociados do Jeito Gaúcho e Tradicional de Falar característico do interior do Pampa do Rio Grande do Sul, assim como outros atos que possam comprometer a autenticidade regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense, tornando as ações tradicionalistas artificiais e não regionalista-tradicionais dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil;
2.1.5   que o evento poderá visar fins lucrativos, em benefício das Entidades Tradicionalistas organizadoras e/ou de entes beneficentes escolhidos por motivos filantrópicos, mas sem que o intuito comercial venha a suplantar o fim cultural regionalista-tradicional gaúcho sul-rio-grandense.

2.2 A decoração das Festas Juninas Gaúchas Brasileiras
A decoração de uma Festa Junina Gaúcha Brasileira é simples de ser organizada. Bandeirinhas coloridas -, com as cores das bandeiras do RS e do Brasil, fogueira, figurativa ou não - dependendo do ambiente -, e barraquinhas para os quitutes são alguns exemplos de uma autêntica decoração dos festejos juninos gaúchos.

2.3 As brincadeiras das Festas Juninas Gaúchas Brasileiras

Crianças se divertiram nas brincadeiras
da Festa Junina Gaúcha do Colégio Marista Rosário

Fonte: admin.metodistadosul.edu.br

As brincadeiras juninas são desenvolvidas conforme os costumes de cada região brasileira. Nas Festas Juninas Gaúchas Brasileiras elas devem atender o mais fielmente possível à autenticidade da vida interiorana dos gaúchos do Núcleo da Formação da Tradição Gaúcha Brasileira, ou seja, do Pampa do Rio Grande do Sul, primando-se pelas politicamente corretas e mais afeitas à moral e aos bons costumes dos campeiros sul-brasileiros.

Assim, são exemplos de brincadeiras tradicionais que poderão fazer parte das Festas Juninas Gaúchas Brasileiras, dentre outras:
2.3.1 Corrida do saco: com os locais da partida e da chegada marcados, os corredores devem colocar as pernas dentro de um saco grande de pano, segurando-o, com ambas as mãos, na altura da cintura. Após o sinal de largada, todos saem pulando com os dois pés juntos. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada.
2.3.2 Corrida do ovo na colher: marca-se um local de partida e outro de chegada. Os corredores, após decisão prévias das regras, devem segurar com uma das mãos (ou a boca, se assim ficar decidido) uma colher com um ovo cozido em cima. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada, sem derrubar o ovo. Para os casos de impossibilidade do uso de ovos, estes poderão ser substituídos por batatas, limões, etc.
2.3.3 Corrida do Saci ou Corrida das Botas: traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Na primeira linha, os corredores tiram as botas, que são levadas para trás da outra linha, aonde são misturadas. Dado o sinal, eles devem sair pulando com o pé esquerdo até a outra linha. Depois de calçar suas botas, devem retornar, pulando com o pé direito. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada, estando calçado de modo correto.
2.3.4 Pescaria: recorte peixes em cartolina e numere-os. Faça um corte no lugar da boca do peixe e prenda um clipe ali (parecerá uma argola). Faça varas de pescar amarrando um barbante em cada vareta. Depois, na outra ponta do barbante amarre um outro clipe aberto na lateral. O clipe, quando aberto, tem o formato de gancho, como um anzol. Espete os peixes numa grande bacia com areia. Ganha um brinde quem pescar o peixe com o número de maior valor.
2.3.5 Jogo das argolas: enche-se com água garrafas de refrigerante (plásticas e grandes) e aperta-se bem as tampas. Arruma-se as garrafas no chão com pelo menos um palmo de distância entre elas. Faz-se uma linha de arremesso acerca de 1,5 metros de distância. Cada participante recebe cinco argolas (ou pulseiras), para fazer cinco tentativas. Vence quem acertar mais argolas nos gargalos das garrafas.
2.3.6 Correio-elegante: é o serviço de entrega de bilhetes durante a festa. Quando não estiver entregando bilhetes, o entregador passeia pela festa, oferecendo o serviço de correio. A mensagem é escrita num cartão ou papel colorido. Se a festa for grande, o correio pode ficar numa mesa, aonde os cartões são escritos por uma pessoa e entregues por outra. Para facilitar, pode-se levar alguns cartões prontos, com quadrinhas amorosas, a exemplo destas: "Se jogares fora esta carta, me amas; se rasgares, me adoras; se guardares, por mim choras; se queimares, comigo queres casar!", "Não sei se é fita ou se é fato, não sei se é fato ou se é fita; o fato é que ela me fita, me fita mesmo de fato.", "Tudo que nasce no mundo tem seu fim particular; tudo tem o seu destino: eu nasci para te amar!", "Quem não sabe o meu nome, pergunte e indague bem. Eu me chamo (...), mas não conto a ninguém.", "Com A eu escrevo amor, com A eu escrevo amizade, com ( ... ) eu escrevo teu nome,  causa da minha saudade!", ou frases engraçadas, como, p. ex., "Bá! Tu ficas flor de especial com essa Pilcha Gaúcha!", "Tchê! Qualé! Sai do meu pé, chulé!", "Prendinha bonita! Queres ser meu par nas danças juninas?", Ô, chambão! Tá desafiado no jogo da pescaria, chê!".
2.3.7 Cadeia: escolhe-se um local isolado ou cercado por cadeiras, para ser a cadeia. Nomeia-se (ou sorteia-se) um delegado e seus ajudantes. O preso vai até a cadeia e paga uma prenda (mostra uma habilidade) para ser solto, que pode ser: cantar uma composição tradicional, declamar uma poesia gaúcha, dançar uma chula (peões) ou fazer um sarandeio (prendas), tocar um instrumento musical típico do Rio Grande do Sul, fazer uma imitação, etc. Se houver um palco com microfone, a cadeia pode ser colocada num canto dele. E a prenda a ser paga diante do microfone poderá ser vista por todos os presentes na festa.

2.4 As Danças das Festas Juninas dos Gaúchos Brasileiros


Nas Festanças Juninas Gauchescas, tanto a quadrilha como as danças folclóricas e tradicionais gaúchas sul-rio-grandenses é de serem valorizadas, dançadas, apresentadas.

Naturalmente que o ato da dança da quadrilha não é de ser aquele em que os dançarinos imitam o andar dos caipiras Jecas Tatus, completamente diverso do jeito peculiar dos campeiros do Rio Grande.

A quadrilha, uma tradição das festas juninas, foi inventada por volta dos séculos 13 e 14, na Inglaterra, onde era um costume popular. Quando a França importou a quadrilha, a transformou em dança nobre, praticada somente dentro dos palácios, tornando-se, logo, em costume de toda a nobreza da Europa.
Foram os nobres portugueses que trouxeram a quadrilha para o Brasil, onde ela retornou às suas origens populares. Hoje, cada região possui seu próprio tipo de quadrilha. Em Minas e em São Paulo, por exemplo, dança-se a quadrilha caipira. Na região central do país, o comum é o saruê. No Nordeste, o forró e o baião dominam a cena.

E perguntamos: e no Sul do Brasil? Até quando os sulistas irão continuar atendendo aos antigos apelos da ditadura do Estado Novo, de 1937? Quando deixarão de valorizar suas indumentárias regionais, seus pratos típicos, suas músicas e danças, seus usos e costumes tradicionais de gaúchos sul-brasileiros e de vestirem seus filhos de acordo com o desvirtuado modelo caipira, caracterizando-os como Jecas Tatus do Rio Grande?

A quadrilha mais tradicional é aquela em que os movimentos dos dançarinos são cadenciados, diversamente das atuais danças estilizadas que desnaturam a autenticidade dos moradores lá de fora. As Festas Juninas Brasileiras não devem apresentar nem as indumentárias antigas do interior de São Paulo ou de Minas Gerais (e hoje todos vestem-se como autênticos texanos!) nem o Casamento da Roça, mas as Pilchas Gaúchas oficiais do Rio Grande do Sul, conforme a legislação sul-rio-grandense, e o Casamento Campeiro, este com noivos, padre e convidados vestindo, agindo e falando como autênticos gaúchos campeiros do Pampa Sul-rio-grandense.

A Quadrilha Gaúcha é dançada em pares, ao som rítmico de um bugio, aonde um Posteiro (marcador) orienta os casais, dando os seguintes comandos, adaptados ao Regionalismo Gaúcho Brasileiro:
Balançando, chê! - significa balançar o corpo no ritmo da música, sem sair do lugar.
Avante, chê! - quer dizer ir em frente; caminhar agitando os braços para cima.
Retornando, chê! - é o comando para retornar aos lugares, depois de um determinado passo.
Uma volteada, chê! - é uma volta que o casal dá junto, pela direita.
Cumprimento às prendas, chê! - dançando, os peões vão até às prendas e fazem uma reverência.
Cumprimento aos peões, chê! - as prendas vão até os peões e os cumprimentam, abaixando-se e segurando os vestidos pelas pontas.
Peões e Prendas, atenção para a troca, chê! - este comando significa que as prendas devem ir para o centro e os peões para o lado de fora do círculo (ou vice-versa).
Passeio na campanha, chê! - é o ato de ficar passeando em círculos.
Trocar de prenda, chê! - os peões dão um passo à frente, pegando a prenda seguinte. Repete-se o passo até que se volte ao par inicial.
Trocar de peão, chê! - é como trocar de prenda, só que quem anda são elas, e não os peões.
Olha o túnel, chê! - os pares formam uma fila; prendas e peões ficam de frente um para o outro, segurando as mãos, no alto, formando um túnel; o último casal da fila passa por dentro do túnel; um a um, todos os pares devem fazer o mesmo.
Olha o caminho da campanha, chê! – prendas e peões formam uma fila indiana, e caminham, dançando.

O linguajar e a indumentária do interior de São Paulo
e Minas Gerais não são os mesmos dos gaúchos campeiros
do Rio Grande do Sul!

Olha a cobra, chê! - todo mundo deve pular, para evitar o perigo da cobra; no pulo, os pares giram no ar, e voltam a caminhar no sentido contrário ao que estavam indo. Quem comanda diz "é mentira, chê!"; e, então, todos dão outro pulo, girando, e voltam a caminhar no sentido inicial.
Olha a chuva, chê! – prendas e peões devem colocar as mãos sobre a cabeça, para se proteger da chuva; quando o Posteiro diz "é mentira, chê!", eles podem abaixar as mãos.
Olha o caracol, chê! - todos formam uma fila indiana e começam a enrolar a fileira, no sentido do centro da roda, como um caracol; quando o Posteiro diz "desviar, chê!", o caracol começa a rodar ao contrário, para se desfazer.
Olha a grande roda, chê! - é quando prendas e peões formam uma grande roda, de mãos dadas. Ao comando “prendas, ao centro: agora e se vão!”, as prendas vão ao centro; depois os peões, e assim por diante.
Coroando as damas, chê! - os peões erguem os braços sobre as cabeças das prendas.
Coroando os peões, chê! - as prendas erguem os braços sobre as cabeças dos peões.
Olhas a despedida, chê! - os pares saem da pista de dança, acenando para o público, marcando um ritmo gauchesco da Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul, no compasso típico da Música Regionalista-tradicional do Estado.

É de se ressaltar, também, que em se tratando de Festas Juninas Gaúchas Brasileiras não bastam as apresentações de Invernadas Artísticas de Entidades Tradicionalistas, aonde apenas os dançarinos encontram-se devidamente pilchados, conforme a indumentária regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense. Necessário é que todos aqueles que integram uma Festa Junina Gaúcha estejam em condições de, efetivamente, valorizar o Jeito Gaúcho de Viver dos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro.

2.5 As músicas das Festas Juninas Gaúchas Brasileiras


Por ser baseada na Cultura Regionalista-tradicional Sul-rio-grandense – e não na caipira-sertaneja, imposta a todo o Brasil a partir de 1937 – as Festas Juninas Gaúchas Brasileiras devem primar pela música da Gaúcha Tradicional do Rio Grande do Sul, evitando-se, portanto, as músicas juninas com temas, ritmos e compassos incompatíveis com o Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado Sulino, além de outras não consideradas verdadeiramente tradicionais, embora rotuladas de "nativistas", "crioulistas", "regionalistas", "gaúchas", mas que nem os conteúdos nem os ritmos e compassos musicais enquadram-se na Música Gaúcha Tradicional dos Gaúchos Brasileiros. 

2.6 As Oficinas das Festas Juninas Gaúchas Brasileiras
Com o fim de incentivar junto às crianças o manuseio de trabalhos manuais, oficinas poderão ser montadas nas Festas Juninas Gaúchas Brasileiras. Como exemplo citamos a construção de um espantalho, objeto este relacionado à vida interiorana de todo o Brasil, inclusive do Rio Grande do Sul, e de um balão, apetrecho típico das festanças juninas.

2.6.1 A confecção do espantalho gaúcho
Aproveitando o trabalho de Tâmara Foresti, com algumas necessárias modificações, apresentamos, a seguir, orientações para a fabricação de um espantalho compatível com a vivência dos campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul:

Material
- camisa de mangas compridas, de cor clara (nunca xadrez, preta, vermelha ou de outra cor berrante);
- bombacha (a calça larga dos campeiros do Pampa Sul-rio-grandense);
- pano quadrado
- cabo de vassoura
- jornais velhos
- botões para fazer o rosto
- lã ou caneta vermelha
- linha e agulha
- bola amarela (pode ser bolas da árvore de Natal)
- palha seca
- chapéu de feltro (preferencialmente preto e tapeado na testa; nunca branco, chaparral, country ou de palha)

Modo de fazer
1. encha a bombacha de jornal amassado. Faça o mesmo com a camisa de mangas compridas e cor clara, amarrando a base como se fosse um saco;
2. coloque a camisa dentro da calça e costure as duas juntas;
3. para fazer a cabeça do boneco, você precisará de um pano quadrado, jornal e um cabo de vassoura; abra o tecido e coloque jornal no centro; depois junte as pontas, como se estivesse amarrando uma trouxa; espete o cabo de vassoura neste amarrado; modele a bola com as mãos, para que fique o mais redonda possível; com dois botões grandes faça os olhos; o nariz pode ser uma bola amarela da árvore de Natal; faça a boca com uma caneta ou um fio de lã vermelha;
4. apoie o corpo do espantalho em uma parede ou árvore; para juntá-lo à cabeça, coloque o cabo de vassoura dentro da camisa; 5. para fazer os cabelos, mãos e pés, coloque palha seca, assim como nas mangas da camisa e nas barras da bombacha; finalize colocando na cabeça o chapéu gaúcho tradicional (escuro, copa baixa, com barbicacho e tapeado na testa).

2.6.2 A confecção de balões de papel (Balão de Origami), conforme a orientação contida no sítio http://www.meninomaluquinho.com.br/PaginaExtra/Extra_1188_compl01.htm

5. CONCLUSÃO

É necessário que os brasileiros conheçam e valorizem o folclore de todas as regiões do país. E é muito importante que o culto, o zelo, a preservação e a correta divulgação dos respectivos usos e costumes regionalista-tradicionais de nortistas, nordestinos, centro-oestinos, sudestinos e sulista-brasileiros venham a ser respeitados por todos, especialmente os detentores locais desses patrimônios regionais: o povo.

Dessa forma, tanto o Estado do Rio Grande do Sul, por ação de seus governantes políticos instituídos, como os sul-rio-grandenses e os gaúchos brasileiros, especialmente os Tradicionalistas, todos têm o dever de - durante as Festas Juninas no Estado Sulino e as desenvolvidas no âmbito das Entidades Tradicionalistas do MTG Brasileiro, sediadas em todas e quaisquer querências, antes da promoção e da valorização do folclore de outros Estados - primar pelo culto do Folclore Gaúcho Sul-rio-grandense e a valorização das autênticas Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!

* FUNDAMENTAÇÃO LEGAL-CULTURAL DAS FESTAS JUNINAS GAÚCHAS BRASILEIRAS: http://ontgb.multiply.com/journal/item/180/180

Fontes para consultas:
http://www.guiademulher.com.br/ver_dica.php?cid=brincadeiras-para-festa-junina-1
http://www.lendorelendogabi.com/datas/datas_brincadeiras_juninas.htm
http://www.lendorelendogabi.com/datas/datas_brincadeiras_juninas2.htm
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI7822-10528,00.html
http://criancas.uol.com.br/juninas/materia1.jhtm
http://criancas.uol.com.br/juninas/materia2.jhtm
http://www.meninomaluquinho.com.br/PaginaExtra/default.asp?id=1188

Organização: José Itajaú Oleques Teixeira


 

 

ONTGB - OBSERVATÓRIO NACIONAL DO TRADICIONALISMO GAÚCHO BRASILEIRO: o Mangrulho da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!


 

Fonte: http://inema.com.br/albuns/0089594/20100224011854.dsc00409.htm

Tradicionalistas com a Pilcha Gaúcha Oficial do Rio Grande?

 

I - O PROBLEMA

 

A 26ª Cavalgada do Mar, evento realizado desde o ano de 1984, ocorreu em 2010 no período de 19 a 27 de fevereiro, percorrendo seis cidades litorâneas do Rio Grande do Sul. Entretanto, inúmeras ONGs e Entidades de Proteção aos Animais protestaram contra o perecimento e o esgotamento de cavalos, verificados durante aquele acontecimento.

 

Manifestações públicas foram desenvolvidas em frente ao Palácio do Governo, em Porto Alegre-RS, no dia 26.02.2010, às 17h, provenientes do Grupo pela Abolição do Especismo Porto Alegre (1) e entidades congêneres. Na Carta Aberta aos Gaúchos de Bom Senso, o GAE POA considerou como “tradicionalistas” os “insensíveis” e “exibicionistas” cavaleiros integrantes daquela cavalgada, pela prática de atos cruéis contra o dito “companheiro do gaúcho”: o cavalo.

 

Estamos de pleno acordo com os manifestantes no que se refere aos crimes de maus tratos praticados aos cavalos, naquele evento. Contudo, perguntamos: será que essa Cavalgada do Mar originou-se como Evento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro? Será que seus integrantes são, realmente, Tradicionalistas Gaúchos? Ou, por acaso, esse seria mais um dos inúmeros eventos que exploram, econômica e eleitoralmente, o tema Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, corrompendo a autenticidade da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense, os reais fins culturais e a Filosofia de Atuação do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado?

No presente trabalho levaremos ao prezado leitor a verdadeira origem e o caráter nada tradicionalista desse evento denominado Cavalgada do Mar.

 

Fonte: http://inema.com.br/Albuns/0070909/20070212015122.IMG_1043.htm

Indumentárias Tradicionalistas?

 

II – OS EQUÍVOCOS NA CLASSIFICAÇÃO E NA INTERPRETAÇÃO DOS EVENTOS TRADICIONALISTAS GAÚCHOS BRASILEIROS

 

Quando o assunto é Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, inúmeros equívocos, erros de interpretação e outros premeditados e estratégicos enganos ocorrem. Veiculados na imprensa, o braço longo dos verdadeiros interesses que movem todas as deturpações, inverdades e fraudes de toda a ordem, o imaginário popular vai sendo dolosamente iludido; umas acontecem por motivos eminentemente políticos, especialmente quando em ano eleitoral; outras acontecem por mera falta de conhecimento e despreparo, mesmo.

 

Embora o Tradicionalismo venha sendo, de longa data, explorado por órgãos públicos, políticos, privados, eleitoreiros, comerciais, turísticos, como, por exemplo, partidos políticos, administrações municipais, personalidades públicas e o próprio Estado do Rio Grande do Sul, por meio de seus órgãos, muitos dos eventos erroneamente classificados como Tradicionalistas e organizados com fins meramente politiqueiros, econômico-financeiros e comerciais, em que pese a aética e criminosa anuência de certos integrantes do MTG Brasileiro, jamais deveriam ser confundidos com Eventos Tradicionalistas ou como se fossem próprios do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, diante da Doutrina e da Filosofia de Atuação dessa instituição cultural regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense.

 

Dessa forma, considerar-se, por exemplo, como Tradicionalista Gaúcho Brasileiro todo o artista comercial que canta músicas regionalistas sul-rio-grandenses, mas sem o ritmo, o compasso e o conteúdo moral da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, é um outro erro crasso, uma outra gigantesca incoerência regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense, uma notável, uma imensa, impropriedade tradicionalista gaúcha brasileira. Pelo mesmo motivo, não será o fato de montar um cavalo e participar de uma cavalgada que tornará um sul-rio-grandense ou um brasileiro, gaúcho de espírito ou não, em Tradicionalista, especialmente se o mesmo não respeitar a antiga, típica e autêntica Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul.

 

Fonte: http://inema.com.br/Albuns/0070909/20070212015800.IMG_1128.htm

Orgulho das nossas Tradições?

 

Assim, por conta de todos os interesses envolvidos e, quiçá, de um certo desconhecimento, foram veiculados na imprensa sul-rio-grandense, como parte dos protestos organizados contra os maus tratos e a morte de cavalos na 26ª Cavalgada do Mar, deste ano de 2010, ataques ao Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, a Tradicionalistas em geral, rotulando-os de toscos e outros adjetivos mais. Mas perguntamos: seria o Príncipe Charles tosco, ao cultuar, preservar, zelar, divulgar e Fazer Tradição Regional, no seu ato de usar o kilt escocês de seus clãs ancestrais? Naturalmente que não! No entanto, poderá o mesmo ser assim considerado quando praticar a antiga, mas nociva, Tradição da Caça à Raposa.

 

Portanto, o simples ato cultural de Fazer Tradição Gaúcha Brasileira (retransmissão preservada, contínua e espontânea, feita de pais para filhos, de geração em geração, pelo tempo, dos usos, costumes e valores morais dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul), um dever institucional-estatutário e uma obrigação moral tanto do MTG Brasileiro como de todos os verdadeiros Tradicionalistas Gaúchos do Brasil, não é de ser tido como tosco, grosseiro, como fizeram crer aqueles manifestantes aos gaúchos brasileiros e ao público em geral. Esse entendimento, por motivos comerciais dos norte-americanos, no período Pós-Segunda Guerra Mundial, pregado no passado, não é de ser novamente enfatizado junto aos que realmente valorizam, dignificam, cultuam, preservam e corretamente divulgam as Tradições Regionais de sua Terra, em que pese a continuidade dos mesmos interesses comerciais country-texa-sertanejos junto aos gaúchos de hoje, somados, ainda, aos interesses sem-fronteiras da falaciosa "integração cultural" do Mercado Mercosurista.

 

Entretanto, a Filosofia de Atuação Tradicionalista, contida na Carta de Princípios do MTG Brasileiro, jamais contemplou esses e outros atos realizados em nome do Tradicionalismo, por Exploradores da autenticidade tradicional dos Gaúchos Brasileiros e dos fins culturais regionalistas do Tradicionalismo Gaúcho do Brasil. O que se verifica rude, inculto, ignorante, é o uso exploratório, pessoal, institucional, politiqueiro e econômico-financeiro do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, organizado ou não, por pessoas e entidades que estão a praticar crimes não só contra os animais, mas, também, contra a Doutrina do Tradicionalismo e a Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Brasileira, um Bem Público pertencente ao Estado Sulino, aos Sul-rio-grandenses, ao Brasil e a todo o Povo Brasileiro.

 

III – A HISTÓRIA DA CAVALGADA DO MAR

 

Pau que nasce torto, morre torto, já diz, bem, o ditado. Assim como muitos dos CTGs, que nasceram dos interesses pessoais de seus fundadores, e, por isso, jamais serão verdadeiramente Entidades Culturais Tradicionalistas Gaúchas Brasileiras, também a Cavalgada do Mar teve a sua origem em outros interesses que não os de valorizar, cultuar, zelar, defender, preservar e adequadamente divulgar, para o mundo, as verdadeiras, as genuínas, as autênticas Tradições Regionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul.

 

João José de Oliveira Machado

Foto: Nei Eugenio Maldaner

Fonte: inema.com.br/mat/idmat008858.htm

 

Historicamente, a Cavalgada do Mar nasceu de um ato mais político do que tradicionalista gaúcho, das administrações municipais de Tramandaí e Palmares do Sul. No ano de 1984 (2), João José de Oliveira Machado, então Secretário Municipal da Fazenda de Palmares do Sul e, também, Consultor Jurídico da Prefeitura Municipal de Tramandaí, fora convidado pelos então prefeitos Ney Azevedo e João Carlos Wender para sugerir idéias e assessorar na organização das atividades oficiais para as comemorações do Sesquicentenário da Revolução Farroupilha, realizadas aos 20.09.1985.

 

João José de Oliveira Machado, sugeriu, então, um desfile de cavaleiros, trajados e montados tipicamente à gaúcha, com o objetivo de levar aos veranistas e às pessoas daquelas cidades uma idéia viva e autêntica do homem real, carregando consigo suas aspirações e desencantos diante da urbanização avassaladora que soterra o campo, tanto social como economicamente.

 

Percebe-se, portanto, que o referido evento e o seu objetivo não estava vinculado nem ao MTG Brasileiro organizado nem aos objetivos culturais deste, e abria espaço para manifestações amplas, inclusive para as de caráter político-partidário e outras dissociadas da Filosofia de Atuação do Tradicionalismo, a qual deve embasar todas as ações dos Eventos Tradicionalistas e dos Cidadãos que de dizem Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros.

 

E tanto é assim que o projeto previa, nas paradas para o almoço e para os pousos, reuniões com os veranistas, com o fim de debater com eles, por exemplo, as grandes questões relacionadas com o êxodo rural, o aviltamento da produção primária, diante da especulação patrocinada pelos intermediários e atravessadores, responsáveis pelo baixo valor pago pelos bens rurais ao produtor e pelos escorchantes preços exigidos dos consumidores; da necessidade de implantar-se uma idéia preservacionista, não só da Natureza e de seus recursos, como também e, especialmente, do homem rural, este em sua dimensão de pessoa humana, como endereçatário e agente proporcionador da mitigação da fome no Planeta.

 

Dessa forma, com o apoio dos dois prefeitos, o de Tramandaí e o de Palmares do Sul, a I Cavalgada do Mar foi realizada na segunda semana de fevereiro de 1985, composta por 72 cavaleiros. O segundo evento teve 132 participantes, o terceiro 210 e o quarto 249. O evento vem sendo, desde 1989, comandado por Vilmar Romera. Já em fevereiro de 2002, a XVIII Cavalgada do Mar contava com 2 mil cavaleiros, sendo aberta para qualquer um que quisesse participar, sem qualquer preocupação com a autenticidade da Pilcha Gaúcha Oficial do Estado do Rio Grande do Sul e dos usos e costumes da Tradição Regional dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense. E as posturas integracionistas de seus organizadores, patrocinadores, políticos apoiadores, mercados musical, grifeiro, mercadista, o que fazem elas não é nem Tradição do Rio Grande nem Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, mas confundir veranistas e turistas do litoral sul-rio-grandense com cowboys, platinos e muitos que são meros sul-rio-grandenses, passando-lhes a errônea idéia de aquelas lamentáveis imagens - coloridas, despilchadas, mal pilchadas, descompromissadas com a genuína Tradição Regional dos Gaúchos Antepassados do Interior Sul-rio-grandense - são correspondentes ao Jeito Tradicional de Viver dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil.

 

IV – AS NOTÍCIAS E AS EVIDÊNCIAS NÃO TRADICIONALISTAS DA CAVALGADA DO MAR

 

1. Projeto da Cavalgada do Mar de 2010 é apresentado ao deputado Afonso Hamm - 18/12/2009

 

Dep. Federal Afonso Hamm (PP-RS)

Fonte: http://www.afonsohamm.com.br/noticia.aspx?noticiaID=1561

 

Projeto da Cavalgada do Mar de 2010 é apresentado ao deputado Afonso Hamm
18/12/2009

O presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, Afonso Hamm (PP-RS), esteve reunido no dia 17 de dezembro com o presidente da Fundação Cavalgada do Mar, Vilmar Romera, o secretário da Fundação, Anderson Urbim e a presidente do Instituto Anita Garibaldi, Elma Sant’Ana.

 

Na oportunidade, foi apresentado ao deputado o Projeto da 26º Cavalgada do Mar 2010. A cavalgada terá início dia 20 de fevereiro e percorrerá 240 quilômetros, partido de Palmares do Sul até Torres. O público participante da ultima edição é de 5.500 pessoas, três mil cavalarianos e 2.500 equipes de apoio e público espectador da ultima edição foi de 1 milhão e 800 mil. O evento conta com apoio de Secretários de Turismo e Prefeituras.

 

Conforme Romera, esse evento tem como objetivo proporcionar às pessoas ligadas às lidas campeiras reviver suas tradições e o trabalho no campo com cavalos, camperiando e preservando as raízes do Rio Grande do Sul. Além disso, visa proporcionar aos veranistas a possibilidade de assistir o desfile de mais de três mil cavalarianos das mais diversas regiões do Sul de outros Estados da Federação.

 

O projeto consiste em demonstrar ao Rio Grande rotas de Tropeiros e usos e costumes locais litorâneos; Incentivar ao longo da Cavalgada, nas paradas, a realização de jogos Tradicionais do Rio Grande do Sul.

A cavalgada de 2010 homenageará as “Anitas” Mulheres a cavalo pelo Rio Grande. “É um dos grandes momentos da Cultura gaúcha, uma das coisas mais importantes e mais bonitas da vida é o resgate da nossa identidade cultural sendo assim uma dos maiores eventos Turístico e cultural do nosso Estado”, assinala Elma.


O deputado destacou a importância desse evento para a cultura gaúcha, além de ser um momento de divulgação e mostrar as potencialidades do Estado.


INFORMAÇÕES:
Gabinete do deputado federal AFONSO HAMM (PP-RS)

Márcia Godinho Marinho

Assessora de Imprensa / Chefe de Gabinete

(61) 32155467 / 99099010 (3)

 

COMENTÁRIOS DO ONTGB:

Nota-se, claramente, que a Cavalgada do Mar não é Evento Tradicionalista, como fazem crer na imprensa sul-rio-grandense os seus organizadores, patrocinadores e apoiadores, pois o simples fato de montar um cavalo e cavalgar não faz com que alguém transforme-se em Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, ainda mais quando não há nenhuma diretriz cultural orientadora para a valorização, o culto, a preservação, o zelo e a correta divulgação, para o mundo, da autenticidade dos usos e costumes regionalista-tradicionais dos gaúchos campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, dentre eles a Pilcha Gaúcha Oficial do Estado e o arreamento tradicional dos interioranos do Pampa Sul-brasileiro.

 

Portanto, aberta a todas as tendências, preferências pessoais e modismos, não pode querer uma cavalgada com interesses visivelmente mais políticos, turísticos, comerciais, do que culturais tradicionalistas de culto e preservação da verdadeira Tradição Gaúcha do Rio Grande, ter a pretensão de resgatar a Identidade Cultural Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense, uma vez que no seu âmbito encontram-se os chapéus "country", branco chaparral, boinas alienígenas, pessoas despilchadas, ou mal pilchadas, com camisas e camisetas pretas e de coloridos fortes, calças corridas, cintas urbanas, “rastras” platinas, arreios com peças e estilos alheios ao do gaúcho sul-rio-grandense, tudo isso a contrariar a genuína Tradição dos Pampeiros do Estado do Rio Grande do Sul.

 

2. CEM mais uma vez se integra na organização da Cavalgada do Mar

 

Organização da Cavalgada do Mar para 2010 já começou

Fonte: CEM - http://www.cem.rs.gov.br/site/index.php?pagina=detalhanoticia&id=1577

 

Em audiência realizada ontem, segunda-feira (16), no BANRISUL, a 25ª Cavalgada do Mar foi apresentada pelo Comandante da Cavalgada do Mar, Sr. Vilmar Romera, juntamente com o Sr. Joir Pinto Brum, à Diretoria do Banco, representada pelo Diretor Financeiro, Sr. Rubens Bordini, e pelo Gerente Executivo, Sr. Orion Carpes da Silva. Além da exposição de material personalizado da cavalgada e de registro fotográfico, também foi noticiada a instituição da Fundação Cavalgada do Mar em 2009, que possibilitará a diversificação das atividades culturais pelo tradicionalismo.

 

O consagrado acontecimento, que atualmente consta no “Guinness Book” como maior evento mundial de cavaleiros e amazonas, terá o percurso com saída a partir da cidade de Palmares do Sul, dia 20 de fevereiro de 2010, e término em Torres, após aproximadamente 250 km.

 

A Coordenadora Estadual da Mulher, Maria Helena Gonzalez, que acompanhou a reunião representando o Governo da Estado e a Instituição Anita Garibaldi, solicitou o apoio do Banrisul à Cavalgada do Mar 2010 e apresentou o Calendário Estadual dos 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, com as ações a serem realizadas no Estado do Rio Grande do Sul em prol do gênero, de 20 de novembro a 10 de dezembro do corrente ano. (4)

 

COMENTÁRIOS DO ONTGB:

É de notar-se um grave impropriedade nessa matéria publicada pela Coordenadoria Estadual da Mulher do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Se a Fundação Cavalgada do Mar não segue nem pretende seguir a Filosofia de Atuação Tradicionalista contida na Carta de Princípios do MTG Brasileiro, como querer “possibilitar a diversificação das atividades culturais pelo tradicionalismo”? Se o evento é generosamente aberto aos que são apenas sul-rio-grandenses, a gaúchos em nada tradicionalistas e a toda e qualquer pessoa que queira dele participar, poderia o referido ato “possibilitar a diversificação das atividades culturais pelo tradicionalismo”, ou seria essa mais uma das inúmeras Fraudes Tradicionalistas que lesam a Doutrina do MTG Brasileiro, a autenticidade da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul e a boa-fé do Povo Sul-rio-grandense?

 

3. 26ª Cavalgada do Mar 2010 – Agenda

A 26ª Cavalgada do Mar acontece dos dias 19 a 27 de Fevereiro de 2010 em Torres/RS.

Programação
19 de Fevereiro

Credenciamento e acampamento no Fazenda do João Luis Correa (Bacupari) durante todo  o dia ... (5)

 

4. 26ª Cavalgada do Mar começa neste sábado

Fonte: http://www.litoralmania.com.br/noticias.php?id=19650

 

Começa neste sábado em Palmares do Sul (quilômetro 80 da RST 101, na localidade próxima de Bacupari), com percurso inicial de 30km até a praia de Quintão, a 26ª edição da Cavalgada do Mar.


Tradicional evento que reúne cavalarianos de todo o Estado, este ano conta com a participação de paranaenses, paulistas, cariocas e mineiros, que usufruem de "um convívio fraterno e da vivência das lidas campeiras", afirma Vilmar Romera, comandante e Presidente da Fundação Cultural Cavalgada do Mar.


Realizada desde 1984, o trajeto é feito até a praia de Torres, passando seu acampamento ainda por Cidreira, Tramandaí, Imbé, Capão da Canoa e Arroio do Sal. São esperadas mais de 3 mil pessoas a cavalo e 2 mil no apoio, que compõem aproximados 300 Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) e piquetes. Segundo Romera, "trata-se do maior evento festivo realizado a cavalo do mundo".


Em 2010, a Cavalgada do Mar irá homenagear as mulheres, resgatando a trajetória de Anita Garibaldi. O Piquete das Anitas, formado apenas por amazonas, será o destaque.


Nos seus oito dias de percurso, de 20 a 27 de fevereiro, serão 240 km à beira-mar. Na sexta-feira já acontece o credenciamento aos participantes e acampamento na fazenda do músico João Luiz Corrêa. Acompanhe a programação:

Dia 19 (Sexta-feira) - Concentração na fazenda de João Luis Corrêa em Palmares do Sul;

Dia 20 (Sábado) - Saída para Quintão;

Dia 21 (Domingo) - Saída para Cidreira;

Dia 22 (Segunda) - Saída para Tramandaí;

Dia 23 (Terça-feira) - Saída para Imbé;

Dia 24 (Quarta-feira) - Permanência em Imbé para a Festa Gaúcha Campeira;

Dia 25 (Quinta-feira) - Saída para Capão da Canoa;

Dia 26 (Sexta-feira) - Saída para Arroio do Sal;

Dia 27 (Sábado) - Saída para Torres rumo ao Parque de Balonismo.


Mais informações sobre o evento com Fernanda Tonezer (Assessora de Comunicação): (51) 9644.6883 / imprensa.cavalgadadomar@portoweb.com.br (6)

 

5. 26ª Cavalgada do Mar

Piquete de Magistério com a Bandeira de Balneário Pinhal

Foto: jornalpinhalensepontocompontobr

Pilcha Gaúcha Tradicional do Tradicionalismo?

 

Acompanhada pela Secretária Estadual da Cultura, Mônica Leal e da Coordenadora Estadual da Mulher, Maria Helena Gonzales, a Governadora Yeda Crussios deu por aberta na manhã da última sexta feira (19), no Passo do Pangaré, no distrito de Bacupari, em Palmares do Sul, a 26ª Cavalgada do Mar.

 

Eram exatamente 10h 45min na ensolarada manhã de Domingo (21), quando os 3 mil e 200 cavaleiros que se dirigiam a Cidreira, passaram pela praia do Magistério, em frente à guarita 209 em direção ao centro do município, onde seriam saudados pelo Secretário de Indústria e Comércio, e Sota Capataz do Piquete de Túnel Verde, Edmilson Ogando. O representante do Jornal Balneário Pinhalense que dava cobertura à matéria foi saudado por Vilmar Romera.

 

Eram 11h 10min, quando o último homem do cortejo de cavalarianos e amazonas passou pela guarita 209. Foram 25 minutos de aplausos aos Cavaleiros do Mar, que traziam à frente, uma Bandeira Farrapo no mastro a tremular. (7)

 

6. 26ª Cavalgada do Mar ruma para Tramandaí

Cavalarianos em direção à Tramandaí

Foto: Sandro Sauer

Fonte: http://www.dapraianews.com/noticias.php?id1=15772

 

A 26ª Cavalgada do Mar deixou Cidreira na manhã desta segunda-fera(22), rumo a Tramandaí. Os cerca de 3,5 mil cavalarianos percorrerão aproximadamente 20 quilômetros e ficarão acampados no Terminal Turístico.

 

No acampamento acontece, a partir das 21h, show com o grupo Chão de Areia  e logo depois baile. Na manhã de terça-feira(23), a 26º Cavalgada do Mar segue para Imbé onde ficará até quinta-feira seguindo então para Capão da Canoa, na sexta-feira vai para Arroio do Sal e no sábado encerra em Torres. (8)

 

7. Blog do MTG - Movimento Tradicionalista Gaúcho

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009 - Programação Cavalgada do Mar

MTG - Movimento Tradicionalista Gaúcho

Fonte: http://mtgrs.blogspot.com/2009/01/programao-cavalgada-do-mar.html

 

Ainda bem que tradicionalista não acredita em azar, pois a 25ª Cavalgada do Mar começa em uma sexta-feira, 13, quando acontece o credenciamento e acampamento no Centro de Balonismo em Torres. O evento conta com aproximadamente 3,5 mil cavaleiros e amazonas de todas as idades. Sua primeira edição aconteceu em 1984 e desde 1989 é comandada por Vilmar Romera.

 

Programação:
Dia 13 (Sexta-feira)
Credenciamento e acampamento no Centro de Balonismo
em Torres
Dia
14 (Sábado)
8h – Saída para Arroio do Sal
21h – Show Baile
Dia 15 (Domingo)
8h - Saída para Capão da Canoa (CTG João Sobrinho)
21h - Show Baile
Dia 16 (Segunda-feira)
8h - Saída para Imbé
21h - Show Artístico, Festival Sescoop e Baile
Dia 17 (Terça-feira)
Permanência em Imbé e festa gaúcha Campeira
20h – festividade de entrega de Comendas e distinções a autoridades

Dia 18 (Quarta-feira)
8h-Saída para Tramandaí
21h - Show Artístico e Baile
Dia 19 (Quinta-feira)
8h – Saída para Cidreira
21h - Show Artístico e Baile
Dia 20 (Sexta-feira)
8h – Saída para Dunas Altas
21h - Show Baile e entrega de troféus aos campeões de comportamento e diplomas
Dia 21 (Sábado)
8h-Saída para Palmares do Sul
13h30 - Chegada na Granja Vargas e encerramento

Postado por Felipe Basso às 08:52 (9)

 

8. Coordenadoria Estadual da Mulher - Notícia - 30/11/2009

ANITAS SERÃO HOMENAGEADAS NA 26ª CAVALGADA DO MAR-2010

ANITAS SERÃO HOMENAGEADAS NA 26ª CAVALGADA DO MAR-2010

Fonte: CEM - http://www.cem.rs.gov.br/site/index.php?pagina=detalhanoticia&id=1601

 

No dia 29 de novembro, reuniram-se na Fundação Cultural Cavalgada do Mar, em Porto Alegre,o Presidente da Instituição Vilmar Romera ,Elma Sant\'Ana Presidente do Instituto Anita Garibaldi e a \"Anita\" Neliane Ereno.Na ocasião foram comunicadas pelo Comandante da Cavalgada do Mar, que as Anitas -Mulheres a cavalo pelo Rio Grande serão as homenageadas da 26ª. Cavalgada do Mar em 2010.

A cavalgada terá início dia 19 de fevereiro com credenciamento e acampamento na Fazenda do artista João Luis Correia em Batuparí, no município de Palmares do Sul. A cavalgada percorrerá 250 Km, chegando a Torres no dia 27 de Fevereiro.

 

No dia 23 de novembro , no CAFF, foi assinado o Termo de Cooperação entre a CEM, e o Instituto Anita Garibaldi. Firmaram o referido Termo,a Coordenadora Estadual da Mulher, Maria Helena Gonzalez, e a Presidente do Instituto, Senhora Elma Sant’Ana.

 

O objeto é estabelecer uma cooperação mútua, visando desenvolver em conjunto uma série de ações, tais como: - promover e incentivar pesquisas e trabalhos que visem levantar a história de Anita e Giuseppe Garibaldi, assim como de seus descendentes que tenham tido participação na formação histórica de suas ações; - divulgar em nível nacional e internacional a figura de Anita Garibaldi, como mulher, mãe e personagem destacada nas lutas nacionalistas no Novo e Velho Continente; - promover e incentivar pesquisas e trabalhos que registrem a história dos movimentos, os quais Anita participou; - promover e participar de eventos comemorativos relacionados direta ou indiretamente com a Anita Garibaldi entre outras. (10)

 

9. Câmara Municipal de Porto Alegre - Presidência

Presidente prestigia lançamento da Cavalgada no Mar 2010

Tessaro (c) e Romera (d) com a cavaleira Tania Reckziegel

Foto: Elson Sempé Pedroso-CMPA

Fonte: http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/camarapoa/default.php?reg=11368&p_secao=56&di=2010-01-13

 

A XXVI edição da Cavalgada do Mar será realizada neste ano de 19 a 27 de fevereiro, e percorrerá seis cidades litorâneas. O lançamento oficial desse evento aconteceu na noite desta terça-feira (12/1) na Ulbra TV, no centro da Capital, e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Nelcir Tessaro (PTB), da secretária estadual da Cultura Mônica Leal, entre convidados, autoridades e patrocinadores do evento. “É uma grande satisfação ver a maneira com que esses  cavalarianos se organizam para aproveitar o período de maior concentração dos gaúchos no litoral e reafirmar o respeito e o orgulho as nossas tradições”, destacou Tessaro. 

 

A Cavalgada  do Mar 2010 homenageará as Anitas, Mulheres a cavalo do Rio Grande, cujo grupo é liderado pela historiadora e escritora gaúcha Elma Santana. Sobre as homenageadas, Tessaro argumentou que será a oportunidade de reafirmar o grande reconhecimento que o Estado tem à trajetória e ao legado de Anita Garibaldi, que até hoje vêm motivando outras mulheres gaúchas a empenharem-se na luta por melhorias sociais.

 

Sob a coordenação de Vilmar Romera, a Cavalgada reúne cavalarianos e cavalarianas de todas as idades para desfrutar do tradicional companheirismo dos gaúchos e da vivência das lides campeiras. A saída será de Palmares do Sul (distrito de Bacupari) e deverá percorrer as localidades de Dunas Altas, Cidreira, Imbé, Capão da Canoa, Arroio do Sal e Torres, onde haverá  o encerramento no Parque de Balonismo. Em todas as paradas haverá festividades, palestras, entregas de comendas ou bailes.

Ana Maria Madeira (reg.prof. 4875) (11)

 

10. Jornal Zero Hora - 21 de fevereiro de 2010 - N° 16253

VERÃO 2010 - Cavalgada do Mar parte de Palmares

Governadora Yeda Crusius

26a Cavalgada do Mar 2010

Foto: DANIEL MARENCO-ZH

 

Três mil cavalarianos partiram na manhã deste sábado de Palmares do Sul, para marcar uma tradição gaúcha do Litoral Norte.

A 26ª edição da Cavalgada do Mar se iniciou logo após o pronunciamento do comandante da cavalgada, Vilmar Romeira, às 8h. A largada teve participação da governadora Yeda Crusius (foto), que chegou a montar em um dos animais.

Com previsão de tempo bom durante o sábado no Litoral Norte, cavalarianos do Rio Grande do Sul, de São Paulo, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro seguiram para Dunas Altas, em Quintão.

Neste domingo, o roteiro previa a chegada à Cidreira. Um dos destaques desta edição da cavalgada, que homenageia Anita Garibaldi, é o Piquete das Anitas, formado por amazonas de diferentes cidades do Estado. (12)

 

11. Jornal Correio do Povo - Notícias > Geral

22/02/2010 16:07 - Atualizado em 22/02/2010 16:33

Cavalgada do Mar está em Tramandaí

Cavaleiros percorrem Litoral Norte

Foto: Cristiano Estrela-CP

Fonte: http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=102663

 

Participantes enfrentam dificuldades durante o percurso

Os cavalarianos da 26ª Cavalgada do Mar chegaram no final da manhã desta segunda-feira a Tramandaí, após percurso de 26 quilômetros. As pessoas que estavam na beira da praia pararam para observar a extensa fila, formada por 3 mil integrantes. Na praia de Salinas, houve uma parada em um pequeno lago que se formou com a chuva de segunda-feira, para que os cavalos pudessem beber água.

Os integrantes da Cavalgada pernoitaram no Terminal Turístico de Tramandaí, onde foi promovido um baile. Amanhã de manhã, eles seguem em direção a Imbé, onde ficam por dois dias, sendo que a noite desta terça-feira ocorre a festividade de entrega de comendas às autoridades. O evento termina no próximo dia 27,
em Torres.
 
A Cavalgada
enfrentou algumas dificuldades no início do percurso, principalmente quando saiu da localidade de Bacopari, em Palmares do Sul, para Dunas Altas. Dois cavalos morreram no trajeto de 40 quilômetros e dez ainda estão em tratamento. De acordo com o veterinário oficial do evento, Alexandre Monteverde, três fatores contribuíram para que isso ocorresse. Em primeiro lugar, salienta ele, a falta de preparo físico dos animais, depois o calor excessivo e, por último a distância percorrida. Estes fatos conjugados deixaram alguns animais com desidratação.

O veterinário lembra que o cavalo é como uma pessoa e precisa estar fisicamente preparado para enfrentar uma marcha como essa. Ele revelou que, atualmente, cerca de 90% dos donos de animais são profissionais liberais, que não têm tempo para exercitar as montarias e isso acaba prejudicando a saúde do animal na hora em que precisa enfrentar uma marcha mais forte, aliado à falta de informação dos proprietários. “Aconselhamos os donos a irem, uns 30 dias antes, fazendo exercícios periódicos com os animais, se for em terreno e condições semelhantes, melhor ainda”, ressaltou Monteverde.“ O cavalo também precisa ter preparo físico para este tipo de maratona, pois muitos estavam acima do peso”.

Fonte: Paulo Tavares/Correio do Povo (13)

 

12. Notícias do mundo tradicionalista do Rio Grande do Sul.

25ª Cavalgada do Mar

A Cavalga do Mar

A primeira cavalgada foi realizada em 1984. Desde 1989, essa cavalgada vem sendo comandada por Vilmar Romera, tradicionalista e entusiasta do culto das nossas tradições campeiras.

 

Culto à Tradição

Por meio de cavalgadas e da prática de antigos costumes, podemos cultuar a tradição de nosso estado e introduzir os valores atrelados a este tipo de evento.

 

Seus integrantes

O evento é destinado aos cavaleiros e às amazonas de todas as idades que queiram desfrutar de um convívio fraterno e da vivência das lidas campeiras.

 

Participação

A participação é livre sendo cada participante responsável inteiramente pelos riscos e os cuidados inerentes à prática da cavalgada, desonerando expressa e irrevogavelmente por eventuais acidentes os organizadores do evento.

 

Observações

- Cada equipe de apoio será responsável pelas refeições dos componentes de seu piquete;

- Por solicitação das autoridades de segurança, a cavalgada não será dividida, ou seja, todos partem e chegam juntos, não se distanciando durante o trajeto.

- Cada cavaleiro será responsável por sua montaria;

- Solicitamos aos componentes dos piquetes e a seus cavalarianos que conservem a ordem e a limpeza das praias e dos acampamentos;

- É imprescindível a presença do representante de cada piquete na reunião do comando da cavalgada, que será realizada no dia 13/02/2009 (sexta-feira) às 19h, no Centro de Balonismo em Torres.

De 13 à 21 de fevereiro de 2009. Confira a programação em nosso site: Canto Gaudério (14)

 

13. Ruy Gessinger - A MORTE DE CAVALOS NA CAVALGADA DO MAR - 23 de Fevereiro de 2010 às 12:44 · Ruy Gessinger

Foto: http://www.expressoilustrado.com.br/php/index.php?click=colunista&codigo_colunista=40

 

Não sou veterinário. Mas sou um homem que agora se pode dizer que é campeiro. Não atiro laço, nem gineteio, mas ando prudentemente a cavalo, que é a única maneira de controlar uma fazenda, ver aquele terneiro abichado, notar aquela trama quebrada, constatar se o campo está baixo demais.

 

Aprendí a respeitar cavalos e éguas. Nunca monto nos meus preferidos sem antes amanunciá-los, falar com eles, dar-lhes minha mão para que cheirem. Nunca os desencilho sem antes dizer-lhes obrigado pela carona, amanunciá-los de novo, dar-lhes um belo banho e os soltar no potreiro. Nunca os deixo sem um milho amigo no inverno. E nas noites de geada os faço pousar na cocheira.

 

Nunca os exijo mais do que se deve. São mamíferos como eu. Têm uma capacidade pulmonar que tem limites. Cavalo de campo é uma coisa, cavalo de cidade é outra. Minha filha Milène tinha uma égua, que depois veio para a fazenda, que morava num hotel de cavalos em Gravataí: ela tinha medo de poças d’água. Ela não tinha nunca visto gado antes e se assustava. Mas hoje conhece de tudo e é flor de campeira. Cavalo de cidade é uma coisa, cavalo de prado, de carreiras é outra.

 

Ora, esses cavalos que participam das cavalgadas não tem lidas diuturnas de campo, passam o ano meio inativos. E eu acho uma desumanidade, um absurdo alguém estropiar um pobre animal, que passa o ano meio parado. Acho errado, sem prévio treinamento e adptação, deixar esses animais andando por horas e horas sob o sol.

Na minha lida na fazenda, após andar uma légua, sempre apeio e deixo o animal descansar.

Humildemente e por amor aos cavalos e éguas peço aos comandantes de cavalgadas que instruam o pessoal e não permitam excessos.

 

Lamento demais o óbito desses pobres bichos e , pelo que já vi ( eu não participo de cavalgadas, eu campereio na minha propriedade a serviço) até são poucas as mortes.
(Dedico essa crônica aos pobres cavalos das cidades grandes.) (15)


Referências eletrônicas:

(1) http://www.anda.jor.br/?p=48807

(2) http://inema.com.br/mat/idmat008858.htm

(3) http://www.afonsohamm.com.br/noticia.aspx?noticiaID=1561

(4) http://www.cem.rs.gov.br/site/index.php?pagina=detalhanoticia&id=1577

(5) http://inema.com.br/mat/idmat110802.htm

(6) http://www.litoralmania.com.br/noticias.php?id=19650

(7) http://jornalpinhalense.com.br/2010/02/21/26%C2%AA-cavalgada-do-mar/

(8) http://www.dapraianews.com/noticias.php?id1=15772

(9) http://mtgrs.blogspot.com/2009/01/programao-cavalgada-do-mar.html

(10) http://www.cem.rs.gov.br/site/index.php?pagina=detalhanoticia&id=1601

(11)http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/camarapoa/default.php?reg=11368&p_secao=56&di=2010-01-13

(12)http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2816001.xml&template=3898.dwt&edition=14152&section=1003

(13) http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=102663

(14) http://blogs.universia.com.br/cantogauderio/2009/01/27/25-cavalgada-do-mar/

(15) http://blog.gessinger.com.br/2010/02/23/a-morte-de-cavalos-na-cavalgada-do-mar/

 

VEJA MAIS:

 

1. Hoje pela manhã, aqui em Punta Alba (Praia de Albatroz), por ocasião da passagem da caravana da 26ª Cavalgada do Mar, o Deputado Federal Pompeu de Matos (PDT-RS) fez questão de parar para me cumprimentar e receber algumas reivindicações por Venâncio Aires. Junto estava o também Deputado Federal Afonso Hamm (PP-RS), Presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados que mandou um abraço ao pessoal de Venâncio, em especial à Vereadora Isaura Landin... Gilney Mylius


Fonte: Blog Elton Etges http://blogdoelton.wordpress.com/2010/02/24/26%C2%AA-cavalgada-do-mar-2010/

 

2. Temos participação de pessoas de São Paulo, Minas, Paraná. Queremos mostrar ao Brasil que a nossa tradição permanece viva. Enquanto Deus nos ajudar, vamos marcar a beira da praia com a pata do cavalo - afirmou Romeira.

 

Fonte: sítio MERCADO DE CAVALOS.COM.BR

http://www.mercadodecavalos.com.br/index_01.php?menu=01&id_reg=1638

 

3. Na última semana, foi apresentado o Projeto da 26º Cavalgada do Mar 2010, que tem como objetivo demonstrar as rotas de Tropeiros e usos e costumes locais litorâneos do Rio Grande do Sul.

O projeto, que terá início dia 20 de fevereiro e percorrerá 240 km, partido de Palmares do Sul até Torres, foi apresentado pelo presidente da Fundação Cavalgada do Mar, Vilmar Romera, ao presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, Afonso Hamm (PP-RS), o secretário da Fundação, Anderson Urbim e a presidente do Instituto Anita Garibaldi, Elma Sant’Ana.

A cavalgada de 2010 homenageará as “Anitas” Mulheres a cavalo pelo Rio Grande. “É um dos grandes momentos da Cultura gaúcha, uma das coisas mais importantes e mais bonitas da vida é o resgate da nossa identidade cultural sendo assim uma dos maiores eventos Turístico e cultural do nosso Estado”, relata Elma.

Na última edição, o público participante foi de 5,5 mil pessoas, sendo 3 mil cavalarianos e 2,5 mil equipe de apoio, e o público espectador foi de 1,8 milhões. O evento conta com apoio de secretários de turismo e prefeituras do Estado.

Fonte: CAVALODOSULDEMINAS.COM.BR

http://www.cavalodosuldeminas.com.br/noticias/333/26_o_cavalgada_do_mar_2010/

Fonte: http://inema.com.br/Albuns/0070909/20070212015151.IMG_1050.htm

4. VEJAS OS VÍDEOS:

4.1 Carta Aberta ao Gaúchos de bom senso - Cavalgada do Mar mata cavalos de exaustão

http://www.youtube.com/watch?v=f3vUBzFpr5s

Tradição? Ou crime de maus tratos aos animais?

4.2 INEMA Filma Cavalgada do Mar 2007

http://www.youtube.com/watch?v=fQa9CKp5lZE

Tradicionalistas? Ou Corruptores da Pilcha Gaúcha Oficial do Rio Grande do Sul?

Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro?
Autêntica Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul?

V – A CONCLUSÃO

Diante das informações acima elencadas podemos afirmar, categoricamente, que a Cavalgada do Mar não é Evento do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro nem Evento Tradicionalista com Filosofia de Atuação em prol do culto, zelo, defesa, preservação e correta divulgação do Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado do Rio Grande do Sul, da preservação do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense - caracterizado na região do Pampa Sul-brasileiro -, dos usos e costumes tradicionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul e da Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro.

 

A Cavalgada do Mar, portanto, desde a sua origem revelou-se um evento mais político do que tradicionalista gaúcho, envolvendo interesses que podem até ser interpretados como partidários, político-eleitoreiros e outros.  A participação ao público em geral foi sendo promovida sem qualquer preocupação com os fins culturais do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, flexibilizando-se o uso de indumentárias não tradicionais e a participação de integrantes dos Movimentos Comerciais conhecidos como Crioulismo - comércio de cavalos -, Nativismo - comércio musical globalizado -, Mercosurismo - comércio sem-fronteiras para todo o Cone Sul-américa -, e Country-texa-sertanejo. Por consequência, o que se vê nesse e em outros ecléticos e políticos eventos são modistas, exibicionistas e mercadistas corrompendo a autenticidade da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, e praticando crimes contra o meio ambiente saudável, com a poluição de áreas que deveriam estar sendo preservadas para o bem-estar de turistas, e de crimes de maus tratos contra os animais, tudo isso sem qualquer compromisso com a preservação da Pilcha Gaúcha Oficial do Rio Grande do Sul, prevista na legislação estadual e nas Diretrizes Culturais do MTG Brasileiro organizado.

 

Como evento político que é, a Cavalgada do Mar, portanto, poderá ser classificada e interpretada apenas como um Evento Regionalista Sul-rio-grandense, uma vez que um grande número de seus participantes, pela falta de respeito à Indumentária Gaúcha Tradicional Sul-rio-grandense e a outros autênticos usos e costumes dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, apesar portarem a Bandeira do Estado, não podem ser classificados nem como gaúchos de espírito nem como verdadeiros Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros.

 

Dessa forma, com razão as Entidades de Proteção aos Animais, nos seus protestos contra a morte, os maus tratos praticados contra os cavalos do referido evento e os "exibicionistas" e "incensíveis", alguns gaúchos e outros apenas sul-rio-grandenses ou brasileiros, mas ambos não Tradicionalistas Gaúchos. E sendo o especismo uma forma de preconceito ou de atitude tendenciosa em favor dos interesses dos organizadores e participantes da Cavalgada do Mar – ou seja, dos seus fins políticos, exibicionistas, modistas, comerciais e de puro lazer de uma Raça Humana considerada superior - contra os membros do gênero Equus, mais especificamente da espécie equina -, é de esperar-se do GAE POA - Grupo pela Abolição do Especismo Porto Alegre, e demais ONGs e Entidades Protetoras dos Animais, atitudes pró-ativas em defesa, também, dos cavalos usados nas gineteadas comerciais e importadas dos Rodeios Universitários, garupa sureña, basto aberto e outras, já presentes, inclusive, em muitos Rodeios não Crioulos da Tradição do Rio Grande do Sul, indevidamente promovidos no âmbito do MTG Brasileiro organizado; e, igualmente, junto aos Rodeos Texanos organizados, patrocinados, financiados com recursos públicos, por prefeituras do Estado, com intuito comercial e político-partidário-eleitoreiro, a beneficiar, também, econômica e financeiramente, as Companhias de Rodeo Country-texano, já criminosamente presentes em determinados Eventos “Tradicionalistas”, com as suas palhaçadas, futboi, dança do cepo, mesa da amargura, táxi maluco, oração à Nossa Senhora Aparecida, narradores sertanejos, aberturas estilizadas, importadas, gineteadas em touro, touradas, tudo no estilo dos vaqueiros texanos de Barretos-SP.

 

Assim, tais protestos são válidos e necessários, não só em anos eleitorais, mas em todos os momentos e em todos os eventos que exploram os animais mediante atos que contrariam a branda, desrespeitada, ineficaz e praticamente conivente legislação ambiental brasileira. E nesses atos, perguntamos: as autoridades estaduais e municipais, os políticos sul-rio-grandenses, os artistas do mercado musical e todos aqueles que exploram eleitoralmente eventos como esse da Cavalgada do Mar, não seriam eles também culpados na práticas desses crimes ambientais promovidos contra os cavalos e as praias do Rio Grande do Sul, aonde seres humanos têm o direito de banharem-se com a devida e necessária higiene? O governo do Estado do RS, a Secretaria da Cultura, a Coordenadoria Estadual da Mulher, o BANRISUL, as Entidades Culturais filiadas ao MTG participantes, as empresas do mercado musical envolvidas e todos aqueles que apoiaram e financiaram com recursos públicos a morte de cavalos e a poluição do meio ambiente, na Cavalgada do Mar 2010 e anteriores, não seriam eles, também, responsáveis pelas ações dos seus apoiados cavaleiros, que praticaram no referido evento atos contrários à Ordem Jurídica Brasileira alusivos ao ambiente sul-rio-grandense e à cultura dos Gaúchos Brasileiros? E nos Rodeios Universitários, nos Rodeios Comerciais do Circuito Nacional dos "Rodeos Country-texanos", nos Rodeios do Mercusul, nos Rodeios Internacionais das Prefeituras Municipais, globalizado$, integracioni$ta$, que exploram o MTG Brasileiro, não sendo mais crioulos da Tradição Regionalista-tradicional Gaúcha do Rio Grande do Sul, não seriam eles, também partícipes nos referidos crimes?

 

Fonte: http://inema.com.br/Albuns/0070909/20070212015148.IMG_1049.htm

 

Afinal, como bem diz o próprio Grupo pela Abolição do Especismo Porto Alegre, na sua Carta Aberta aos Gaúchos de Bom Senso, não são somente os carroceiros pobres que estão vilipendiando os companheiros do gaúcho sul-rio-grandense. E acrescentamos nós: não só os cavaleiros sem conciência cultural regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense estão a corromper o Patrimônio Cultural dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro, pertencente ao Estado Sulino, ao Povo Sul-rio-grandense, ao Brasil e a todo o Povo Brasileiro! Por evidente, também os exploradores de cavalos nos citados Rodeios Comerciais, com a nociva conivência da Assembléia Legislativa do RS, que até hoje não votou a regulamentação da Lei Nº 11.719, de 07.01.2002, estabelecendo penas severas para os infratores da referida lei, estão a explorar, criminosamente, cavalos, ovelhas, bovinos, cães e outros animais, em atividades que em nada estão a identificar, valorizar, cultuar, preservar e adequadamente divulgar os usos e costumes regionalista-tradicionais dos Gaúchos Campeiros do Estado do Rio Grande do Sul.

 

Por fim, esperamos que o Grupo pela Abolição do Especismo Porto Alegre, para o bem da verdade, não mais confunda a Cavalgada do Mar e outros acontecimentos políticos, econômico-financeiros e comerciais desse naipe com Eventos Tradicionalistas, pois se no meio deles encontram-se presentes alguns poucos, verdadeiros e conscientes Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros, a maioria dos seus participantes, pelos desserviços que prestam às genuínas, às autênticas, às verdadeiras Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, diante de outros interesses que não os de verdeiramente dignificar a Tradição Regional do Rio Grande, jamais poderão ser classificados de gaúchos de espírito e, muito menos, ainda, de Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros!


ANO 81 - Nº 215 - Edição de sábado e domingo, 13 e 14 de março de 2010
 

Cidade

TRADICIONALISMO
Encontro de Marcas
Rodeio acontece neste final de semana, sorteando uma moto

ROBSON NEVES

Tiro de laço- principal disputa do Encontro de Marcas

A gauchada está encilhando os cavalos para o 4º Encontro de Marcas, rodeio das cabanhas Quinhéca e Costalarga que acontece neste final de semana no Parque de Exposições Ivan Tavares, distribuindo R$ 10,5 mil em prêmios aos vencedores da gineteada e do tiro de laço por equipes. Ao prestigiar o rodeio, o público vai concorrer a uma motocicleta Dafra Super 100, que será sorteada durante a tarde deste domingo pelo número do ingresso. A expectativa é de receber durante este final de semana cerca de 7 mil pessoas na Fenarroz. São esperadas para o rodeio 60 equipes de laçadores de todo o estado.

O proprietário da Cabanha Quinhéca, José Benemídio Almeida, salienta que neste ano foi instituída a premiação para a quarta força do rodeio. Geralmente, após a fase classificatória do tiro de laço, considerando o número de armadas que as equipes acertaram, elas são divididas em três forças para participar da final e disputar as premiações. “A quarta força foi criada para incentivar os laçadores que estão iniciando”, frisa Benemídio. Ainda haverá modalidades de tiro de laço dupla, prenda e mirim.

COSTELÃO - Para receber os laçadores neste sábado a Quinhéca e a Costalarga vão preparar o tradicional churrasco de costelão. Serão assados cerca de 120 quilos de carne bovina e ovina. Além disso, o parque está estruturado para receber as delegações com banheiros com chuveiros, água, energia elétrica, lenha e praça de alimentação. Benemídio destaca que o rodeio não é apenas disputa de provas campeiras, mas serve também de encontro para famílias e amigos. Na noite deste sábado haverá apresentação da invernada artística Os Tangarás, do CTG Os Gaudérios, além do grupo nativista Rastros y Milongas.

ATENÇÃO
A inscrição para a prova de tiro de laço por equipes custa R$ 300,00. Na dupla a taxa é de R$ 40,00.

PARA SABER MAIS  
4º Encontro de Marcas
Premiação tiro de laço

Primeira força
1º R$ 1.800,00
2º R$ 1.200,00
3º R$ 1.000,00

Segunda força
1º R$ 1.350,00
2º R$ 900,00
3º R$ 750,00

Terceira força
1º R$ 900,00
2º R$ 600,00
3º R$ 500,00

Quarta força
1º R$ 450,00
2º R$ 300,00
3º R$ 250,00

Gineteada
1º 300,00
2º 200,00

PROGRAMAÇÃO  
Fim de semana na Fenarroz
Sábado
10h - Recepção das equipes
10h30min - Abertura oficial
12h - Almoço
13h30min - Tiro de laço
18h - Gineteada
22h - Apresentações artísticas

Domingo
7h30min - Recuperação de armada
8h - Tiro de laço
12h - Almoço
13h15min - Laço prenda e mirim
13h30min - Final do tiro de laço
18h - Final da gineteada

Importante 
O ingresso ao Parque de Exposições Ivan Tavares custa R$ 2,00, tanto no sábado como no domingo. Quem prestigiar o rodeio nos dois dias terá dois bilhetes para concorrer à moto. Para ganhar o prêmio será preciso estar presente no parque na hora do sorteio, que acontece na tarde de domingo. O proprietário da Cabanha Quinhéca, José Benemídio Almeida, afirma que caso o dono do número sorteado não esteja no Ivan Tavares, será sorteado outro bilhete. Durante o final de semana haverá mateada com a Erva-mate Gaúcha da Serra.

* alterações na formatação realizadas pelo ONTGB.

OBSERVAÇÕES DO ONTGB:

A presente notícia, cujo acesso encontra-se limitado aos leitores cadastrados no sítio do Jornal do Povo, de Cachoeira do Sul-RS, está sendo veiculada neste espaço cultural tradicionalista gaúcho com o único propósito de informar a seu público visitante, de forma construtiva e cultural, a ocorrência de uma impropriedade na publicação da matéria jornalística reproduzida neste sitio.

O 4. Encontro de Marcas, promovido pelas cabanhas Quinhéca e Costalarga, anunciado como evento do Tradicionalismo, não poderia  estar assim classificado por tratar-se o mesmo de um evento comercial do interesse do chamado Crioulismo, isto é, do comércio de cavalos Crioulos e suas demais atividades de mercado, dentres elas as indumentárias e apetrechos não tradicionais do Rio Grande do Sul, sem qualquer compromisso com a Filosofia de Atuação do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro e seus fins culturais de culto, zelo, defesa, preservação e correta divulgação das autênticas Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul.

Por isso, em nome da propriedade da informação, tal notícia poderia ser classificada como assunto do Gauchismo ou do Regionalismo Gaúcho Sul-rio-grandense, uma vez que estas são meras designações sem nenhuma Doutrina e qualquer Filosofia Tradicionalista de Atuação voltadas para a preservação do Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul, abertas, portanto, às importações de toda ordem e aos interesses mercadistas de todo o tipo, presentes nos conhecidos Freios de Ouro e suas modalidades esportivas importadas de outras plagas, com suas boinas alienígenas, seus bonés das marcas, suas cintas urbanas e rastras platinas, calças justas com alças no cós, as cores pretas e de coloridos berrantes em indumentárias modistas não representativas da Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul (Lei Estadual RS Nr. 8.813, 20.01.1989); suas importadas domas racionais de cavalos, paleteadas, esbarradas, e seus montes de fenos; as gineteadas comerciais não tradicionais do Rio Grande, como garupa sureña, basto aberto e outras importadas, com sedéns que apertam os cavalos e ofendem a Lei Estadual do RS nº 11.719, de 07 de janeiro de 2002, atualizada até a Lei nº 12.567, de 13 de julho de 2006, a legislação ambiental brasileira e a Constituição Federal do Brasil, tudo isso sem qualquer relação com as provas campeiras e a indumentária típica-tradicional dos gaúchos campeiros do Estado do Rio Grande do Sul.

O Tradicionalismo é Movimento Cultural Regionalista-tradicional Sul-rio-grandense, portanto brasileiro e não platino, sem fins lucrativos, comerciais, econômico-financeiros, político-partidários, eleitoreiros ou quaisquer outros que estejam dissociados da Filosofia de Atuação de sua Carta de Princípios; quem é Tradicionalista Gaúcho cultua, zela, defende, preserva e corretamente divulga as autênticas, as genuínas, as verdadeiras Tradições Regionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, sem a necessidade de altas premiações, mas tão-somente de um troféu; quem pretende ganhar dinheiro com o Tradicionalismo não é Tradicionalista, mas Comercialista, Mercadista, Explorador Econômico-financeiro do MTG do Brasil.

Assim, para que um evento gauchesco possa vir a ser classificado como Tradicionalista há de estar o mesmo sintonizado com o devido respeito aos Fins Culturais do Sistema Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado e sua Carta de Princípios, sob pena de haver, além de uma errônea classificação, também um erro crasso de interpretação ou, até mesmo, mais uma Fraude Tradicionalista, dentre tantas outras que campeiam na mídia do Rio Grande e do Brasil, assim como no meio gauchesco, e até, infelizmente, no próprio meio Tradicionalista Gaúcho Brasileiro.

ONTGB - Observatório Nacional do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro: o Mangrulho da Tradição dos Gaúchos do Rio Grande!


Chasques

O CTG Estância Gaúcha do Planalto, para marcar com chave de ouro o início das atividades no ano de 2010, estará realizando no dia 27/02, grande baile, com show do cantor Joca Martins.
Informamos que não haverá janta, somente petiscos serão oferecidos na copa.
Informações pelos telefones: 61. 3361 0404 61. 9301 1830 61. 8525 2398

Fonte:
http://www.cbtg.com.br/_padrao/mostradpto_padrao.php?cat=498&codctg=&onde=1&codigo=7

QUESTIONAMENTOS TRADICIONALISTAS:

Sendo o Centro de Tradições Gaúchas Estância Gaúcha do Planalto, de Brasília-DF, uma Entidade Tradicionalista filiada ao Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, perguntamos aos senhores Tradicionalistas daquele CTG, da Federação Tradicionalista Gaúcha do Planalto Central e da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha:

1) o músico contratado e os músicos que o acompanham seriam Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros, especialmente na Pilcha Gaúcha que ostentam?

2) Se o § 3º  de Art. 7° do Regulamento Geral da CBTG institui que os objetivos daquela Confederação Tradicionalista Gaúcha Brasileira "serão cumpridos em observância aos princípicos filosóficos e doutrinários definidos na Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul", e se esta, dentre outros postulados, orienta à CBTG, à FTGPC, ao CTG EGP e aos demais órgãos, entidades e tradicionalistas integrantes do Sistema MTG Brasileiro organizado que todos devem "zelar pela pureza e fidelidade dos nossos costumes autênticos, combatendo todas as manifestações individuais ou coletivas, que artificializem ou descaracterizem as nossas coisas tradicionais", houve, por acaso, o necessário zelo e a devida fidelidade à autêntica, típica e tradicional Indumentária Gaúcha Sul-rio-grandense constante das Diretrizes do Tradicionalismo para o uso da Pilcha dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul?

3) Se o Art. 187 do Regulamento Geral da CBTG estabelece que "nas dependências de CTGs, parques de eventos ou locais onde se realizam
atividades tradicionalistas não será permitido o funcionamento de tendas ou similares que comercializem objetos não condizentes com a tradição gaúcha nem a realização de provas, shows e execução de ritmos musicais não gauchescos e não regulamentados, salvo quando em homenagem às etnias formadoras do povo gaúcho ou do folclore local. Parágrafo único: As sedes sociais de entidades tradicionalistas poderão ser locadas ou cedidas em comodato para eventos sociais que não atentem contra a
ética tradicionalista",

e o Art. 188 orienta que "na promoção de fandangos, o CTG deverá exigir que: I - os participantes estejam devidamente pilchados ou em traje social convenientes; II - não se use chapéu, boina ou qualquer cobertura, tirador, armas brancas ou de fogo, chinelo, alpargatas e demais objetos de uso campeiro; III - os fandangos sejam realizados em salões bem iluminados e os pares não poderão dançar com comportamentos que agridam o respeito, a moral e os bons costumes; IV - os conjuntos regionalistas ou similares não apresentem em seus shows, artifícios estranhos ao tradicionalismo gaúcho, nas dependências dos CTGs;
V - nos contratos dos conjuntos musicais sejam mencionados os seguintes itens: pilcha autêntica dos integrantes do conjunto, repertório de músicas gauchescas tocadas no compasso gaúcho e evitar som em altura exagerada
",

e se é o Artigo 4º do próprio Código de Ética da CBTG que indica que "são deveres dos Tradicionalistas: I - Observar e fazer observar a Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho; II - Cumprir e fazer cumprir o Estatuto, o Regulamento e demais regramentos existentes ou que venham a ser instituídos; III - Preservar, em sua conduta social, a honra, a nobreza, a dignidade, a retidão de caráter, próprias aos cidadãos conscientes das suas obrigações",

essas diretrizes culturais tradicionalistas formam atendidas no que se refere à Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense do referido artista e seus músicos, durante o citado evento?

4) a referida Entidade Tradicionalista iniciou o seu ano com a chave do Freio de Ouro dos crioulistas e o Freio de Prata dos mercosuristas, ou com a requerida, institucional e estatutária autenticidade das Tradições Regionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul?

5) Com essa apresentação fez-se, realmente, Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro e Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul, ou Comercialismo e Corrupção da Cultura Regionalista-tradicional dos Gaúchos Sul-brasileiros?

6) Com as respostas os senhores integrantes da Patronagem do Centro de Tradições Gaúchas Estância Gaúcha do Planalto, da Patronagem da Federação Tradicionalista Gaúcha do Planalto Central e da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha do Brasil?


 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

 
 
O Conselheiro Benemérito do MTG, Jarbas Lima, escreveu um belo artigo no Correio do Povo, no último domingo (06/12), intitulado Tradição. Segue trecho da coluna: "Tradição não é força sentimental, arcaísmo, saudade, obstáculo ao aperfeiçoamento social. Não é nostalgia. Tradição não é paixão pelas ruínas, fidelidade aos desvalores, os vícios do passado, erros, imperfeições, injustiças sociais.".
 
 

Portanto, por não estar tratando de Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense, nem de longe essa sua opinião deve ser – ou tentar ser – relacionada à Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Su, nem com a Tradição Institucional do MTG-RS.

 

É cediço que tradição, no sentido amplo, extenso, nada tem a ver com tradição no sentido estrito e regional, como é aquela formada pelos antigos gaúchos do Pampa Sul-rio-grandense, baseada nas lidas campeiras com o gado, as ovelhas e os cavalos, e que produziu usos e costumes locais lastreados na moral e nos bons costumes familiares dos interioranos do Rio Grande do Sul.

 

E tanto Jarbas Lima como todo o cidadão mais ou menos esclarecido sabe que há a tradição boa e a tradição nociva, ruim. Só por esse fato já há de ser separado do recortado texto o que vale e o que não vale para a Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul e da instituição MTG. Toda a tradição é, na sua essência, antiga, e configura-se no ato de transmitir ou entregar a alguém alguma coisa, seja ela boa ou ruim. No sentido amplo, como tradição nociva podemos citar alguns exemplos:

 

a) a Marinha do Brasil, por longo tempo, manteve em suas instalações a tradição de castigar com açoites seus marinheiros; hoje, essa tradição não há mais como ser mantida ou resgatada, em decorrência de preceitos constitucionais como o da dignidade humana;

 

b) Stonehenge – o sítio megalítico da Inglaterra, composto de grandes monumentos de pedra, é outro exemplo clássico de uma nociva tradição; ele foi durante séculos cenário de reuniões de camponeses, tendo os Druidas modernos celebrado ali, durante os últimos 90 anos, o solstício de verão (na astrologia, assim é chamada a época em que o Sol, tendo-se afastado o mais possível do equador, parece deter-se e estacionar durante alguns dias, antes de voltar a aproximar-se novamente daquela linha horizontal-central); além disso, todos os meses de junho dos últimos 20 anos reuniram-se naquele local milhares de pessoas para assistirem a um festival; entretanto, em 1985 as autoridades proibiram a ida ao local do povo Druida e dos populares participantes da festa, com o fim de preservar as pedras e as demais antigas construções do sítio;

 

c) o casamento em alguns países árabes, especialmente dos muçulmanos - embora ainda hoje haja, por alguns adeptos, essa celebração -, ocorria apenas entre o pretendente e o pai da noiva, enquanto esta aguardava em uma outra sala, só vindo a encontrar-se com o marido depois de o casamento ter sido celebrado pelos homens; a mesma tradição também ensinava que o homem não devia tocar em nenhum pertence da noiva, para não quebrar o encanto do matrimônio, podendo ele tocar apenas em objetos de vidro e ouro; naturalmente que nos dias atuais, diante das liberalidades provocadas por interesses de mercado, essa é uma tradição não interessa à indústria do casamento, e, portanto, considerada é como uma tradição nociva, especialmente diante dos direitos conquistados pelas mulheres na contemporaneidade.

 

d) na Igreja Católica, o ato de jejuar às sextas-feiras e durante as Quaresmas foram tradições impostas no ano de 998, pelos papas que se disseram interessados no comércio de peixes, e que permitiram o seu consumo nessa data mediante a expedição de uma Bula Papal; no entanto, nos muitos países em que a fome mata seres humanos pela desnutrição, essa não pode ser entendida como uma tradição boa, mas como uma tradição extremamente nociva à preservação da vida humana;

 

e) a Brigada Militar do Rio Grande do Sul, por tradição, era, até 1985, composta integralmente por homens; entretanto, a partir daquele ano a instituição concedeu às mulheres o direito de exercício da sua constitucional igualdade de gênero; se antes essa tradição fora tratada como boa para a instituição e os governos, hoje ela é nociva para as mulheres, devendo, por esse motivo, ser alterada, passando a constituir-se em tradição boa;

 

 

Portanto, tanto pode haver tradição ruim, imposta, nociva, como tradição boa, fundada no ordenamento jurírico e social vigente em determinada época histórica, e na moralidade e nos bons costumes retransmitidos, contínua e espontaneamente, de pais para filhos, pelo tempo, permanecendo essa Tradição zelada, defendida, preservada e coerentemente divulgada como um rico patrimônio cultural regionalista de um povo; já a tradição ruim, esta deve adequar-se aos novos tempos, às novas legislações, às novas conquistas dos Homens.

 

É de notar-se, assim, que  o contexto da citação publicada no Blog do MTG-RS nao está relacionada, como pode querer fazer crer, com a Tradição Gaúcha que aquele Movimento Tradicionalista Gaúcho tem por dever estatutário cultuar, zelar, defender, preservar e corretamente divulgar.

 

A tradição da Brigada Militar, instituição objeto do assunto abordado por Jarbas Lima, por ter sido criada em 18.11.1837, e ter enfrentado inúmeras transformações ao longo de todo esse tempo, como, por exemplo, o centralismo de um Brasil Colônia, tendo sido submetida aos mandos e desmandos de muitas políticas e politicagens, certamente que não pode ter a sua tradição baseada em sentimentalismos indevidos de outrora, utilizando-se de antiquadas locuções nas suas manifestações, revelando saudosismos e opondo embaraços ao aperfeiçoamento social, ou nutrindo saudades de procedimentos não mais plausíveis nos dias hodiernos;

 

para a Brigada Militar e seu efetivo a tradição da instituição não deve estar embasada em eventuais feitos anti-democráticos, ações inconstitucionais ou atentados contra os direitos humanos, verificados em épocas passadas e motivados por períodos históricos e políticos já ultrapassados;

nem a tradição desse renomado instituto militar sul-rio-grandense pode ser fiel aos atos contrários a seus valores institucionais de honestidade e integridade em todas as atividades; probidade e zelo no trato das coisas públicas;  hierarquia e disciplina nas ações e operações; ética e virtude nas relações;  dedicação ao Serviço Policial Militar; respeito irrestrito à Lei e à dignidade humana; justiça e imparcialidade na solução das demandas; profissionalismo e sensibilidade, tendo a força da família; integração às Instituições e à Comunidade; camaradagem e autoridade;

 

nem devem os brigadianos e a sua Força Policial Militar valorizarem as imperfeições avelhantadas, os equívocos, incorreções e ações sociais injustas, eventualmente praticadas em épocas remotas.

 

A tradição a ser observada, seguida, honrada pela Brigada Militar, deve estar adequadamente inserida nos preceitos vigentes na sociedade sul-rio-grandense e brasileira.

 

Quanto à Tradição dos Gaúchos do Rio Grande do Sul, ela  jamais pode ser comparada com a tradição de instituições ligados à administração pública, uma vez que estas podem sofrer reflexo, muitas vezes, da ideologia de determinando governo político ou mesmo de políticas estatais, podendo padecer das eventuais restrições limitativas e outras influências negativas para a sua missão constitucional e os seus valores institucionais.

 

Diante do exposto, nunca é demais esclarecer que tradição de um povo, sociologicamente interpretada, há de estar relacionada ao que é antigo, espontâneo, preservado e reiteradamente retransmitido pelas gerações, de pais para filhos, e pelo tempo.

 

Portanto, os antigos e atuais vícios, a falta de culto aos valores morais e aos bons costumes dos gaúchos interioranos do Rio Grande, as invenções comerciais recentes, atuais e futuras, repletas de modismos mercadistas, temas urbanos e ofensivos à costumeira e tradicional moralidade da família interiorana do Rio Grande do Sul, das importações e integrações culturais impostas no âmbito do MTG Brasileiro, com a eventual e criminosa anuência, complacência, conivência e promoção de Órgãos pertencentes ao Sistema MTG Brasileiro organizado, nunca foi, não é e jamais poderá ser parte da típica e antiga Tradição Regional Gaúcha do Pampa do Rio Grande do Sul.

 

 

E se na Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense os usos e costumes regionais do Pampa do Rio Grande do Sul devem ter como lastro os valores morais e familiares forjados na campanha sul-rio-grandense, então os temas que envolvem os ambientes não familiares e dissociados da regional indumentária e da música regionalista-tradicional dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro podem até ser chamados de “gaúchos” - por extensão, por serem apenas regionalistas sul-rio-grandenses -, mas nunca serão Tradicionalistas Gaúchos nem parte da autêntica Tradição Gaúcha do Estado do Rio Grande do Sul, toda esta firmada no ambiente familiar e na moralidade dos campeiros do Pampa Sul-brasileiro.

 

Jarbas Lima, se estivesse referindo-se à centenária Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul certamente que esclareceria em artigo próprio que essa tradição não é paixão pelas ruínas dos usos e costumes regionalista-tradicionais, ou fidelidade à corrupção dos valores morais, propiciada pelos interesses dos mercados mercosur e country-texa-sertanejo;

 

que nem essa Tradição do Povo Gaúcho Brasileiro faz parte dos vícios ditados pelo mercado musical, da ditadura imposta às suas bandas nacionais e seus artistas gaúchos; que nem é da Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense os erros regionalista-tradicionais sul-rio-grandenses e as impropriedades tradicionalistas brasileiras, patrocinados pelos interesses estatais e privados do turismo, financiado por aqueles mercados e com o costado servil de um errante e desnaturado Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado;

 

diria Jarbas Lima, como tradicionalista e Conselheiro Benemérito do MTG do Rio Grande do Sul, que tudo isso não é nem Tradição do Rio Grande nem a Tradição da qual cuida o Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, mas uma inescrupulosa Corrupção Cultural do Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado do Rio Grande do Sul, pertencente ao Estado Sulino, aos Sul-rio-grandenses, ao Brasil e a todo o Povo Brasileiro! 

Ao MTG-RS, pergunta-se:

 

1) será que a sua tradição de Entidade Cultural Tradicionalista sem fins lucrativos está sendo observada, com o cumprindo do seu dever institucional previsto na sua Carta de Princípios e no seu Estatuto Social?

 

2) O MTG-RS, como instituição cultural preservacionista, observa a sua tradição de Órgão Tradicionalista Gaúcho Brasileiro e tem preservado, efetivamente, o Núcleo da Formação da Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense, constituído pelo Pampa Sul-brasileiro?

 

3) O MTG-RS realmente preserva, nas suas ações culturais tradicionalistas, o autêntico Patrimônio Sociológico-tradicional Gaúcho do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul?

 

4) O MTG-RS preserva, cumpre e faz cumprir a sua Carta de Princípios Tradicionalista, nas suas promoções e nos  Eventos Culturais vinculados ao Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado?

 

5) O MTG-RS, nas suas parcerias, promoções e atividades tradicionalistas, tem preservado a antiga e regional Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, os seus usos e seus costumes autênticos, retransmitindo-os preservados para as novas e futuras gerações de gaúchos brasileiros?

 

6) O MTG-RS tem feito, efetivamente, Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul?

 

A referida publicação teria sido mais uma dessas falácias – mentiras com aparência de verdade – patrocinadas pelos mercados interessados nas famigeradas e perseguidas flexibilizações da Filosofia de Atuação, dos objetivos e dos reais fins culturais do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, do qual o MTG-RS é o embrião?

Ou, ainda, parodiando Jarbas Lima, por acaso esses objetivos do Tradicionalismo não passariam de um sonho que alguns verdadeiramente Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros, dentro e fora do MTG, com muito esforço fazem tornar-se realidade, com honra, orgulho e sentimento terrúneo, em prol do verdadeiro e autêntico ato de se Fazer Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul? 


 

 

 

Domingo, 17 de janeiro de 2010

 

Os CTGs jogaram a toalha?

Rodeio de Soledade: tchê music na programação

Entre os dias 18 e 21 de fevereiro, Soledade promove o III Rodeio Internacional, que vai distribuir R$ 50 mil em prêmios na campeira e artística.

No sábado, a organização anuncia um "show-baile" com o Tchê Chaleira, que também não veste pilcha nos palcos.

Sei não, mas hoje dei uma passada no rodeio de Capivari. Bem organizado, aliás. Para este domingo, estava previsto por lá um show com a banda "tchê" Karaguatá.

Na quinta, revelamos a presença de Ivor Machado (que chegou a gravar uma música que fala em zona e put....) no rodeio de São José dos Ausentes.

É impressão minha ou os CTGs jogaram a tolha?  Estarão eles se rebelando contra o MTG? O que vocês acham?

Fonte: Blog Roda de Chimarrão

http://www.clicrbs.com.br/rodadechimarrao

OUTRAS PUBLICAÇÕES:

O presidente do MTG-RS, Oscar Gress, parabenizou os organizadores e disse que o Rodeio Internacional de Soledade já desponta entre os grandes rodeios do Estado.

Fonte: sítio Soledade on-line

http://www.soledade.com.br/principal.php?site=noticias&link=leia&id=942

Comissão divulga o III Rodeio Internacional de Soledade no ENART 2009

O Rodeio Internacional de Soledade está consolidado entre os grandes do Estado, conforme foi constatado no Evento, através de contatos com representantes do MTG - Movimento Tradicionalista Gaúcho, IGTF - Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, representantes do setor artístico (invernadas artísticas e individuais), patrocinadores, apoiadores e expositores.

http://www.rodeiosoledade.com.br/web/index.php?menu=news&id=245

Fonte: sítio Rodeio Soledade

O RESULTADO CULTURAL TRADICIONALISTA GAÚCHO BRASILEIRO DO  III RODEIO INTERNACIONAL - E NÃO CRIOULO DA TRADIÇÃO DO RIO GRANDE -, DE SOLEDADE-RS:

1) Constates a presença do Vice-presidente de Eventos do MTG/RS no III Rodeio Internacional de Vacaria e os fortes indícios do carácter político-eleitoreiro do evento:

http://wp.clicrbs.com.br/mtg/2010/02/21/abertura-oficial-do-rodeio-de-soledade/?topo=52,1,1,,191,e191

2) Leias a Nota de Esclarecimento do Presidente do MTG/RS a respeito da participação das Bandas Tchê Chaleira e Tchê Barbaridade, no Rodeio Internacional de Soledade:

http://wp.clicrbs.com.br/mtg/2010/02/24/nota-de-esclarecimento-2/?topo=52,1,1,,191,e191

3) A presença das Gineteadas Comerciais, importadas, Garupa Sureña, Basto Aberto e outras, com indumentárias que desrespeitam as Diretrizes do MTG/RS para o uso da Pilcha Gaúcha dos Campeiros do Rio Grande do Sul e a prática do crime de maus tratos aos animais:

http://www.soledade.com.br/principal.php?site=noticias&link=leia&id=1041

4) O melhor da Tchê Music, da Música Gauchesca, Nativista e Sertaneja, não tradicionalistas, por não corresponderem aos ritmos, compassos e conteúdos relacionados à Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul:

http://www.soledade.com.br/principal.php?site=noticias&link=leia&id=1040

 

 

bombachalarga.org

 

NA LUTA PELA PRESERVAÇÃO DAS AUTÊNTICAS TRADIÇÕES DO POVO GAÚCHO SUL-BRASILEIRO!


Blog EntryJan 4, '10 10:06 AM
by José Itajaú for everyone

RS BLOGS

 

Sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Escândalos e mais escândalos

 

A Assembléia Legislativa é palco agora de um novo escândalo: o dos funcionários fantasmas. São 29 servidores que exonerados, mesmo assim continuavam a receber salário. No total, o rombo chega a 2,2 milhões de reais. O presidente Ivar Pavan (PT) estufa  o peito ao anunciar que irá cobrar dos acusados o prejuízo causado aos cofres públicos.

Mas se encolhe toda a vez que é chamado a explicar outro escândalo revelado este ano: o de que deputados recebem diárias para dormir em casa, em suas casas no interior. Ele próprio, inclusive. Ou seja, entra presidente, sai presidente, e os escândalos continuam na casa do povo.


Postado por Giovani Grizotti às 06h18

 

Quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Savaris também foi assessor na Assembléia

 

Principal aliado de Gress no MTG e apoiador de punições a quem descumpre regras da tradição gaúcha, o presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF,) Manoelito Savaris, foi cauteloso ao comentar as denúncias.

- Se ele cumpria ou não horário na Assembléia eu não tenho conhecimento. Ele não roubou, ele não cometeu crime, declarou o dirigente do IGTF, órgão vinculado à secretaria estadual da Cultura.

Savaris, que foi simultaneamente assessor na Assembléia e presidente do MTG na gestão anterior a de Gress, disse que não via incompatibilidade entre as duas funções e que cumpria metade do expediente legislativo no gabinete e o restante em atividades externas.


Postado por Giovani Grizotti às 17h30

 

Quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
MP investigará presidente do MTG

  • Gress será investigado Foto: Divulgação/MTG

    A assesssoria de imprensa do Ministério Público acaba de informar que a promotoria de Defesa do Patrimônio Público vai investigar a denúncia de que o presidente do MTG, Oscar Gress, recebia salário sem trabalhar na Assembléia Legislativa. Será apurado se houve ato crime de improbidade administrativa.

  • Ele demitido foi hoje do cargo que ocupava no gabinete do deputado Jerônimo Gorger (PP). A decisão foi tomada pelo parlamentar tão logo foi informado de que a RBSTV levaria ao ar uma reportagem mostrando que Gress recebia salário sem cumprir horário no gabinete.

  • Na reportagem exibida hoje no Jornal do Almoço, foi constatado que o tradicionalista costumava permanecer na sede do MTG, em Porto Alegre, de segunda à sexta, pela manhã e à tarde. Em gravação divulgada pela reportagem, Gress chegou a admitir que poderia ser encontrado no local também “à noite”. Na Assembléia, ele recebia R$ 1.655,00 reais por mês, além de vale alimentação de R$ 303,00.

  • O tradicionalista e militar aposentado da Brigada Militar foi contratado em março de 2007, dois meses após assumir a presidência do Movimento. A reportagem mostrou ainda que entre os meses de setembro e outubro, a convite do governo chinês, Oscar Gress viajou para acompanhar a invernada de danças do CTG Aldeia dos Anjos, de Gravataí, que fez turnê de 40 dias pelo país asiático. Da China, Gress enviou fotos que foram publicadas pelo site do movimento tradicionalista. Durante esse período, ele recebeu salário normal no legislativo.

  • O deputado Jerônimo Gorgen disse que a viagem do assessor foi autorizada pela mesa diretora da assembléia e que contratou Gress para “ajudar o MTG”. Mas diante das denúncias, decidiu demitir o tradicionalista, que poderá ser recontratado após deixar a presidência do MTG. 

  • Durante os últimos três anos, a gestão de Gress no Movimento foi marcada por decisões duras contra as entidades filiadas que não se adequavam às regras tradicionalistas. Em dezembro de 2007, o CTG Rancho da Integração, de Vacaria, foi suspenso por 30 dias porque duas jovens foram flagradas de minissaia durante show na entidade.

  • Em maio de 2008, comandou um boicote do MTG ao Rodeio Internacional de Osório, que promoveu um show de forró durante o evento, ameaçando punir os centros de tradições que participassem do rodeio. Outra declaração polêmica aconteceu em outubro do mesmo ano. Na época, Gress declarou, em entrevista ao programa Conversar Cruzadas, da TVCOM, que preferia “morrer” a ver um homossexual freqüentando um CTG. Há pouco, o MTG publicou uma nota sobre o assunto, através de seu blog.
    Postado por Giovani Grizotti às 15h06

  • Quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

  • Presidente do MTG é demitido da Assembléia

  • Gress na China: demitido Foto: Divulgação/ MTG

    Presidente do MTG, Oscar Gress, é funcionário, mas não cumpre horário na Assembléia Legislativa gaúcha. Ele recebe mil e 655 reais por mês como assessor parlamentar. Ao tomar conhecimento da denúncia, o deputado Jerônimo Gergen decidiu demitir o tradicionalista, contratado desde março de 2007, dois meses após assumir a entidade.

  • Na sede onde funciona o Movimento Tradicionalista Gaúcho na capital, gravação com câmera escondida mostra uma funcionária confirmando que Gress está diariamente no local, de manhã e à tarde. O presidente do MTG também admitiu, em gravação telefônica, que passa a "manhã, tarde e noite" na entidade.

  • Entre os meses de setembro e outubro, a convite do governo chinês, o presidente do MTG viajou para acompanhar a invernada de danças de um CTG de Gravataí, que fez turnê de 40 dias pelo país asiático. Da China, Gress enviou fotos que foram publicadas pelo site do movimento tradicionalista. Durante esse período, ele recebeu salário normal no legislativo.

  • O deputado Jerônimo Gorgen disse que a viagem do assessor foi autorizada pela mesa diretora da assembléia e que contratou Gress para ajudar o MTG. Mas diante das denúncias, decidiu demitir Gress, que até agora, não se aceitou gravar entrevista. Limitou-se a dizer que seria um "assessor externo" do deputado.

  • Postado por Giovani Grizotti às 14h17

  •  

  • Sábado, 19 de dezembro de 2009
    Imprensa é barrada no encontro do MTG

  • Hoje, jornalistas tentaram fazer a cobertura do encontro de coordenadores do MTG, em Caxias do Sul. Foram literalmente barrados. É a lei Ricúpero: esconde-se o que é ruim, fatura-se o que é bom.

  • Em tempo: acompanhe aqui no blog, na próxima semana, novidades sobre certos integrantes do MTG e seus aliados.

  • Sábado, 26 de dezembro de 2009

  • Verba da LIC bancou livro de Savaris

  • Livro polêmico Foto: Reprodução

    Na coluna Roda de Chimarrão, no Diário Gáúcho, de hoje:

    Mesmo sem autorização, o livro "Nossos Símbolos, Nosso Orgulho" foi financiado parcialmente com verba da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Editada pelo presidente do IGTF Manoelito Savaris, a obra recebeu recursos liberados para a Semana Estadual do Folclore 2007.

    A irregularidade constatada pela coordenação da LIC é que o projeto previa um livro sobre o evento em si, e não sobre os símbolos do Rio Grande. O presidente do IGTF afirma ter devolvido à LIC R$ 3.200,00 do próprio bolso, em fevereiro deste ano.

    "Com a sua realização, entendemos que mais do que documentar o evento poderíamos aprofundar o assunto que compuseram aquela Semana para o Folclore", afirma o tradicionalista.

    Postado por Grizotti às 19h13


  • Blog EntryDec 20, '09 6:06 PM
    by José Itajaú for everyone
     
    Que o Divino Tropeiro Jesus,
    Posteiro da Humanidade,
    Te concedas uma ponchada
    de Paz, Amor e Amizade!


    Um
    FELIZ NATAL GAÚCHO
    e um
    ANO NOVO
    repleto de saúde, felicidades e realizações!
     
    São os votos do Bombacha Larga e do ONTGB
    aos prezados amigos visitantes e suas digníssimas famílias!

     

    NATAL GAÚCHO
                                           José Itajaú Oleques Teixeira

    No meu Natal de gaúcho
    evitarei imposições
    que contrariam tradições
    de um nascimento sem luxo,
    de Quem aguentou o repuxo
    pra salvar a Humanidade;
    não festejarei com a vaidade
    mais um Seu aniversário;
    se a neve lá é ordinário,
    aqui soa falsidade!
     
    Vou me apartar da pujança
    e não vou trocar presentes,
    mas ajudar aos carentes
    com um pouco de esperança;
    ao Menino Jesus criança
    presentearei nesse intento
     com o sagrado mandamento,
    pois só a materialidade,
    sem espiritualidade,
    é negar Seu ensinamento!
     
    No meu preito musical
    não quero a melancolia
    das músicas próprias do Dia;
    no meu clima de Natal
    vou preferir o regional
    a qualquer ritmo estrangeiro;
    vou festejar bem faceiro
    o Aniversário de Cristo.
    Por isso, nisto eu insisto:
    o meu será o som campeiro!
     
    Obrigado é pau de arrasto,
    já diz o velho ditado;
    no Seu dia abençoado
    das incoerências me afasto;
    não seguirei o nefasto,
    pois sou gaúcho e existo.
    Por isso, também insisto:
    no meu Natal de Gaúcho
    a mesa campeira sem luxo
    é o meu presente pra Cristo!
     
    Na minha ceia campeira
    o arroz e o feijão preto,
    a carne gorda no espeto,
    na vaza da carneadeira;
    frango caipira na assadeira,
    peixe assado com pirão;
    na volta um bom chimarrão,
    para aliviar a fastia,
    porque não interessa a iguaria,
    o que vale é a intenção!
     
    Por isso eu me liberto
    desses costumes impostos;
    e os procedimentos propostos
    são pendentes para o certo.
    É com o coração aberto
    que este "boi de tropa" berra;
    e o seu mugido encerra
    um grito de liberdade,
    pra que tenhamos, campo e cidade,
    um Natal da Nossa Terra!

    José Itajaú Oleques Teixeira
    ONTGB
    Brasília-DF, Natal/2009

    Blog EntryNov 29, '09 9:04 AM
    by José Itajaú for everyone
     
    Cachoeira do Sul-RS - ANO 81 - Nº 129 - Edição de sábado e domingo, 28 e 29 de novembro de 2009
    84 grupos de dança participam da mais esperada disputa do festival

     
    TRADICIONALISMO
    Final de semana de muita dança no Fegaes

    PATRÍCIA LOSS

    1.640 estudantes de 84 grupos de dança serão os destaques deste final de semana do Festival Gaúcho Estudantil (Fegaes), evento que iniciou sexta-feira e segue até domingo, no parque da Fenarroz. Os primeiros dançarinos a se apresentarem subirão ao palco às 18h de sábado e os espetáculos continuarão até as 23h. No domingo os concursos de dança iniciarão às 7h40min e só terminarão à noite, por volta das 22h. Na sequência acontecerá o anúncio e a premiação dos vencedores.
     
    No primeiro dia de Fegaes, nesta sexta-feira, as competições aconteceram entre peões e prendas nas categorias infantil, mirim, juvenil e adulta. As provas foram realizadas no CTG José Bonifácio Gomes em uma tarde bastante quente, com os termômetros marcando mais de 30 graus. Para se refrescar, os competidores fizeram o teste escrito munidos de garrafas de água e leque. Devido ao calor, uma equipe de três técnicos em enfermagem permaneceu no CTG durante todo o concurso para socorrer supostos competidores que passassem mal, porém, eles não precisaram agir.
     
    GRATUITO - A coordenadora-geral do Fegaes, professora Vera Balardin, destaca que o acesso ao evento é gratuito. Ela acrescenta que serão disponibilizados seguranças e serviços em saúde (para casos de emergência) também sem custos, bem como estacionamento. Quem quiser passar o dia assistindo às apresentações não precisa levar alimentos de casa, pois haverá bares servindo lanches, refeições e bebidas. Foi Vera quem fez a abertura do festival, sem pompa e nem presença de autoridades, apesar de terem sido convidados. O discurso de boas-vindas durou menos de cinco minutos.
     
    Lucas Oliveira, de Rio Pardo, busca o bicampeonato na categoria peão adulto, concurso que ele venceu em 2005
     
    Prenda Manoela Soares, de Cachoeira do Sul, se abana com um leque para amenizar o calor no CTG
     
    Vera Balardin na abertura do Fegaes 2009
     
    Técnicos em enfermagem prontos para
    socorrer os competidores e o público
    Importante
    A Rede de Supermercados Imec é a primeira patrocinadora do Fegaes via Lei de Incentivo à Cultura (LIC). A confirmação saiu nesta sexta-feira, mas o valor ainda não foi decidido.
     
    PARA SABER MAIS  
    Programação do Fegaes
    NESTE SÁBADO
    8h30min - Solista vocal masculino e feminino
    9h - Gaita tecla e declamação
    10h - Gaita ponto
    11h - Conjunto instrumental e instrumentista
    14h - Dupla regionalista e xote figurado
    15h30min - Declamação
    16h - Conjunto vocal e chula
    18h - Grupos de dança e canção inédita
    23h - Encerramento
     
    NESTE DOMINGO
    Das 7h40min às 23h - Grupos de dança
    FONTE: Fegaes

    Obs.: Matéria publicada pelo sítio ONTGB, ainda que a mesma encontre-se limitada aos leitores cadastrados no Jornal do Povo, de Cachoeira do Sul-RS, em nome da democracia da informação e da difusão das ações tradicionalistas de culto, zelo, defesa, preservação e adequada divulgação das autênticas Tradições dos Gaúchos Campeiros do Estado do Rio Grande do Sul. 

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    DESABAFO DE RUBENS STAUMEISTER: UM TRADICIONALISTA DE QUARAÍ
    Prenda Muriel Lopes - Cachoeira do Sul-RS
    Foto: JP
     
    Ao amigo, uma charla.

    Grande companheiro de luta pela causa tradicionalista. Gostaria de expor a ti o "engasgo" da Semana farroupilha deste ano de 2009 e meus recuerdos dos tempos de guri.

    Aqui na região da campanha, mais especificamente na cidade de Quaraí e todas as cidades que pertencem à 4ª Região Tradicionalista do MTG/RS, o descaso e a ganância tomaram conta dos nossos “Templos de Cultura”, tudo validado por uma Coordenadoria permissiva e inconsequente, que permitiu bombachinha feminina nos salões, boinas, tênis ou qualquer outro tipo de desmande e desrespeito pelo Tradicionalismos Gaúcho, sem qualquer tipo de punição para as entidades envolvidas.

    Para completar, ameaçou de punição toda a entidade que permitisse que suas prendas desfilassem de vestido no Dia Vinte. Sem falar no oba-oba das Bandas “Gaúchas”, como Banda Farra, Banda Suwingueira, Balanço do Tchê, Julian e Juliano, e por ai a fora.

    É, meu amigo! Realmente, o princípio do fim do puro Tradicionalismo Gaúcho está próximo. A gurizada que está ingressando, agora, em plena formação de seu caráter tradicionalista, vai acabar pensando que tudo é permitido, que não existem regras. Não vão saber diferenciar uma Boate de um Centro de Tradições Gaúchas.

    Nossas entidades estão formando verdadeiros maxixeiros, forrozeiros, sertanejos, pagodeiros, qualquer outra coisa, menos fandangueiros gaúchos sul-brasileiros.

    Fico penssando no meu filho, tão novo ainda. O que ele deve esperar dos futuros “patrões” de nossos CTGs? Será que o respeito pela tradicional imagem do gaúcho vai perder-se diante de tanta falta de zelo pela cultura de um povo, reconhecida como única no mundo?

    Ainda lembro do CTG Gaudêncio Conceição, de Quaraí, nos tempos do Patrão Tério Paiva (em memória), do Patrão Orestes Magalhães, grandes defensores de nossa tradição. Tempo do respeito e da cortesia com os mais idosos, do valor que tinha uma verdadeira prenda; tempos em que taura nenhum adentrava em um Templo do Tradicionalismo sem estar devidamente pilchado, e sóbrio. Tempo em que as prendas sorriam, com verdadeiro entusiasmo, ao recepcionar um visitante; tempo em que o patrão, pessoalmente, ia de mesa em mesa apertar a mão dos convidados; tinha aquele ar familiar, que há muito não vejo.

    Hoje, tu entras em um CTG e vês uma fábrica de fazer dinheiro, em pleno funcionamento; os conjuntos mandando muita música sertaneja; as mesas lotadas de gurizada e borrachos; e é muito raro ver uma família junta, sentada, com todos pilchados.

    Para não me alongar muito, esse é apenas um desabafo meu. Espero que o amigo não me leves a mal. Só gostaria de dividir com o amigo esta charla.

    Meu fraterno abraço!

    Rubens Staumeister: um fronteiro.

    * Comunicação encaminhada por Ademir Canabarro, o Mangrulho do ONTGB no Sul do Brasil!  


    Desfile Farroupilha 2009

    Porto Alegre - RS

    Foto: Ronaldo-Bernardi

     

    TRADIÇÃO NUNCA ADMITE AS IMPOSIÇÕES INDIVIDUAIS!

     

    É cediço que o Povo Gaúcho Sul-brasileiro, por pertencer à América Portuguesa, não tem a mesma formação dos demais povos da América Espanhola, não compartilhando, portanto, nem do mesmo folclore nem de inúmeros outros aspectos culturais regionalista-tradicionais pertencentes aos países sul-americanos vizinhos. E dentro das suas peculiaridades regionais, no que se refere à indumentária tradicional de sua Terra, os Gaúchos do Sul do Brasil possuem as suas particularidades próprias, específicas e bem definidas.

     

    Na Tradição dos Gaúchos Brasileiros, conforme pode-se verificar na literatura  nacional, a cor preta sempre esteve restrita aos casos de luto e as cores fortes, vivas, vibrantes, contrastantes, berrantes, como a vermelha, a azul, a verde, a amarela, a laranja, e outras, não são tradicionais dos gaúchos campeiros do Rio Grande do Sul, pois essas não foram repassadas de pais para filhos, pelo tempo, de forma espontânea e contínua, até os dias de hoje, pelos comedidos interioranos sul-rio-grandenses. Assim, por não pertencerem as cores escuras e vivas à Tradição Campeira dos Gaúchos do Rio Grande do Sul, o uso delas no âmbito do MTG Brasileiro é de ser considerado como uma grande incoerência regionalista-tradicional sul-rio-grandense e uma grave impropriedade tradicionalista gaúcha brasileira.


     Pilcha não tradicional do Rio Grande do Sul

    Por consequência, se um sul-rio-grandense não gaúcho ou um turista, brasileiro ou não, ao assistir um Desfile Farroupilha, ao adentrar um Centro de Tradições Gaúchas ou qualquer outra Entidade Tradicionalista filiada ao MTG Brasileiro organizado, perguntar o motivo dessas cores pretas e fortes, presentes na Pilcha Gaúcha dos Tradicionalistas Brasileiros, o mesmo deveria receber como resposta mais indicada ao seu questionamento a seguinte explicação: as cores pretas e fortes encontradas  naqueles ambientes e eventos tradicionalistas são do uso de alguns modistas, não dos Tradicionalistas Gaúchos do Brasil, uma vez que Tradicionalistas são os que prezam muito a Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul; aqueles que respeitam a Filosofia de Atuação, os Estatutos Sociais, as Diretrizes Culturais,  os objetivos, os fins culturais do MTG Brasileiro, dentre eles o da preservação da autenticidade da regional e genuína indumentária tradicional dos gaúchos do interior do Rio Grande do Sul, e o necessário repasse dela, preservada, para as novas e futuras gerações, por Tradição. Já no que se refere aos modistas, das grifes vendidas pelo mercado musical, mercosurista, country-texa-barretano, o que eles estão a prezar são as suas preferências pessoais, as modas que o mercado lhes impõe, sobrepondo seus gostos particulares à autenticidade de um Bem Público e pertencente ao Estado Sulino, aos Sul-rio-grandenses, ao Brasil e a todo o Povo Brasileiro, constituído pela Cultura Regionalista-tradicional dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Estado do Rio Grande do Sul.

    Evidentemente que o fato social regionalista sul-rio-grandense do uso tradicional das cores sóbrias e claras, constatado e suficientemente registrado na literatura sul-rio-grandense, por fazer parte da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul, não poderia deixar, jamais, de figurar, como realmente acontece, nas Diretrizes Culturais do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, por ser essa uma exigência do Patrimônio Sociológico-tradicional do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense e da própria Filosofia de Atuação do MTG Brasileiro organizado, estampada na sua Carta de Princípios Tradicionalistas.

     

    E não é por outro motivo que essa Carta de Princípios do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, no seu artigo VI, assenta, como um dos objetivos do MTG, suas Entidades Culturais e seus Tradicionalistas filiados, que todos devem preservar o nosso patrimônio sociológico representado, principalmente, pelo linguajar, vestimenta, arte culinária, forma de lides e artes populares.

     

    A recomendada preservação da Vestimenta Típica e Tradicional dos Gaúchos do Rio Grande do Sul está, igualmente, agraciada em um outro princípio tradicionalista gaúcho brasileiro. A Carta Tradicionalista, no seu artigo XX, estabelece à Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha - CBTG, seus MTGs filiados,  respectivas Entidades Tradicionalistas associadas e públicos internos que todos devem zelar pela pureza e fidelidade dos nossos costumes autênticos, combatendo todas as manifestações individuais ou coletivas, que artificializem ou descaracterizem as nossas coisas tradicionais.

     

    Assim, se a Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense integra o Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul, deve ser ela zelada e conservada o mais fielmente possível na sua pureza. Por isso, não há qualquer dúvida de que a indumentária tradicional dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul é de ser respeitada nas suas peculiaridades regionais sul-rio-grandenses, como, por exemplo, no tocante à sua sobriedade, simplicidade; às suas cores claras, amenas, conforme dita a verdadeira, a autêntica e regional Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense.

     

    Dessa forma, é de ser respeitada, também, a legislação estadual sul-rio-grandense, mais especificamente a lei nº 8.813, de 10 de janeiro de 1989, que oficializa como Traje de Honra e Oficial, de uso preferencial em todo o Estado do Rio Grande do Sul, para ambos os sexos, a indumentária denominada PILCHA GAÚCHA. Estabelece a referida lei que será considerada Pilcha Gaúcha somente aquela que, com autenticidade, reproduza com elegância a sobriedade da nossa indumentária histórica, conforme os ditames e as diretrizes traçadas pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho; e, ainda, que A ‘Pilcha Gaúcha’ poderá substituir o traje convencional em todos os atos oficiais públicos ou privados realizado no Rio Grande do Sul.


    Pilcha não tradicional dos Gaúchos

    do Rio Grande do Sul

     Foto: semanafarroupilha.com.br

     

    Portanto, em atenção a uma determinação legal do Estado Sulino Brasileiro, a Pilcha Gaúcha do Rio Grande do Sul, a ser ostentada em todos os momentos do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro e em quaisquer outros atos, públicos ou privados, é a que consta das Diretrizes do MTG-RS. E nelas está, de forma clara, cristalina, que as cores da camisa do gaúcho brasileiro são as sóbrias, claras ou neutras, preferencialmente as brancas, evitando-se, sempre, as cores agressivas e contrastantes.

     

    ORIENTAÇÕES TRADICIONALISTAS PARA O USO CORRETO DA PILCHA GAÚCHA DO RIO GRANDE DO SUL


    PERGUNTA-SE: será que as cores pretas, vermelhas, azuis, verdes, amarelas, laranjas, roxas, rosas, e outras incompatíveis com a autenticidade da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul, há muito vistas no âmbito do MTG Brasileiro organizado, nos seus Centros de Tradições Gaúchas e demais Entidades Tradicionalistas filiadas, em Eventos do Tradicionalismo, como Rodeios Crioulos, Semanas Farroupilhas, Desfiles do Dia 20 de Setembro, Cavalgadas Tradicionalistas, Fandangos Tradicionalistas, e outros, e até em obras literárias recentes, estariam de acordo com a verdadeira Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul? Será que o uso de boinas coloridas, alienígenas, e dos chapéus chaparral, brancos, ou country, de copa alta e abas laterais viradas, no interior dos salões dos CTGs e, inclusive, no ato de dançar, estariam conforme a autêntica Tradição dos Gaúchos Sul-rio-grandenses e as Diretrizes Culturais do próprio MTG Brasileiro? E os usuários daquelas cores pretas, fortes, contrastantes, e desses apetrechos estranhos à Tradição Regional Gaúcha Sul-rio-grandense, seriam eles, realmente, Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros, a Fazerem Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul?

    1.1 BOMBACHA - com ou sem favos, com largura da perna coincidindo com a largura da cintura, de forma que a caracterize como bombacha (calça larga), e não como uma calça;

     

    1.2 CAMISA – com tecidos preferencialmente de algodão, tricoline, viscose, linho ou vigela, microfibra não transparente, oxford; no padrão liso ou riscado discreto; com cores sóbrias, claras e neutras, de preferência a branca, evitando-se as cores agressivas e contrastantes;com gola social atual e abotoada na frente, em toda a sua extenção, com punho ajustado por botões; e mangas longas, para as ocasiões sociais ou formais, como festividades, cerimônias, fandangos, concursos, etc.; podendo ser de mangas curtas para atividades de serviço, lazer e situações informais, sendo vedado o uso de camisas de cetim ou estampadas; as camisetas de malha ou camisas de gola pólo são para as situações informais e não representativas, podendo usar distintivo da Entidade, RT ou MTG, mas devem atender à sobriedade e às mesmas cores tradicionais previstas para a camisa de mangas longas; portanto, não faz parte da Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense a camisa xadrez, quadriculada, nem a de cor preta, escura, vermelha, azulão, azul clara viva, verdão, verde clara viva, verde-limão, laranja, amarelão, pastelão, e outras que não as sóbrias, claras e não contrastantes;

     

    1.3 LENÇO - no caso do uso com algum tipo de nó, com a medida de 25 cm a partir deste, nas cores vermelha, branca, azul, verde, amarela, ou carijó nas cores supra citadas ou em marrom ou cinza;

     

    1.4 GUAIACA - tendo de uma a três guaiacas, com uma ou duas fivelas frontais, ou de couro cru, sempre com uma ou duas fivelas frontais, devendo ter no mínimo 7cm de largura;

     

    Uruguaiana-RS

     

    1.5 CHAPÉU - de feltro ou pelo de lebre, com abas a partir de 6 cm e com a copa de acordo com as características regionais (Obs. do ONTG: o chapéu da Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul é aquele originado na região do Pampa Sul-rio-grandense, não o que os birivas trouxeram, para a Serra, do Estado de São Paulo, ou seja, os de abas laterais viradas e aba frontal caída nos olhos);

     

    1.6 BOTAS - De couro liso, nas cores preta, marrom (todos os tons: baia, pinhão, ctc.) ou de couro sem tingimento, sendo vedado o uso de botas brancas; as botas “garrão de potro” são utilizadas, exclusivamente, com trajes de época; a altura do cano varia de acordo com a região, indo, normalmente, até o joelho (a mesma observação feita serve para este tópico);

     

    1.7 COLETE - o uso do paletó poderá dispensar o colete; o modelo é o tradicional, ou seja, com o mesmo tecido e cor das bombachas, podendo ser tom sobre tom; de uma cor só, sem mangas, sem gola e com comprimento até a altura da cintura, o colete pode ser abotoado na frente, tendo a parte posterior (as costas) de tecido leve, ajustado com uma fivela (assim, coletes texanos e outros que não atendem a essas orientações não são da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul, especialmente aqueles que apresentam cores totalmente dissociadas da cor das bombachas).

     

    Fonte para consulta: Diretrizes para a Pilcha Gaúcha, do MTG/RS

    http://www.mtg.org.br/DIRETRIZES_PILCHASeENCILHAS.pdf

     

    2.1 BOMBACHA: os seus únicos "enfeites", naturais e discretos, são os tradicionais favos ou ninhos de abelhas, feitas com as pregas das laterais; as cores podem ser claras ou escuras,  evitando-se o uso da cor preta (luto) ou branca;

     

    2.2 GUAIACA: cinta larga, variando a largura; de couro curtido,  possuindo bolsa traseira para notas e bolsas menores para moedas e relógio; pode ser lisa ou lonqueada, e as suas cores não devem conter aberrações; com uma ou duas fivelas;

     

    2.3 CAMISA: preferencialmente, de uma só cor; com mangas compridas, evitando-se as coloridas, listradas ou enxadrezadas;  aconselha-se o uso de camisas brancas ou de cores claras e neutras, com colarinho e botões;

     

    2.4 BOTAS: devem ser simples, de cor preta ou marrom; de fole formado naturalmente, jamais, porém, usar botinhas de cano curto, enfeitadas com fivelas de metal ou outros adereços;

     

    2.5 LENÇO:  colorado ou branco são os mais tradicionais, e o preto só para as ocasiões de luto; deve ser usado sempre dobrado, evitando-se usar lenços esparramados sobre os ombros; usá-lo atado no pescoço, com nós comuns e discretos, como é o gaúcho interiorano sul-rio-grandense;

     

    2.6 CHAPÉU: de abas largas ou médias, de copa baixa e no estilo normal; de feltro e em cores sóbrias e mais escuras que claras que mostrem seriedade, sendo totalmente condenável o uso do chapéu com cinta em volta da copa, em cores contrastantes (Obs. do ONTG: o chapéu branco, especialmente o chaparral vendido pelo mercado country-sertanejo, com abas laterais viradas para cima e aba frontal caída sobre os olhos não é da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul;

     

    2.7 BOINA: é do uso dos gaúchos da fronteira, com bombachas, faixa e alpargatas;

     

    2.8 ALPARGATAS: o seu uso é caseiro e própria da fronteira, como sapato ou mesmo chinelo;

     

    Fonte para consulta: Indumentária Gaúcha, da CBTG

    http://www.cbtg.com.br/_sitio/diversos/mostra.php?tipo=Artigos&cod=18

     

    O Movimento Tradicionalista Gaúcho do Paraná, como órgão máximo de representação e de disciplinação do comportamento tradicionalista, recomenda o que segue como uso adequado das "Pilchas Gaúchas", sem pretender ferir a liberdade individual das pessoas, nem sua sensibilidade estética nem suas heranças sócio-culturais e econômicas, porém visando uma consciência tradicionalista do uso correto e adequado da "Pilcha Gaúcha".

     

    O presente "Manual das Pilchas Gaúchas" está transcrito baseado no adotado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho - RS, nos termos da lei 8.813, de 10.01.89, do Deputado Estadual (RS) Algir Lorenzon; e em recomendações referendadas pelo 23º, 34º, 38º, 43º e 44º Congressos Tradicionalistas do Rio Grande do Sul, e nas contidas na COLETÂNEA DA LEGISLAÇÃO TRADICIONALISTA – 1999, do MTG-RS.

     

    3.1 BOMBACHA E O VESTIDO DE PRENDA - a bombacha é um traje histórico, que revela a imagem do homem gaúcho e é a marca exclusiva da sua identidade. A mulher sempre deixou evidente sua preocupação em estar bem vestida, para tornar-se bela e ser admirada. Acrescenta-se à indumentária feminina artifícios da moda, que se tornam funcionais e ressaltam a beleza original. Mesmo considerando as diferentes estações climáticas, situações de uso e idades, para que se evitem os exageros propomos as seguintes orientações:

     

    3.2 PILCHA GAÚCHA FEMININA – PARA MOÇAS E SENHORAS

     

    O TRAJE GAÚCHO OFICIAL PARA MOÇAS E SENHORAS é o Vestido de Prenda ou Saia e Casaquinho; o vestido é de uma ou duas peças, com a barra da saia no peito do pé, podendo ser godê, meio-godê, em panos, em babados ou evasês, com cortes na cintura, caderão ou corte princesa, atentando para a idade e estrutura física; com mangas longas, três quartos ou até o cotovelo, podendo ser lisas ou levemente franzidas (não bufantes), com aplicações de fitas, bordados, babadinhos ou similares, sem exagero, no máximo duas aplicações; geralmente sem decote, admitindo-se, no máximo, um leve decote, com ou sem gola, sem expor os ombros e os seios e sem contrastar com o recato da mulher gaúcha da campanha sul-rio-grandense; se com golas, estas podem ser arredondadas, sobrepostas, tipo paletó, padre, com ou sem detalhes, mas sempre sem exageros; podendo ter enfeites, como rendas, apliques, bordados, passa-fitas, gregas, fitilhos, fitas, viés, babadinhos lisos ou estampados miúdos, plissês, creches, botõezinhos forrados, nervuras ou favos; nunca sobrecarregando a fim de se evitar a desfiguração dos modelos, evitando-se, também, a decoração com tecidos aplicados ou trabalhados com fitas, que formam pontas de lanças e ondas, optando-se pelos motivos florais, os quais compõem a tradição gaúcha; com tecidos lisos, estampados miúdos, xadrez miúdo, petit-pois, riscado discreto, de acordo com as estações climáticas, não sendo permitidos os tecidos transparentes sem forro, slinck e similares, os tecidos brilhosos (lamê, lurex e outros para uso à noite, em festas não-tradicionais), e os tecidos em cores contrastantes, chocantes ou fosforescentes; com saia de armação discreta e leve, na cor branca (evitando-se, sempre, o efeito “repolhão”); podendo conter babados, concentrados no rodado da saia, diferindo da indumentária típica baiana; com cores de acordo com a sincronia, a idade e o momento do uso, evitando-se as cores contrastantes, chocantes e fosforescentes, assim como o preto (só para o luto), sendo que a cor branca fica convencionada somente para o uso das noivas e debutantes; e nunca a prenda gaúcha deve usar combinações com as cores da bandeira do Rio Grande do Sul; com BOMBACHINHA branca, de tecido leve ou rendada, a cobrir os joelhos; e meias longas, brancas ou beges, para moças e senhoras; podendo as prendas mais veteranas usar meias de tonalidades mais escuras; com sapatos (sapatilhas) pretos, brancos ou beges, permitido o salto 5 (cinco) ou meio salto, sempre com tira por sobre o peito do pé, abotoando do lado de fora.

     

    TRADIÇÃO NÃO SE INVENTA: SE CULTUA E SE VIVE!

     

    3.3 AS RECOMENDAÇÕES PARA O USO DA INDUMENTÁRIA DA PRENDA GAÚCHA, EM DIFERENTES OCASIÕES:

     

    3.3.1 Ocasiões Formais - o uso da indumentária, pelas moças e senhoras em ocasiões cerimoniosas e formais, nos eventos tradicionalistas e outros segmentos sociais, merece especial atenção. Para tais momentos use, sempre, manga longa ou três quartos (até 10 cm acima do pulso) e comprimento ao peito do pé. Priorize o modelo, a cor e o tecido conforme a importância do evento e o seu grau de envolvimento. São aconselháveis os tecidos mais nobres, tais como as sedas, crepes, broderis, veludos, chamois e outros, todos em consonância com a estação climática.

     

    São exemplos de ocasiões especiais: bailes, casamentos, atos solenes, apresentações, desfiles, etc.

     

    3.3.2 Ocasiões Informais - nas situações do dia-a-dia do Tradicionalismo, tais como, reuniões, visitas a asilos, creches, escolas, etc, vendas de ingressos, divulgação de eventos, panfletagens, acampamentos, serviços no CTG e nos rodeios, a prenda deve usar modelos, cores e tecidos mais simples. No verão, use um vestido com leve decote, manga levemente acima do cotovelo e comprimento até o tornozelo, sem armação, ou, ainda, uma saia e blusa, priorizando a leveza, a simplicidade e o bom gosto.

     

    3.3.3 Uso para cavalgar, festas campeiras e rodeios - capa sobre o tradicional vestido; bombacha feminina, abotoada ao lado, sem bragueta e sem favos, blusa manga curta ou longa, com enfeites, fichú trespassado, botas ou botinhas, chapéu com fitas e flores, usado à época da fundação do 35 CTG; bombacha feminina, fraque - casaquinho abotoado na frente -, blusa com jabô, chapéu com fitas ou flores, botas ou botinhas;

     

    3.3.4 Diretrizes para a Indumentária das Prendinhas:

     

    3.3.4.1Prendas Mirins - o Vestido das Prendinhas Mirins deve ser de uma só peça, com a barra da saia 5 a 6 cm acima do tornozelo ou, no máximo, até a meia-canela, adequando-se à idade e à altura; podendo ser godê, meio godê, franzido, cortado à cintura ou com cintura baixa (não caderão), em modelos obedecendo os critérios de idade e porte físico; com mangas longas, curtas (fofinhas), ou até o cotovelo, arrematadas com babadinhos; e tecidos lisos, estampados miudinhos, xadrez bem miudinho, petit pois, não sendo permitidos os tecidos brilhosos, slinck, lurex e similares; em cores delicadas, suaves, conforme a idade, evitando-se as cores contrastantes, chocolates, fosforescentes e fechadas, tais como roxo, lilás, preto, cinza, chumbo, musgo, ocre, encarnado, etc.; nunca usando o preto, nem nos detalhes; podendo ter enfeites como rendas, apliques, bordados, passa-fitas, gregas, fitilhos, fitas, viés, babadinhos lisos ou estampados miúdos, plissês, crochês, botõezinhos forrados, nervuras ou favos, topes, laçarotes, alças sobrepostas, palas e aventais, mas nunca sobrecarregando, a fim de evitar-se a desfiguração dos modelos; evitando-se a decoração com tecidos aplicados ou trabalhados com fitas que formam pontas de lanças e ondas, optando-se pelos motivos florais, os quais compõe a tradição gaúcha; com saia de armação muitíssimo leve, discretíssima para as prendas maiores e opcionais para as menorzinhas; com BOMBACHINHAS na cor branca, tecido leve ou rendada, cobrindo o joelho; e sapatos (sapatilhas) com tira sobre o pé e abotoando por fora, nas cores preta, branca ou bege; e meias longas, nas cores branca, bege, azul, rosa e amarela-claro; com cabelos soltos, com tiaras de fita ou semipresos com fitas; permitindo-se acessórios, como os brincos delicados, um anel (jóia ou semijóia), faixa de prenda ou crachá;

     

    3.4 A PILCHA DO PEÃO GAÚCHO BRASILEIRO

     

    3.4.1 – BOMBACHA – com tecidos como brim, linho, tergal, algodão e tecidos mesclados, nas cores claras e escuras, respeitando-se a sensibilidade cromática do gosto pessoal e fugindo-se das cores agressivas, chocantes e contrastantes; no padrão liso, listrado e xadrez discretos; no tradicional modelo, com cós largo e sem alças, dois bolsos grandes na lateral, largas (fronteira), estreitas (serrana) e médias (planalto e missões), com ou sem favos de mel ou de abelha (sem enfeites ou fantasias maiores de botões e franjas); com punho e abotoada no tornozelo, sendo vedado o uso de bombachas plissadas e coloridas, fugindo do convencional;

     

    3.4.2 - CAMISA – com tecido preferencialmente algodão, tricolina, viscose, linho ou vigela, no padrão liso ou riscado discreto e nas cores sobrais e claras, com gola social e mangas longas, nas ocasiões sociais, formais, como festividades, cerimônias, bailes, etc.; e mangas curtas para o cotidiano, especialmente nas atividades de serviço ou de lazer informal, sendo vedado o uso de camisas de cetim e coloridas;


    3.4.3 – BOTAS – de couro nas cores preta ou marrom, com cano de dobras pré-fabricadas (gaitinhas) ou cano longo, até próximo a curva do joelho e com natural flexibilidade, com ou sem fivela para ajustar à perna (espelho), com ou sem "barbicacho" (alças), sendo vedado o uso das botas brancas;

     

    3.4.4 – COLETE – no modelo tradicional, sem mangas, podendo ser abotoado na frente e com a parte posterior (costas) em tecido leve transpirante, de uma só cor (sóbria), com fivela de ajuste (Obs. do ONTGB: o colete deve destoar no máximo um sobretom da cor das bombachas);

     

    3.4.5 – GUAIACA - com uma ou duas fivelas, bolso para relógio à esquerda, bolso maior às costas, meio coldre do lado de laçar, uma bolsinha para moedas; geralmente de couro curtido ou modelos funcionais;

     

    3.4.6 – CHAPÉU – os chapéus tradicionais, usados na fronteira, na região serrana, missioneira e no planalto, respeitando as características das "copas e abas" usadas regionalmente, distintamente do "copa-alta" (modelo cowboy americano).


    OBSERVAÇÃO: O gaúcho, por convenção social, não deve usar chapéu em ambientes fechados. Vedado o uso de barbicacho de plástico ou com penduricalhos (Obs. do ONTGB: deve ser evitado o uso do chapéu mercosur, com copa alta, da Argentina ou do Uruguai);

     

    3.4.7 - PALETÓ (ver ocasiões formais) - poderá ser do mesmo tecido da bombacha, na mesma cor ou "tom sobre tom"; podendo ser ou não trespassado; vedado o uso de túnica militar substituindo o paletó;

     

    3.4.8 - LENÇO – atado com um dos seguintes nós: Comum: simples, chimango; três-galhos, amizade, saco-de-touro ou bago de boi; Pachola: destro e canhoto; Republicano ou Farroupilha: borboleta e dois-topes; Maragato, Rapadura, Quatro-cantos ou Quadrado; Namorado: em três posições – livre, querendão e apaixonado; Crucifixo: religioso, todos nas cores branca, vermelha, verde, azul, amarela, carijós, sendo a preta somente para expressar luto, nunca para festas, bailes e outras situações tradicionalistas;

     

    3.5 A PILCHA ATUAL DO PEÃO GAÚCHO BRASILEIRO

     

    3.5.1 Traje de Honra – composto por paletó, camisa de mangas longas e de cores claras, lenço, guaiaca, bombacha com favos e botas, com o uso ou não do chapéu, nos locais abertos;

    3.5.2 – Ocasiões informais, desportivas e de serviço - no dia-a-dia do Tradicionalismo, em rotinas de serviço, visitas a escolas, creches, asilos, órgãos públicos, instituições, e no trabalho, conforme a natureza e a importância da atividade, o peão pode usar uma bombacha em tons mais escuros, sem favo, camisa clara, sóbria, arremangada; lenço, colete com fivela de ajuste, guaiaca e botas, ou ainda, camisa de manga curta.

     

    3.5.3 - Considerações sobre a Pilcha dos Piás e Guris - os piás e os guris imitam o peão no uso de todas as peças, tendo-se o cuidado de utilizá-las de acordo com o tamanho da criança e o momento do uso, diferentemente da prendinha, que tem seus próprios modelos ditados pela moda feminina, não devendo imitar a adulta; já os piás e os guris tornam-se elegantes e interessantes quando projetam o adulto, num tamanho especial e adequado de pilcha;

     

    3.6 – CONSIDERAÇÕES SOBRE O USO DOS TRAJES DE ÉPOCA - Os trajes de época - as indumentárias históricas (quatro trajes fundamentais), podem constituir momentos especiais do Tradicionalismo, tais como desfiles, mostras, festivais e concursos artísticos específicos, devendo o uso de um traje histórico atentar ao momento, ao local e ao objetivo maior do que se pretende realizar, seja ele de caráter folclórico, popular ou histórico; num rodeio, por exemplo, que é uma festa popular de origem campesina, seria oportuno apresentar um rico vestido de veludo? Voltamos a frisar a necessidade de avaliar sempre o que se pretende, a partir do uso de um traje histórico. É de fundamental importância observar alguns critérios, no que se refere à confecção e à apresentação de tais indumentárias:

     

    3.6.1 CONTEXTUALIZAÇÃO - é preciso conhecer o contexto histórico e social a ser representado, culturalmente, através da indumentária, para estabelecer os itens de comparação com a realidade atual e verificar a possibilidade e a validade de reproduzir o momento histórico. Levantar questões, buscar respostas sobre o ambiente, usos, costumes sociais e culturais é o primeiro passo.  Buscar informações sobre a produção da época; como era a técnica de tecelagem; que tipos de fios e tecidos existiam; se existiam tintas e corantes nas tonalidades que se deseja reproduzir? Esse é um exemplo dentre tantas outras inúmeras questões, que devem ser levantadas para a perfeita contextualização da reprodução correta do momento histórico (Obs.: do ONTGB: por isso não se deve usar um chiripá em um fandango gaúcho de CTG ou em qualquer outro evento do Tradicionalismo que esteja fora das mostras culturais e artísticas, uma vez que esse traje não mais faz parte da atual Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense, estando, sendo apenas um dos Trajes de Época do Rio Grande do Sul, apresentando-se, portanto, se usado normalmente nos dias atuais, fora do contexto da atual Pilcha Gaúcha Masculina Sul-rio-grandense);

     

    3.6.2 FUNCIONALIDADE - este critério deve ser levado em conta, para a confecção de cada peça. Um exemplo que se dá é o comprimento da franja de uma ceroula e o comprimento do chiripá. Para não pisar na franja, arriscando-se, esta não pode passar da altura do início do garrão, e nem o chiripá da altura do joelho, para facilitar o movimento;

     

    3.6.3 REPRESENTATIVIDADE - o que se pretende foi representativo para a época, usado de forma generalizada ou numa parte do Estado?  É significativa a apresentação desse traje histórico nos dias de hoje?

     

    3.6.4 BASES TEÓRICAS - para reproduzir um traje histórico não basta ter uma fonte, uma citação, um relato; devem ser consultadas várias obras específicas, dando-se prioridade àquelas que se caracterizam por apresentarem os assuntos com bases em critérios fidedignos da pesquisa científica.

     

    3.7 RECOMENDAÇÕES PARA OS GRUPOS DE DANÇAS

     

    3.7.1 Observar todos os critérios estabelecidos, quando confeccionarem trajes de época e trajes atuais; evitar as "combinações", como, por exemplo, camisas, paletós, coletes, jalecos ou bombachas com o mesmo tecido ou a mesma cor da roupa das prendas, assim como as cores chocantes (bom gosto), tanto em trajes de época como no traje gaúcho atual; os grupos podem usar trajes diferentes entre seus pares, desde que representem a mesma classe social; atentar para o uso das esporas - obrigatória em alguns trajes de época - e facultativo em outros.


    Fontes de Consulta para elaboração deste Manual:

    ACRI, Edson. O Gaúcho, usos e costumes. GRAFOSUL, 1995.
    CORTÊS, Paixão J.C. - O Gaúcho, Danças, Traje e Artesanato. Garatuja - 1979.
    Ponto & Pesponto da Vestimenta da Prenda - Anotações de Marina M. Paixão Côrtes - 1998.
    70 Danças e a Mesmice - 1997.
    FAGUNDES, Antônio Augusto - Indumentária Gaúcha. Martins Livreiro. Porto Alegre, 1992.
    MELO, Otávio P. de. Diretrizes sobre Indumentária aprovadas para a 5a RT. 1998.
    SANTOS, Dulce Helena A. M. dos. Proposição aprovada no 38o Congresso Tradicionalista Gaúcho - Traje Alternativo para cavalgar e outros. 1993
    YARUP, Celso - Regulamento do Vestido de Prenda - Tese, 34o Congresso Tradicionalista, Caçapava do Sul - 1989.
    ZATTERA, Vera Stédile - Gaúcho, Vestuário Tradicional e Costumes - Palotti, 1a edição, 1995 - Porto Alegre.
    Lei 8.813 de 10/01/89.
    Regulamentos do MTG-RS - Caderno n. 2 do IGTF.

     

    Fonte para consulta: Manual das Pilchas Gaúchas, do MTG/PR

    http://www.mtgparana.org.br/web/index.php?cont=menu&id_menu=63

     

    3.8 DA PILCHA PARA ATIVIDADES ARTÍSTICAS E SOCIAIS – PILCHA MASCULINACAMISA, com tecido preferencialmente de algodão, tricoline, viscose, linho ou vigela, microfibra (não transparente), oxford, no padrão liso ou riscado discreto e com cores sobrais, claras ou neutras, preferencialmente a branca, evitando-se as cores agressivas e contrastantes.

     

    Fonte para consulta: INDUMENTARIA – DIRETRIZES PARA A PILCHA GAÚCHA, da 25ª RT-MTG/RS

    http://www.25rt.com.br/arquivos/tradicionalismo-indumentaria.doc

     

    QUEM ALTERA A TRADIÇÃO, TAMBÉM FAZ CORRUPÇÃO!

     

    3.9 – ERROS DE INFORMAÇÃO I – o sítio universitário.com.br, baseado em informações do sítio clicrbs.com.br confunde os seus visitantes ao misturar a pilcha gaúcha histórica com a atual indumentária dos gaúchos do Rio Grande do Sul, induzindo ao erro aqueles que não conhecem nada de Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense, passando-lhes a errônea informação de que a Pilcha Gaúcha Brasileira é composta de Chiripá Farroupilha, por exemplo.

     

    Fonte para consulta: CURSO UNIVERSITÁRIO

    http://www.universitario.com.br/noticias/noticias_noticia.php?id_noticia=5688

     

    3.10 – ERROS DE INFORMAÇÃO II – o sítio clicrbs.com.br, ao abordar o tema Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense, não contribuiu para a melhor informação do seu público, induzindo-o ao eventual e possível erro de acreditar que a atual Pilcha do Peão Gaúcho Brasileiro é a composta por chiripá, esta, sim, uma indumentária histórica, porque folclórica e em total desuso nos dias atuais, fazendo com que essa deficiente informação fosse reproduzida por outros sítios da Internet, como foi o caso do universitário.com.br, infelizmente.

     

    Fonte para consulta: ClicRBS – PILCHA – ERRO DE INFORMAÇÃO

    http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/semanafarroupilha/conteudo,0,1390,Pilcha.html

     

    3.11 - A PILCHA GAÚCHA MASCULINA – BUENAS (Dez 1998) – O TRAJE DO PEÃO:

     

    3.11.1 BOMBACHA - cós largo, sem alças, com dois bolsos grandes na lateral e, eventualmente, na parte posterior; larga (fronteira), estreita (serrana) e média (planalto e Missões), com favos de mel ou de abelha (sem enfeites ou fantasias maiores de botões e franjas), e abotoada nos tornozelos;

     

    3.11.2 CAMISA - de tecido preferencialmente algodão, tricolina, viscose ou linho, no padrão liso ou riscado discreto, com cores sóbrias e claras; mangas longas, em ocasiões sociais-formais (festividades, cerimônias, bailes...); e mangas curtas, para o cotidiano, especialmente nas atividades de serviço ou de lazer informal;

     

    3.11.3 LENÇO – nas cores tradicionais: branca, vermelha, verde e xadrez miúdo, com ausência de estampas floridas e outras figurações, atado com qualquer um dos nós documentados;

     

    3.11.4 GUAIACA - com uma ou duas fivelas, bolso para relógio à esquerda, bolso maior às costas, meio coldre do lado de laçar, uma bolsinha para moedas, sendo geralmente de couro curtido ou modelos funcionais;

     

    3.11.5 CHAPÉU - tradicionais usados na fronteira, na região serrana, missioneira e no planalto, respeitando as características das "copas" usadas regionalmente, distintamente do "copa-alta" (modelo cowboy americano);

     

    3.11.6 – NORMAS COMPORTAMENTAIS - em cerimônias e solenidades cívico-sociais a pilcha adequada do homem, Traje de Honra, é: bombacha, camisa social clara (manga longa), lenço, paletó (casaco) e eventual colete, bota, guaiaca. É vedado usar: o lenço preto em festas e bailes, usado somente em caso de luto; chapéu no interior dos ambientes, ou seja, dentro de casa, uma vez que o gaúcho sul-brasileiro, por convenção social e tradição, nunca agiu dessa maneira;  o uso de túnicas militares; as camisas em cores combinando com a saia ou o vestido da prenda, ou, ainda, nas cores da Bandeira do Rio Grande do Sul; barbicachos em plástico brilhante, penduricalhos ou correntes metálicas; tiradores com pinturas e penduricalhos; botas brancas ou em coloridos diversos, fugindo das cores convencionais; camisas fulgurantes, brilhosas ou de cetim; bombachas coloridas, plissadas; conjuntos pretos (zorros), sendo a cor preta só para o luto; faixas uruguaias, argentinas, paraguaias e chilenas; guaiacas castelhanas recamadas de moedas e com vistosa rastra; manga arregaçada de camisa e faca à cintura, nos bailes; casacos, jalecos ou blusas "tipo-campeira", com adornos de "casa de abelha" (mondonguinhos), ao longo das mangas e parte frontal.

     

    Fonte para consulta: JORNAL BUENAS – buenas.com.br

    http://www.buenas.com.br/edi70/pilchas.htm

     

    3.12 – IMPROPRIEDADES TRADICIONALISTAS I – se depender do mercado, dos setores do comércio, os sul-rio-grandenses, os gaúchos brasileiros e até os Tradicionalistas Gaúchos deveriam consumir todos os modismos que são veiculados nas capas dos discos, na mídia e nos apelos comerciais das casas do ramo. Entretanto, quem Faz Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul, como os gaúchos tradicionalistas brasileiros, não deve sujeitar-se às criações comerciais, às invenções mercadistas, às importações de peças de culturas alienígenas, às oscilantes modas dos comerciantes. Como exemplo citamos as boinas da moda do setor comercial de cavalos crioulos, conhecido como crioulista, mas que de crioulo da cultura regionalista gaúcha sul-rio-grandense nada tem. As boinas da Tradição Gaúcha dos fronteiriços do Rio Grande é a preta, não as coloridas, grandes, importadas da Austrália, da Itália, da Espanha, dos EUA e de outros países. Assim como o Armazém de Pilchas Gaúcho e Prenda, outros inúmeros estabelecimentos vendem tais boinas. Essa é uma liberdade que os seus proprietários têm e deve, por isso, ser respeitada. E as compra quem quer e as usa quem quiser. Contudo, se for um Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, este deve honrar a autenticidade da Tradição de sua Terra e usar boinas pretas e de tamanho normal, e não essas coloridas e caídas na orelha, pois essas não são da Tradição dos Gaúchos Sul-rio-grandenses da fronteira porque não foram repassadas, de pai para filho, e pelo tempo, até dos dias de hoje, de forma espontânea e contínua, pelo Povo da Fronteira do Rio Grande do Sul. Elas são meros produtos de mercado; de um globalizado comércio, mas jamais foram tradicionais dos campeiros do Rio Grande.

     

    Fonte para consulta: GAÚCHO E PRENDA – ARMAZÉM DE PILCHAS – Boinas

    http://www.gauchoeprenda.com.br/departamento/boinas-375

     

    3.13 – IMPROPRIEDADES TRADICIONALISTAS II  o Jornal Diário Popular, de Pelotas-RS, em matéria publicada no dia 16 de setembro de 2007, dá bem a entender quais são os interesses de mercado frente ao Patrimônio Sociológico-tradicional do Rio Grande do Sul: variar para vender; alterar para combinar; corromper para lucrar, com novidades para todos os gostos de quem, na sua esmagadora maioria, nada conhece da cultura regionalista de sua Terra. Notórias, pelo que se observa na referida matéria, as influências comerciais de modismos como os dos crioulistas e dos “nativistas”, veiculados por meio do mercado musical, com as sua grifes e seus estilos comerciais, mas não culturais regionalistas tradicionais sul-rio-grandenses. E nessa eterna e patrocinada cantilena, as falácias predominam e proliferam-se, tanto na mídia televisiva como na impressa e digitalizada, diante do poder econômico de mercados como o mercosur e o country-sertanejo. Ora, se o MTG Brasileiro é a única instituição responsável, institucional, estatutária e moralmente, pela preservação da rica Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul, lógico é que ele não possa concordar com invenções meramente comerciais, criações meramente mercadistas, e as criminosas modificações introduzidas, com fulcro no interesse lucrativo, na autenticidade da verdadeira e centenária Tradição Gaúcha Sul-brasileira. Ou alguém teria alguma dúvida de que Corrupção não é Tradição? Ou haveriam dúvidas de que Modismo não combina com Tradicionalismo, enquanto Movimento Cultural Regionalista responsável pela preservação do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense, da Filosofia Preservacionista da Carta de Princípios do MTG Brasileiro e do Patrimônio Sociológico-tradicional dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul? As eventuais e buscadas flexibilizações das Diretrizes para o uso da Pilcha Gaúcha Tradicional do Rio Grande, sabemos todos que é do maior interesse desses mercados, mas se forem atendidas o objetivo do MTG Brasileiro estará sendo ferido de morte. E se o Tradicionalismo já atende a esses apelos comerciais, podemos pensar que o faz por corrupção, uma vez que tais desnaturações, tais alterações, tais deturpações da Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense não estão incluídas nos seus objetivos institucionais. Ao contrário! Só haverá Tradicionalismo se houver preservação e respeito à antiga e tradicional Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul, pois quem altera uma Tradição, faz corrupção; quem promove o modismo, não faz Tradicionalismo!

     

    Fonte para consulta: JORNAL DIÁRIO POPULAR, DE PELOTAS-RS, EDIÇÃO DE 16.09.2007

    http://www.diariopopular.com.br/16_09_07/estilopag0801e0901.html

     

    3.13 – IMPROPRIEDADES TRADICIONALISTAS III  a empresa comercial Danças Gaúchas também comete algumas incoerências regionais sul-rio-grandenses e outras impropriedades tradicionalistas gaúchas sul-brasileiras, senão vejamos:

     

    3.13.1 – no tópico Traje da Prenda: ao contrário do que informa o referido sítio, os Trajes Gaúchos ou são atuais ou são considerados Históricos ou Folclóricos, estes últimos por não estarem incluídos na indumentária usada hoje, pelos gaúchos atuais. E há outra incorreção na informação de que a mulher gaúcha nunca teve um Traje Folclórico e que o Vestido de Prenda foi uma criação do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul. Ora, se folclore é o mesmo que cultura regional de um povo, então as mulheres gaúchas tiveram, sim, os seus trajes folclóricos, isto é, regionais, tenham sido eles influenciados ou não pelas índias, francesas e, depois, as imigrantes que chegaram ao Rio Grande do Sul. E repetir a falácia dos mercadistas, afirmando que o Vestido de Prenda foi uma criação do MTG é outra impropriedade regionalista-tradicional sul-rio-grandense. Como o ONTGB já bem explicitou, na matéria UM POUCO DA HISTÓRIA DA TRADICIONAL INDUMENTÁRIA DA PRENDA GAÚCHA SUL-BRASILEIRA (http://ontgb.multiply.com/journal/item/93/93), essa mentira com aparência de verdade não se sustenta, pois se a atual bombacha é um traje masculino da época da Guerra do Paraguai (1865-1870), o Vestido da Mulher Gaúcha Brasileira é muito mais antigo. E, portanto, se Tradição é o acervo de usos e costumes antigos de um povo, além de outras aspectos culturais, então a indumentária feminina gaúcha do Rio Grande do Sul é a antiga, a repassada de mãe para filha, espontânea e continuamente, pelo tempo, até os dias atuais. O que o MTG fez em 1948, por meio dos atos dos heróicos jovens do DTG do Colégio Júlio de Castilhos, de Porto Alegre-RS, foi tão-somente um resgate de uma Tradição já proibida desde o governo de Getúlio Vargas, em 1937, e mais discriminada, ainda, pelos interesses comerciais norte-americanos do período pós-Segunda Guerra Mundial. O MTG não inventou nada. O vestido da mulher gaúcha sul-rio-grandense sempre foi o mesmo vestido das demais brasileiras do século XIX. Ou, por acaso, as gaúchas do interior do Rio Grande, de onde formou-se toda a Tradição Gaúcha Brasileira, vestiam bombachas ou vestidos curtos? Naturalmente que não, pois a vestimenta da mulher, desde antes da Era da Bombacha, sempre foi o vestido longo, até o peito do pé. Regulamentar para evitar a deturpação de uma Tradição não é inventar, mas preservar, cuidar, zelar. Outra falha informativa é afirmar-se que os modelos atuais da Pilcha Gaúcha Feminina é livre. Se o fosse, não haveria razão alguma para o MTG Brasileiro manter as suas Diretrizes para o uso da Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense;

     

    3.13.2 – no tópico Traje do Peão: há, igualmente, impropriedade histórico-tradicional na informação de que as vestes do gaúcho sofreram grande transformação desde que os jesuítas chegaram ao território sulino. Ora, nem jesuítas nem os índios, chefiados por Assunção, influenciaram na indumentária do gaúcho sul-rio-grandense; o traje primitivo daqueles indígenas podem até ser considerado para o estudo das indumentárias históricas dos sul-rio-grandenses, mas não para a pilcha histórica dos gaúchos, estes considerados como habitantes do século XVIII que tinham grande habilidade nas lidas com o gado e os cavalos, e que eram exímios cavaleiros; nesse tempo as Missões era território espanhol e as indumentárias indígenas eram as impostas pelo padres-militares da Companhia de Jesus, como, por exemplo, os calções europeus e a camisa de algodão, introduzida pelo Padre Anton Sepp, e o poncho fornecido pelos missionários; nesse tempo não há que se falar em gaúcho sul-rio-grandense, pois este ainda nem existia; e não devemos confundir estancieiro do território com gaúcho, porque esse gaúcho é que não era, pois trajava-se à européia; e quanto ao lenço, a cor bege não é considerada tradicional, estando dentre as cores citadas, branca e vermelha, a amarela, a verde e a azul;

     

    3.13.3 – as corretas informações dos usos e costumes tradicionais dos gaúchos do Rio Grande do Sul – é claro que o artigo também acerta em muitas informações, no que deve ser enaltecido, como, por exemplo, ao esclarecer que: a) que deve ser evitado o abuso na saia de armação do Vestido de Prenda, efeito que causa aquele exagero chamado “repolhão”; b) que a bombacha é larga (o que se configura como uma redundância, uma vez que bombacha é sinônimo de calça larga), podendo variar de acordo com a tradição regional, com o cós largo, sem alças, devendo ser evitadas as plissadas e coloridas; c) que a camisa da pilcha gaúcha sul-rio-grandense é a de tecido liso ou riscado discreto, em cores sóbrias, claras e neutras, no padrão social, com gola e mangas longas, devendo ser evitadas as de cores escuras, como o preto (luto), agressivas, contrastantes e cítricas; d) que o colete é do mesmo tecido e cor da bombacha ou tom sobre tom, sem mangas e gola, abotoado na frente, e nas costas ajustado com uma fivela, num tecido mais leve na mesma cor, com a altura até a cintura; e) que por convenção social o gaúcho não utiliza o chapéu em ambientes fechados, utilizado-o apenas em apresentações artísticas, devendo retirá-lo após o ato das apresentações das danças folclóricas; e que não devem ser usados os barbicachos de metal e outros penduricalhos.

     

    Fonte para consulta: DANÇAS GAÚCHAS

    http://dancasgauchas.com.br/indumentaria.php

     

    3. 14 - PROPRIEDADES E IMPROPRIEDADES GAÚCHAS TRADICIONAIS: uma confusão muito comum é tratar-se a indumentária sul-rio-grandense, assim entendida porque vivenciada no território do atual Rio Grande do Sul, como se todo o modo de vestir dos habitantes daquelas épocas históricas pudesse ser considerado como uma vestimenta dos gaúchos.


    Ora, gaúcho não é sinônimo de sul-rio-grandense, a não ser por uma mera convenção, uma atribuição,, por extensão, meramente territorial vinculada ao Estado do Rio Grande do Sul. Embora os estudos assim o revelem, não há como, por exemplo, querer taxar de gaúcho um índio das Reduções, do tempo do “Rio Grande espanhol”, ou um Patrão das Vacarias, vestido à européia, sem praticar as ações próprias dos gaúchos campeiros da região sul-brasileira, em função do seu poder econômico-financeiro. Uma coisa é falar-se das indumentárias dos habitantes do território espanhol e do território sul-brasileiro antigo, podendo-se, até, chamá-lo de estudo das antigas indumentárias platinas e sul-rio-grandenses; outra, bem diferente, é falar-se de indumentárias históricas dos gaúchos sul-rio-grandenses, ou seja, das vestimentas folclóricas e atuais dos habitantes do atual território do Rio Grande do Sul, que, realmente, eram gaúchos e são gaúchos, isto é,  a pilcha gaúcha daqueles que viviam no campo, na lida com o gado e os cavalos, e dos atuais gaúchos, que com pilcha firmada a partir de 1870, cultuam, zelam, preservam e divulgam essa tradicional indumentária sul-rio-grandense; que forjaram os usos e os costumes regionalista-tradicionais da região do Pampa Sul-brasileiro; que configuram tanto as Tradições Históricas como as atuais Tradições Gaúchas, porque deles oriundas, do hoje Estado do Rio Grande do Sul. Nesse imbróglio todo confusão é que não falta. Vejamos algumas delas:

     

    3.14.1 – O ESTUDO DA INDUMENTÁRIA GAÚCHA SUL-RIO-GRANDENSE – os estudos deveriam tratar tão-somente da Indumentária Sul-rio-grandense, uma vez que eles não estão a abranger apenas os aspectos relacionados aos verdadeiramente gaúchos, enquanto homens e mulheres campeiros e com atividades ligadas à pecuária, com as lidas de campo com o gado e os cavalos, mas a índios e estancieiros que não eram gaúchos, ou porque estes ainda nem existiam ou porque não se identificavam como gaúchos, por não vivenciarem os seus hábitos, os seus usos, os seu costumes regionalistas baseados na rude vida do campo;

     

    3.14.2 – AS QUESTIONÁVEIS TESES RELATIVAS À DETERMINADAS PEÇAS DA INDUMENTÁRIA GAÚCHA SUL-RIO-GRANDENSE – como exemplos, citamos: a) o lenço de pescoço teria sido usado na Revolução Farroupilha, na cor vermelha e atado com um nó, chamado, hoje, de Nó Farroupilha (!!!); o nó de lenço mais comum e mais tradicional dos gaúchos do Rio Grande só é dado em lenços brancos, porque, por ter sido do uso de Getúlio Vargas foi, por este motivo, pelos chimangos adotado (!!!); as cores dos lenços de pescoço, hoje, não mais refletem na posição político-partidária (o que está certo, pois os partidos políticos a elas relacionados nem existem mais, o que não significa que essas cores não estejam mais a representar a opção ideológica de muitos gaúchos, a exemplo de uns que dominam a mídia sul-rio-grandense da mesma forma que os positivistas chimangos dominaram, por 40 anos, o governo do Rio Grande do Sul).

     

    Fonte para consulta: PAMPAS TRADIÇÃO ONLINE

    http://tradicao.pampasonline.com.br/tradicao_indumentariagaucha.htm

     

    3.15 – A PILCHA GAÚCHA SUL-RIO-GRANDENSE MASCULINA: a) bombachas com cós largo e sem alças; b) camisas com cores sóbrias, claras ou neutras, preferencialmente a branca.

     

    Fonte para consulta: JORNAL MINUANO ONLINE – PILCHA GAÚCHA

    http://www.jornalminuano.com.br/noticia.php?id=29346&data=&volta=

     

    3.16 – ERROS MATERIAIS DA INTERNET REPASSADOS DE SÍTIOS PARA SÍTIOS E PARA O PÚBLICO EM GERAL:


    a) em muitos sítios da Internet se vê informações como essa: “nó ou tope farroupilha, muito usado de 1935 em diante pelos revolucionários farrapos”. São erros materiais copiados e repassados, de sítios para sítios, induzindo ao erro a quem os acessa. Esclarecemos que o chamado Tope Farroupilha, da época do Decênio Heróico (1835-1845) – e não de 1935, como informam esses sítios - não era lenço de pescoço, mas um Tope Nacional instituído por decreto, para ser colocado na parede, cuja invenção é atribuída a Bernardo Pires;


    b) dizer que o lenço de pescoço do gaúcho, em sua evolução, desceu da cabeça ao pescoço, ainda com as ponta para trás, é ignorar que esse uso de lenços no pescoço é mais antigo que andar a pé; que esse foi um uso herdado dos colonizadores europeus; c


    c) as apresentações fora dos contextos dos festivais e suas disputas, todas as Invernadas Artísticas de Danças Folclóricas deveriam apresentar ao público, especialmente o do exterior, que nada conhece da Tradição do Rio Grande do Sul, as atuais indumentárias tradicionais dos Gaúchos Brasileiros, pois as Pilchas Históricas só devem ser expostas a quem delas possua informações, sob pena de se estar desinformando em vez de bem informar outros povos a respeito da atual Indumentária Tradicional dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil;


    d) no nosso entendimento não procede a informação, por errônea, de que fora Paixão Côrtes que inventou, ele mesmo, o Vestido de Prenda da mulher tradicionalista gaúcha brasileira; o que ele fez foi resgatar um uso tão antigo quanto é o uso da bombacha como peça tradicional do peão gaúcho sul-rio-grandense; o que ele fez foi resgatar e adequar um traje feminino usado por sua avó, sua mãe, pelas avós e mães de todos os sul-rio-grandenses: o vestido comprido, que desde muito antes do uso inicial da bombacha (1870, com o término da Guerra do Paraguai, aonde fora usada como fardamento do exército imperial, com o seu uso continuado pelos peões campeiros) sempre teve o seu comprimento até o peito do pé; como poderia Paixão Côrtes inventar algo que sempre foi do uso das mulheres campeiras sul-rio-grandenses, desde o início da  Era da Bombacha, por ser esse um traje essencialmente feminino e usado por todos os povos, dentre eles o do território do atual Rio Grande do Sul, por influência, especialmente, da moda francesa; ora, se tradição é acervo antigo, repassado de pai para filho e de mãe para filha, espontânea e continuamente, ao longo do tempo, de forma preservada, até os dias de hoje, que tipo de indumentária deveria ter sido regulamentada para a prenda gaúcha do Rio Grande do Sul senão o vestido comprido? Paixão Côrtes poderia deixar ao critério pessoal de cada uma da mulheres que chegassem ao MTG, diante das modas ditadas pelas revistas estrangeiras de 1948? É claro que a responsabilidade de Paixão Côrtes era grande, e eles não poderia deixar que a mulher gaúcha tradicionalista, aquela que viesse a prezar muito a antiga Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul, ficasse a mercê dos modernismos vigentes no ano de 1948, pois isso não seria preservar uma antiga Tradição das mulheres interioranas sul-rio-grandenses; pois isso seria uma imensa incoerência histórico-regionalista e uma enorme  impropriedade tradicionalista, uma vez que o Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro tem por objetivo preservar não os usos e os costumes atuais ou do final da década de 1940, mas o Patrimônio Sociológico-tradicional antigo, repassado pelo tempo, de pai para filho, de forma espontânea, preservada, contínua, e assim entregue às novas e futuras gerações de gaúchos brasileiros.


    Poderia, por acaso, ser Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul um vestido com comprimento na altura do joelho, nos moldes da moda vendida no ano de 1948? Ou uma bombacha, peça esencialmente masculina e não repassada, por Tradição, de mãe para filha, como insdumentária feminina gaúcha do Rio Grande do Sul, como querem fazer crer, hoje, os comercialistas e suas financiadas "teses acadêmicas"? Naturalmente que não! Portanto, Paixão Côrtes e o MTG Brasileiro nada inventaram, apenas cumpriram com os seus deveres de regulamentar para preservar a antiga Tradição das Gaúchas do Interior do Rio Grande do Sul, em prol da valorização da indumentária regional, típica e tradicional de mulheres mais gaúchas do que sul-rio-grandenses do Estado Garrão-sul do Brasil.

     

    Fonte para consulta: CULTURA GAÚCHA – A INDUMENTÁRIA HISTÓRICA UTILIZADO NO RIO GRANDE DO SUL ATRAVÉS DOS TEMPOS

    http://www.culturagaucha.com.br/indumentaria.htm

     

    3.17 – OUTRAS INCOERÊNCIAS REGIONALISTAS E IMPROPRIEDADES TRADICIONALISTAS GAÚCHAS SUL-RIO-GRANDENSES:

    a) os lenços de pescoço, além da cores branca, vermelha e verde, podem apresentar as cores amarela e azul; as cores preta e marrom são informações referentes à bota gaúcha sul-rio-grandense;


    b) o colete deve ser na cor da bombacha, podendo destoar no máximo um sobretom;


    c) o traje tradicional da prenda gaúcha sul-rio-grandense não vem desde muito antes de 1950; o vestido de prenda apenas fora resgatado, como o foi, também, a bombacha, pois é ele que representa a vestimenta antiga das mulheres do interior do Rio Grande do Sul. Com uma saia por baixo de um vestido comprido, dessa forma é que as mulheres campeiras vestiam-se desde quando a Tradição Gaúcha começou a ser forjada pelo Povo Gaúcho Sul-brasileiro, ou seja, desde o século XVIII.


    Portanto, é um erro dizer que o atual Traje da Prenda Gaúcha Brasileira foi uma invenção do MTG, em 1948, pois assim como a bombacha o vestido da mulher sul-rio-grandense interiorana sempre foi comprido, até o peito do pé, por influência européia; o que Paixão Côrtes e os demais jovens que resgataram a valorização do uso da indumentária regional de sua Terra fizeram foi apenas regulamentar uma vestimenta que já estava, como também a bombacha, relegada à coisa de grosso, como estavam classificados todos os demais aspectos regionalista-tradicionais do Estado do Rio Grande do Sul, desde a condenação dos regionalismos brasileiros, por Getúlio Vargas, no Estado Novo (1937), e, ainda, diante dos modismos alienígenas da época, impostos pelos norte-americanos, tal qual eles continuam fazendo hoje, ao tentarem transformar em texanos os gaúchos brasileiros, como já o fizeram com os paulistas e muitos outros;


    d) a camisa da pilcha atual do peão gaúcho sul-rio-grandense, não é a xadrez, mas a de cor única, sóbria e clara, no máximo de um discreto riscado.

     

    Fonte para consulta: TRADICIONALISTAS – INDUMENTÁRIA GAÚCHA – equívocos camisa

    http://www.tradicionalistas.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=20

     

    3.18 – OUTRAS INCOERÊNCIAS REGIONALISTAS E IMPROPRIEDADES TRADICIONALISTAS GAÚCHAS SUL-RIO-GRANDENSES II:


    a) não procede a informação de que o lenço vermelho - maragato - e o lenço branco - ximango - identificam, na Guerra dos Farrapos (1835-1845), os diferentes lados envolvidos nessa contenda; a informação vale apenas para a Revolução Federalista (1893-1895) e a Revolução de 1923;


    b) querência também significa “lugar onde nasceu, se criou ou se acostumou a viver, e ao qual procura voltar quando dele afastado”, ou “pátria, pagos, torrão, rincão” (Dicionário de Regionalismos do Rio Grande do Sul, de Zeno e Rui Cardoso Nunes); portanto, mesmo em Rondônia um gaúcho pode ter como sua querência o Rio Grande do Sul, o município, a cidade ou o distrito onde nasceu ou se criou.

     

    Fonte para consulta: DO ALEGRETE – A PILCHA

    http://www.doalegrete.com.br/?ZmlsZV9tZW51PXV0aWxpZGFkZXNfY29uc3VtaWRvci5waHAmaWRfbWVudT0zMCY=

     

    3.19 – OUTRAS INCOERÊNCIAS REGIONALISTAS E IMPROPRIEDADES TRADICIONALISTAS GAÚCHAS SUL-RIO-GRANDENSES III – não basta conhecer a pilcha oficial dos gaúchos do Rio Grande do Sul; necessário é respeitá-la, especialmente nas cores sóbrias e claras das camisas e camisetas, na largura adequada e no cós sem alças das bombachas, nas cores e tamanhos dos lenços de pescoço, no formato e na cor dos chapéus gaúchos sul-rio-grandenses.

     

    Fonte para consulta: XVII Cavalgada do Litoral Norte-Gaudérios – contraste entre normas e a prática

    http://inema.com.br/mat/idmat002022.htm

     

    3.20 – OUTRAS INCOERÊNCIAS REGIONALISTAS E IMPROPRIEDADES TRADICIONALISTAS GAÚCHAS SUL-RIO-GRANDENSES III – a velha acomodação, expressada pelo antigo ditado: “casa de ferreiro, espeto de pau”, não deve prevalecer no Meio Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, em respeito à preservação das autênticas tradições e da Identidade Regional dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil!

     

    Fonte para consulta: BOMBACHA LARGA: A CAMISA DA INDUMENTÁRIA TRADICIONAL DO GAÚCHO BRASILEIRO!

    http://www.bombachalarga.org/ver_materia.php?id=258

     

    3.21 – OUTRAS INCOERÊNCIAS REGIONALISTAS E IMPROPRIEDADES TRADICIONALISTAS GAÚCHAS SUL-RIO-GRANDENSES III – se é a indumentária a maior característica do Povo Gaúcho Sul-brasileiro, então com mais razão, ainda, ela deve ser respeitada na sua peculiar tradição regional sul-rio-grandense; para isso necessário é que os modismos que os mercados impõem por via do mercado musical venham a ser combatidos; que a bombacha continue sendo a calça larga dos gaúchos campeiros do Rio Grande; que as camisas sejam as sóbrias, de cores claras, e não as pretas ou de coloridos fortes, ou as xadrez, quadriculadas; que o chapéu gaúcho seja o representativo dos gaúchos do pampa sul-rio-grandense, e não o que os paulistas levaram para a Serra e o que os texanos tentam vender aos gaúchos sul-rio-grandenses; que as boinas sejam as da Fronteira, pretas e normais, e usada pelos que são daquela região, e não coloridas e caídas nas orelhas, importadas, do mercado explorador da cultura regionalista-tradicional do Rio Grande do Sul; que os lenços sejam o verdadeiramente tradicionais, históricos e regionais, e não os das grifes mercadistas que artistas “gaúchos” são obrigados a vender nas capas dos seus trabalhos comerciais e nas suas apresentações, por se não nem espaço nesse mercado eles conseguem; que a guaiaca seja o tradicional cinturão gaúcho brasileiro, e não as cintas dos cola-finas ou a “rastra” dos “gauchos” platinos; que as uniformizações sejam evitadas, pois cada gaúcho deve, respeitando a Tradição do seu Estado, ter a sua individualidade respeitada no uso da tradicional Pilcha Gaúcha dos Campeiros do Rio Grande do Sul!

     

    Fonte para consulta: JORNAL DO MERCADO DE POA – desrespeito à Pilcha Gaúcha do RS

    http://www.jornaldomercadopoa.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=111:20-de-setembro&catid=56:materias&Itemid=62

     

    3.22 – OUTRAS INCOERÊNCIAS REGIONALISTAS E IMPROPRIEDADES TRADICIONALISTAS GAÚCHAS SUL-RIO-GRANDENSES IV – Na TV os programas ditos da tradição gaúcha, mostram “tradicionalistas” usando camisas coloridas e lenços (alguns minúsculos) a la Roy Rogers. Lenços que lembram prostitutas francesas e bailarinas espanholas. Sem falar nos cabelos amarrados “a la cola de égua”, brincos, botas brancas, bombachas rosas...

     

    Fonte para consulta: TRADIÇÃO GAÚCHA - ESTÃO ESCULHAMBANDO A TRADIÇÃO GAÚCHA

    http://www.tradicaogaucha.xpg.com.br/

     

    3.23 – OUTRAS INCOERÊNCIAS REGIONALISTAS E IMPROPRIEDADES TRADICIONALISTAS GAÚCHAS SUL-RIO-GRANDENSES V – essas são algumas das barbaridades que vão para a mídia: uma apresentadora se veste com pilcha de gaúcho e acha que está abafando; informam a ela e ela divulga que o gaúcho do Rio Grande do Sul usa uma boina basca, mas não diz que a boina da Traidição é preta e não essas coloridas e importadas; que a bota do gaúcho sul-rio-grandense é meia caída sobre as canelas; que o gaúcho brasileiro usa punhais sempre enterrados no cinto; que o gaúcho, depois da lida (qual gaúcho?), troca a bota por uma espécie de alpargatas; a bombacha foi usa pelos pobres na Guerra do Paraguai ( e por acaso, a não ser alguns poucos oficiais, ricos foram para aquela guerra?); que as prendas gaúchas podem usar qualquer cor nos seus vestidos, porque não há qualquer regra nesse sentido!!! É uma barbaridade, chê!

     

    Fonte para consulta: MAIS VOCÊ – ROUPAS TRADICIONAIS - a boina é de origem basca, mas não é a boina basca, ou italiana, ou cataluña, australiana, texana, ou seja, a boina tradicional do Rio Grande é preta e de tamanho normal, e não a dos modismos de mercado.

    http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL478276-10345,00.html

     

    3.24 – OUTRAS INCOERÊNCIAS REGIONALISTAS E IMPROPRIEDADES TRADICIONALISTAS GAÚCHAS SUL-RIO-GRANDENSES VI – não considerar que o Rio Grande do Sul forjou o seu gaúcho, essencialmente formado por portugueses, açorianos, luso-brasileiros, índios locais e negros levados para a região é querer destorcer a História da Terra Gaúcha Sul-brasileira; falar da história da bombacha e deixar de descrevê-la como a calça larga dos gaúchos sul-rio-grandenses, com cós largo e sem alças, não é falar de Tradicionalismo nem de Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul; dizer que não existe para o gaúcho um tipo característico de camisa é atender aos modismos de um mercado sem interesse algum de preservar os aspectos regionalista-tradicionais do Rio Grande do Sul e desconhecer ou deturpar as Diretrizes para o uso da Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense do MTG Brasileiro; é atender aos globalizados interesses dos mercadistas sem fronteiras, cujo fim maior é por demais conhecido ($$$).

     

    Fonte para consulta: TRADICIONALISMO E MEIO AMBIENTE – Erro de informação referente à camisa do gaúcho sul-rio-grandense

    http://www.sieduca.com.br/2002/?secao=artigos/A7

     

    3.24 – UM BOM EXEMPLO – em muitas matérias e notícias publicada no sítio Bombacha Larga defendemos Festas Juninas com a indumentária própria dos gaúchos do interior do Rio Grande do Sul, com a Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense. Afinal, vestir-se o povo gaúcho como se fossem Jecas Tatus da época do Estado Novo de Getúlio Vargas, que centralizou tudo no poder central é continuar, eternamente, naquela linha ditatorial e deixar de valorizar o que é seu, da sua Terra, do seu Povo. Se com medo dos regionalismos Vargas mandou queimar as bandeiras dos Estados em praça pública, marcando a proibição da qualquer tipo de manifestação regionalista, ou seja, proibindo o uso da bandeira, a execução do hino, a o uso das indumentárias típicas do Rio Grande do Sul e dos demais Estados Brasileiros, razão alguma há para que pais continuem a pintar cavanhaques nos seus filhos; a remendar as suas roupas de caipiras de São Paulo, Minas Gerais e outros estados centrais do Brasil; a forçar o uso de chapéus de palha esfiapados; a andarem como se fossem interioranos dos rincões daqueles estados, em total descompasso com a altivez do gaúcho interiorano do Rio Grande do Sul; enfim, continuar nessa absurda incoerência regionalista é praticar um crime cultural grave contra o regionalismo gaúcho sul-brasileiro. Ou alguém poderia afirmar que antes dessa criminosa proibição de Getúlio Vargas os nossos pais, avós, bisavós festejaram os Santos vestidos como caipiras remendados? Evidentemente que não! Essa foi uma lamentável obrigatoriedade governamental que rotulou o gaúcho, o nordestino, nortista, pelo padrão da região central do país, como um Jeca Tatu, criado em 1914, por Monteiro Lobato, já na sua terceira metamorfose, transformação essa ocorrida à época daquela funesta decisão de Varga (1937), como explica o professor Aluizio Alves Filho, Mestre em Ciência Política pelo PPGCP/IFCS da Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor do Instituto Superior de Educação de Itaperuna/Faetec da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro, quanto às fases do personagem de Lobato: o “Jeca” é convertido em “Zé Brasil”, arquétipo literário do trabalhador explorado e de um país submetido à espoliação internacional. Assim, é com satisfação que divulgamos aqui essa coerente trabalho realizado pelo Colégio Marista Rosário, de Porto Alegre-RS, de valorização do Regionalismo Gaúcho Brasileiro, a qual esperamos que continue, pelo tempo, a bem orientar os gaúchos do Rio Grande do Sul a respeito das suas Festas Juninas e Julinas serem comemoradas com a adequada, regional e tradicional Pilcha dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul! Parabéns à Diretoria, ao Quadro Docente, ao Corpo de Alunos, pais e familiares, por essa digna demonstração de valorização da Cultura Regionalista-tradicional do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense.

     

    Contudo, esperamos que a Pilcha Gaúcha Regionalista-tradicional do Rio Grande do Sul venha a substituir, por completo, todas as atividades das Festas Juninas e Julinas desenvolvidas pelo Colégio Marista Rosário e demais Estabelecimentos de Ensino do Estado do Rio Grande do Sul!

     

    Fonte para consulta: COLÉGIO MARISTA ROSÁRIO – FESTA JUNINA

    http://www.maristas.org.br/colegios/noticia.asp?cod=9&codnoticia=7469 

    Desenvolvido por José Itajaú Oleques Teixeira

    ONTGB - Observatório Nacional do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro


     
    CONVITE


    O Pajador Sul-rio-grandense Paulo de Freitas Mendonça convida a todos para o lançamento do seu livro PAJADOR DO BRASIL - ESTUDO SOBRE A POESIA ORAL IMPROVISADA, a realizar-se no dia 02 de setembro de 2009, das 19 às 21h, na PALAVRARIA, Rua Vasco da Gama, 165, em Porto Alegre-RS.

    A obra é uma pesquisa de 10 anos sobre a poesia oral improvisada. O trabalho consiste em um livro de 400 páginas, mais um CD com 10 faixas, ambos em português e espanhol. Sob o título de PAJADOR DO BRASIL - ESTUDO SOBRE A POESIA ORAL IMPROVISADA - o trabalho, financiado pelo Fumproarte da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, aborda, distribuídos em capítulos, os seguintes temas:

    NOTA DO AUTOR;
    LENDA DO PAJADOR;
    INTRODUÇÃO;
    REVISÃO POÉTICA;
    MOVIMENTO CULTURAL GAÚCHO;
    CRIAÇÃO DO TRADICIONALISMO;
    SURGIMENTO DO NATIVISMO;
    DÉCIMA ESPINELA;
    SURGIMENTO DA ESPINELA;
    VARIAÇÕES E PONTUAÇÕES DA ESPINELA;
    DÉCIMA PELO MUNDO;
    BRAUN REINTEGRA A DÉCIMA E A PAJADA;
    TRAÇOS DA VIDA E DA OBRA DE BRAUN;
    SEGUIDORES DE BRAUN;
    UM PAJADOR E DECIMISTA DOS SÉCULOS XIX E XX;
    DÉCIMA NO PERÍODO FARROUPILHA;
    DÉCIMA NA MÚSICA GAÚCHA ATUAL;
    DÉCIMA NA POESIA GAÚCHA ATUAL;
    IMPROVISAÇÃO EM PAJADA NO SUL DO BRASIL;
    MILONGA: PRINCIPAL ACOMPANHAMENTO DA PAJADA;
    IMPROVISAÇÃO EM TROVA NO SUL DO BRASIL;
    TRAÇOS DA VIDA E DA OBRA DE FREITAS;
    DÉCIMA NA CANTORIA DO NORDESTE BRASILEIRO;
    OUTROS ESTILOS DE IMPROVISAÇÃO NO BRASIL;
    OUTROS ESTILOS DE IMPROVISAÇÃO NOS DEMAIS PAÍSES;
    REPENTISTAS REFERENCIAIS;
    CONSTRUÇÃO DE VERSO COM QUALIDADE;
    PAJADOR BRASILEIRO;
    CONSIDERAÇÕES FINAIS;
    POEMAS DO AUTOR - TRIBUTO A JAYME CAETANO BRAUN;
    POEMAS DO AUTOR - TRIBUTO AO PAJADOR


    Para quem quiser adquirir a obra é só mandar um e-mail para nativismo@nativismo.com.br , que ela será remetida via Correio.

    Tu és meu convidado!
    Sucesso!


     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
    Paulo de Freitas Mendonça

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